Texto, “A ponte”,  escrito pelo canadense Daniel MacIvor, que discute as relações humanas a partir do reencontro de três irmãs, estreia no CCBB Brasília com elenco formado por Bel Kowarick, Liliane Rovaris e Maria Flor e direção de Adriano Guimarães

No próximo dia 3 de abril, quarta-feira, às 20h, estreia no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Brasília) o espetáculo teatral “A ponte”, com direção de Adriano Guimarães e elenco formado pelas atrizes Bel Kowarick, Liliane Rovaris e Maria Flor. O texto do escritor canadense Daniel MacIvor aborda a relação de três irmãs separadas pelas circunstâncias da vida e que são obrigadas a se reencontrar para enfrentar a iminente morte de sua mãe.

Com duração de 110 minutos, a peça fica em cartaz até o dia 18 de abril, com sessões de terça a sábado, às 20h, e domingo, às 19h. No dia 10 de abril, quarta-feira, a sessão contará com tradução em Libras e audiodescrição. Os ingressos estarão à venda na Bilheteria do CCBB Brasília e a partir do dia 23 de março, no site www.eventim.com.br. A entrada para o espetáculo custa R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia-entrada). A Classificação indicativa é 12 anos.

Adaptado do original por iniciativa da atriz Maria Flor, o espetáculo foi idealizado em parceria com Bel Kowarick, dramaturgia de Emanuel Aragão e cenografia de Ismael Monticelli e Adriano Guimarães.

O texto trata das relações humanas, em especial das relações mãe e filhos, da função da família na vida do indivíduo. Ainda que existam diferenças, as irmãs têm as mesmas origens e referências e mesmo com todas as dificuldades, elas se ajudam, se fazem crescer e amadurecer.

Segundo Maria Flor, o espetáculo faz uma sensível análise dos conflitos familiares com um convite à aceitação e à boa convivência. “É um texto que fala das relações que nos fazem ser quem somos. Ao longo da vida, vamos nos transformando e nos reinventando, mas são da família as memórias mais primordiais.

Somos todos muito do que fomos e aprendemos na infância, vivenciada com marcas afetivas e traumáticas. Para o diretor, a dramaturgia se faz presente na forma como o autor constrói a narrativa com diálogos bem resolvidos. “O trabalho foi fazer com que a dramaturgia viesse à tona junto com o elenco e construir um lugar onde isso pudesse acontecer”, ressalta Adriano.

“Ainda que seja um tema recorrente na literatura e na dramaturgia mundiais, é fundamental tratar deste assunto em um momento em que se mostra difícil dialogar com quem é diferente”, ressalta o diretor.

Acessibilidade para deficientes auditivos e visuais

Na sessão do dia 10 de abril, quarta-feira, às 20h, a peça “A ponte” contará com intérpretes de Libras para deficientes auditivos e com audiodescrição, para deficientes visuais. Para estes, serão disponibilizados fones de ouvido para acompanhar o espetáculo.

A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que permite que pessoas com deficiência visual possam assistir e entender melhor filmes, peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas e outros.

Com este recurso, é possível conhecer cenários, figurinos, expressões faciais, linguagem corporal, entrada e saída de personagens de cena, bem como outros tipos de ação, utilizados em televisão, cinema, teatro, museus e exposições.

Sobre as atrizes

Bel Kowarick é atriz de teatro, TV e cinema. Participou do Centro de Pesquisa Teatral do SESC – CPT, sob direção de Antunes Filho. Estudou teatro e expressão corporal na escola Jogo Estúdio, sob direção de Eugênia Thereza. Em Londres, cursou as escolas de Phlillipe Gaulier e Jos Houben. Recebeu o prêmio APCA como melhor atriz de teatro 2010 em “Dueto para Um”, além de uma indicação na mesma categoria ao Prêmio Shell.

A atriz atuou em diversos espetáculos com destaque para: “Dueto para um”, direção de Mika Lins. Na Cia de teatro em Quadrinhos, atuou em “O Cobrador”, baseada no conto de Rubem Fonseca; “No Olho da Rua” e “Quatro Estações”, todas com direção de Beth Lopes. No Núcleo Argonautas, dirigido por Francisco Medeiros, atuou em “O que morreu mas não deitou?”, indicado ao Prêmio Shell na categoria especial e “Terra sem Lei”.

Também atuou em “A casa de Bernada Alba”, de Garcia Lorca, direção de Eugênia Tereza; “Observatório” e “Beatrícias cânticos aos pedaços”, texto e de Jaime Compri, ambas com no Grupo de Arte Boi Voador; “A teus pés”, baseada na obra de Ana Cristina Cesar direção de Cristina Mutarelli; “As Sereias da Rive Gauche”, de Vange Leonel e direção de Regina Galdino; Kabaré Breschiana direção Eugenia Teresa.

Na TV Globo atuou nas novelas “O Rebu” direção José Luiz Vilamarim e “Tempo de Amar” direção Jayme Monjardim e das series “Som e Fúria”, “Felizes para Sempre” dirigidas por Fernando Meireles. Na TV Cultura atuaou nas séries “Pedro e Bianca” dirigida por Cao Hamburguer e “Terra Dois” dirigida por Mika Lins.

Também atuou na série “Passionais” dirigida por Henrique Goldman e “Confissões Médicas” no Discovery Brasil Na HBO atuou na série “O Negócio”. Em cinema, participou dos filmes “Sua excelência o candidato” e “Amparo” de Ricardo Pinto e Silva; “Boleros”, de Ugo Georgette; Albatroz” filme de Bráulio Mantovani; “Paraíso Perdido” de Monique Gardenberg; “Helicônias” de Karen Gronich; “Hilda Hist pede contato” de Gabriela Greeb.

Produziu os espetáculos: Hamlet” e “B – encontros com Caio Fernando abreu”; com direção de Francisco Medeiros, “Dueto para um” e foi diretora de produção do Núcleo Argonautas.

Liliane Rovaris é integrante do Areas Coletivo desde 2010. Com o grupo realizou o espetáculo ”Naquele dia vi você sumir” (CCBB/RJ) a partir do livro “Eles eram muitos cavalos” de Luiz Ruffato no Sesc Ipiranga – SP e atuou no espetáculo “Plano sobre queda”.

Com o Coletivo Irmãos Guimarães atuou em “Sopro” a partir da obra de Samuel Beckett, em “NADA – uma peça para Manoel de Barros”, na performance “ 59 minutos e 59 segundos” e fez a assistência de “Hamlet – processo de revelação”. Com a Cia das Inutilezas, dirigida por Emanuel Aragão, criou e atuou em “Naotemnemnome”, “Meu avesso é mais visível que um poste” e em “Ficções”.

Em 2009, participou da criação de “série 21” com direção de Jefferson Miranda da ciateatroautônomo. Atuou entre outros espetáculos em “Trainspotting”, com direção de Luis Furlanetto e “Fragmentos Troianos” com direção de Antunes Filho. Formada pela CAL/RJ e pelo Centro de Pesquisa Teatral, ministrado por Antunes Filho (CPT/Sesc-SP). Atualmente, a atriz cursa mestrado em Artes Cênicas na UNIRIO-RJ.

Atriz, diretora e roteirista, Maria Flor começou sua carreira no cinema e na televisão quase que simultaneamente em 2004, quando participou do filme “O Diabo a quatro”, de Alice de Andrade, no mesmo ano fez “Quase dois irmãos”, de Lúcia Murat, e a novela “Cabocla”, de Benedito Ruy Barbosa.

Em 2005, atuou em “Cazuza- o tempo não para”, de Sandra Werneck, e em 2006, na TV, atuou em “Belíssima”, de Sílvio de Abreu. No mesmo ano, foi protagonista de “Proibido Proibir”, de Jorge Duran em 2006 e, em 2007, “Podecrer”, de Arthur Fontes. No ano de 2008 participou do filme “Chega de Saudade“, de Laís Bodansky. Em 2009 fez o “Senhor do Labirinto”, de Geraldo Motta. Filmou, em 2010 o filme “O Bem Amado“, de Guel Arraes, e “A Suprema Felicidade“, de Arnaldo Jabor.

Participou do filme “Xingu”, de Cao Hamburguer, em 2011 e “360”, de Fernando Meirelles, em 2012. Também em 2012 filmou “Meus Dois Amores” de Luís Henrique Rios. Em 2013 fez um longa português baseado no romance de Eça de Queiroz, “Os Maias” dirigido por João Botelho e participou do filme “Infância” de Domingos Oliveira. No ano de 2014 filmou o longa “Pequeno Segredo” de David Schurmann, ainda em fase de finalização.

No ano de 2016 e 2017 participou da novela, A Lei do Amor além do filme “Albatroz”, de Bráulio Mantovani, ainda inédito e da série 3% da Netflix. No ano de 2018 participou da série de TV sobre o pugilista Popó para o canal Space, dirigida por Sérgio Machado, e roteirizada por Walter Salles. Ainda neste ano fez o filme “4 amigas numa fria”, dirigido por Roberto Santucci, como protagonista.

Como diretora e roteirista realizou em 2013, para o canal Multishow, a série de ficção, “Só Garotas” e em 2014 filmou o processo de ensaio da peça Nômades, espetáculo teatral com Andrea Beltrão, Mariana Lima e Malu Galli, que gerou o FILME ENSAIO, exibido no Festival do Rio 2018 e na 42 Mostra de SP.

Sobre o diretor

Diretor teatral, artista visual e professor, Adriano Guimarães atua há mais de 20 anos construindo trabalhos em teatro, performance e artes visuais. É conhecido internacionalmente pela pesquisa artística desenvolvida, desde 1998, sobre a obra do escritor irlandês Samuel Beckett.

Realizou diversos projetos transdisciplinares contando com a colaboração de Stanley Gontarski, Marília Panitz, Fábio de Souza Andrade, Gisele Fróes, Luiz Fernando Ramos, Vera Holtz, Gerardo Mosquera, Luís Melo, Bárbara Heliodora, Denise Stutz, Gerd Bornheim, Helena Katz, José Miguel Wisnik, Ana Miguel – para citar alguns. Realizou diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, tendo sua trajetória marcada por mostras como a Bienal de São Paulo e o Panorama da Arte Brasileira.

Foi indicado diversas vezes ao Prêmio Shell, uma das mais importantes premiações do teatro brasileiro, sendo agraciados na categoria de Melhor Direção, junto a Hugo Rodas, com a montagem de Dorotéia. Tem em sua trajetória mais de 50 peças teatrais, entre as mais recentes: O Imortal, baseado no conto de Jorge Luis Borges (2018); Hamlet – Processo de Revelação (2015-2017); Ruído (2016); Nada – Uma Peça para Manoel de Barros (2012-2013).

Sobre o autor

Ator, dramaturgo, diretor de teatro e cinema, Daniel MacIvor (nascido em 23 de julho de 1962) é mais conhecido por seus papéis em filmes independentes e na sitcom Twitch City. MacIvor iniciou a companhia de teatro da kamera em Toronto – em residência no Buddies in Bad Times Theatre – para quem ele escreveu, dirigiu e atuou.

Suas peças incluem Never Swim Alone, este é um jogo, monstro, Marion Bridge, você está aqui, cul-de-sac e uma bela vista. Em seus primeiros trabalhos no cinema, MacIvor frequentemente colaborou com o diretor Laurie Lynd, incluindo os curtas-metragens RSVP em 1991, A fada que não queria ser uma fada em 1992, e o longa House (1995).

No início dos anos 2000, escreveu e dirigiu vários filmes independentes: Past Perfect, Marion Bridge, Whole New Thing e Wilby Wonderful. A maioria foi feito em sua província natal, a Nova Escócia. Como ator, pareceu em The Five Senses, de Jeremy Podeswa, teve um papel recorrente na série de televisão Republic of Doyle e interpretou Nathan na icônica série de televisão canadense Twitch City.

Nos últimos anos, MacIvor tem trabalhado com o diretor Bruce McDonald como roteirista dos filmes Trigger e Weirdos (para o qual MacIvor ganhou um Screen Award canadense em 2017 por melhor roteiro original).

Serviço

“A ponte”
Espetáculo teatral
Texto | Daniel MacIvor
Elenco | Bel Kowarick, Liliane Rovaris e Maria Flor
Direção | Adriano Guimarães
Dramaturgia | Emanuel Aragão
Cenografia | Adriano Guimarães e Ismael Monticelli
Tradução | Bárbara Duvivier
Local I Teatro | CCBB Brasília
Endereço I SCES – Setor de Clubes Esportivos Sul Trecho 2 Lt 22 – Asa Sul, Brasília – DF
Sessões | Semana 1 | De 3 a 7 de abril,
De terça a sábado, às 20h
Domingo, às 19h
Semana 2 | 10, 12, 13 e 14 de abril
Quarta, sexta e sábado, às 20h
Domingo, às 19h
Semana 3 | De 16 a 18 de abril
De terça a quinta, às 20h
Acessibilidade para deficientes auditivos e visuais | A sessão do dia 10 de abril, quarta-feira terá tradução em Libras e terá audiodescrição
Classificação indicativa | 12 anos
Duração | 110 minutos
Ingressos | À venda na Bilheteria do CCBB Brasília
Ou no site www.eventim.com.br
Entrada | R$ 30,00 (inteira) e R$15,00 (meia)
Clientes Banco do Brasil tem 50% de desconto pagando com Ourocard

A ponte
A ponte | Foto: Divulgação
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