O Centro Cultural Banco do Brasil retoma as atividades presenciais e o projeto Zé Kéti  que reverencia um dos maiores sambistas brasileiros no ano em que completaria seu centenário de vida. Nos dias 29 e 30 de maio, Zé Renato e Cristóvão Bastos e Casuarina e Nilze Carvalho, respectivamente, sobem ao palco para os últimos dois shows que completam a série iniciada em fevereiro deste ano.

O projeto Zé Kéti – 100 Anos da Voz do Morro está de volta para completar os últimos dois shows da série que comemora, no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, o centenário de um dos maiores compositores e sambistas brasileiros. Retomando a programação musical presencial com todas as exigências e cuidados em função do COVID-19, o público poderá conferir nos dias 29 e 30 de maio, os encontros musicais de Zé Renato e Cristóvão Bastos, e Casuarina e Nilze Carvalho.

Além dos shows, no dia 29, às 17h30, Zé Renato apresenta a palestra intitulada Zé Kéti, Samba Carnaval e Cinema, e aborda o centenário do artista, sua influência e sua participação em trilhas musicais do cinema nacional, em obras de diretores como Nelson Pereira dos Santos e Cacá Diegues.

O projeto Zé Kéti – 100 Anos da Voz do Morro apresenta uma série de quatro shows inéditos com músicas inesquecíveis desse grande ícone carioca, um retrato de sua trajetória musical, suas composições consagradas, sua parceria com o cinema, o amor pelo carnaval e a noite carioca.

Em fevereiro deste ano, a primeira etapa do projeto apresentou João Cavalcanti e Fabiana Cozza e Moacyr Luz e Sururu na Roda, e logo após teve temporada interrompida pela suspensão das atividades presenciais em teatros no Distrito Federal, por conta da pandemia de Covid-19.

Autor de sucessos inesquecíveis, apaixonado pelo Carnaval e pela noite carioca, ligado ao Cinema Novo e à Bossa-Nova, Zé Kéti deixou uma obra que é referência, até hoje, para inúmeros artistas.

Os shows

29 DE MAIO – Zé Kéti e o Cinema – Zé Renato e Cristóvão Bastos

Dois artistas de peso, Zé Renato e Cristóvão Bastos, levarão ao público uma faceta menos conhecida de Zé Kéti, que é a sua relação com o cinema nacional, onde teve atuação, e suas músicas fizeram parte de trilhas sonoras de filmes de grandes diretores como Nelson Pereira do Santos e Cacá Diegues. No repertório, composições como Flor do lodo e Malvadeza Durão, que foram sucesso nas interpretações de grandes artistas de várias gerações e que tiveram também a sua carreira no cinema.

Cantor, compositor e dono de uma voz especialíssima, Zé Renato tem 45 anos de trajetória musical marcada por inúmeros sucessos. Começou sua carreira artística participando de festivais estudantis, amadurecendo ali sua verve de compositor, e em 1978, entra no grupo Boca Livre, ao lado de Claudio Nucci, David Tygel e Maurício Maestro. Desde então, foram inúmeros discos gravados, tanto em grupo, como solo, como a bela homenagem a Zé Kéti, de 1996, “Natural do Rio de Janeiro”. Intérpretes como Zizi Possi, Leila Pinheiro, Milton Nascimento, Lulu Santos, Joyce Moreno e Nana Caymmi já gravaram suas músicas.

Compositor, arranjador e exímio pianista, Cristóvão Bastos é uma das maiores referências da música brasileira atual. Nos seus 60 anos de carreira, recebeu 11 prêmios de música em diversas categorias – indicado ao Grammy e ganhador do Prêmio da Música Brasileira, e com composições como Todo o Sentimento, com Chico Buarque. É também parceiro de outros grandes nomes como Paulo César Pinheiro, Paulinho da Viola e Aldir Blanc. Suas músicas foram interpretadas por ícones como Elizeth Cardoso, Maria Bethânia, Simone e Ney Matogrosso.

30 DE MAIO: Um Sambista de Opinião – Casuarina e Nilze Carvalho (participação especial)

No último show da série, o grupo Casuarina ressalta um momento importante da música brasileira: a participação de Zé Kéti no emblemático show Opinião, com Nara Leão e João do Vale, que foi marco de uma geração.

Formado em 2001, o Casuarina tem nove CDs gravados e dois DVDs, e uma certeza de que os músicos se tornaram bambas na arte de unir letras repletas de imagens e melodias inspiradas. Atualmente, o grupo é formado por Daniel Montes, Gabriel Azevedo, Rafael Freire e João Fernando. Dos tempos em que tocava na Lapa até hoje, o grupo chegou a uma carreira internacional, que o levou para inúmeros países da Europa, além de Angola, Canadá, Cuba e Estados Unidos. Esteve ao lado de grandes artistas no palco, como Alcione, Arlindo Cruz, Maria Rita, Monarco e Elza Soares.

Ao ser flagrada pelo irmão mais velho tocando Acorda Maria Bonita no cavaquinho, Nilze Carvalho, aos cinco anos, começava uma história de amor com a música. Dos 11 aos 14 anos, gravou, como bandolinista, a série de LPs Choro de Menina, que lhe rendeu turnês pela Europa e Ásia. De volta ao Brasil, fundou com amigos o grupo Sururu na Roda. Cantou e tocou ao lado de grandes nomes da música, como Dona Ivone Lara, Zeca Pagodinho, Martin’ália, Nei Lopes e Nelson Sargento. Produzido pela própria Nilze e Zé Luis Maia, o CD Verde Amarelo Negro Anil foi indicado ao Grammy Latino 2015, como Melhor Álbum de Samba/Pagode.

Zé Kéti, a Voz do Morro

José Flores de Jesus nasceu no Rio de Janeiro, em 1921. A presença da música é marcante na sua infância. O pai, o marinheiro Josué Vale de Jesus, toca cavaquinho e seu avô, João Dionísio de Santana, é flautista e pianista. Em sua casa, são frequentes as rodas de choros, com ícones como Pixinguinha. Ainda menino, ganhou um apelido, Zé Quieto, encurtado depois para Zé Quéti e grafado com um K, tornado-se seu nome artístico.

No início de 1950, Zé Kéti compõe o samba que se torna um dos seus maiores sucessos, A Voz do Morro. A música é gravada pelo cantor Jorge Goulart, em 1955, com arranjo de Radamés Gnattali. No mesmo ano, é tema do filme Rio 40 Graus, de Nelson Pereira dos Santos, e posteriormente, do programa Noite de Gala (TV Rio, Canal 13). Foi gravada, depois, por grandes intérpretes, como César Guerra-Peixe, Demônios da Garoa, Elis Regina e Jair Rodrigues, Luiz Melodia e pelo próprio autor. Em 1963, o compositor e cantor já é uma referência para os músicos que vêm da Bossa Nova. A peça Opinião, de Oduvaldo Vianna Filho, ganhou esse título a partir do samba homônimo de Zé Kéti, e contou com a participação de nomes como João do Vale, Ruy Guerra, Nara Leão, Carlos Lyra, Edu Lobo, Gianfrancesco Guarnieri e Maria Bethânia. Nesse espetáculo, ele lança também Diz que Fui por Aí (com Hortêncio Rocha) e Acender as Velas. Com o sucesso da peça, Zé Kéti viria a formar, depois, o grupo A Voz do Morro, ao lado de ícones como Élton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Nelson Sargento e Paulinho da Viola, entre outros. No Carnaval de 1967, com Hildebrando Pereira Matos, compõe a marcha-rancho Máscara Negra, um dos maiores êxitos de sua carreira, gravada por Dalva de Oliveira, Jair Rodrigues, The Fevers, Eduardo Dusek, Elza Soares e Maria Rita. Zé Kéti morreu em 14 de novembro de 1999, aos 78 anos.

Serviço

Zé Kéti – 100 Anos da Voz do Morro
Local: Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
Endereço: SCES, Trecho 02, lote 22.
Confira as normas de visitação e segurança referentes à COVID-19 no site www.bb.com.br/cultura e na emissão do ingresso.

Shows:

29/5 – 17h30 – Palestra Zé Renato – Zé Kéti, Samba Carnaval e Cinema
18h30 – Show Zé Kéti e o Cinema – Zé Renato e Cristóvão Bastos
30/5 – 18h30 – Show Um Sambista de Opinião – Casuarina e Nilze Carvalho

Capacidade: 150 lugares – sendo 3 para obesos, 3 para pessoas com mobilidade reduzida e 10 para cadeirantes.
Ingressos: À venda no site eventim.com.br – R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia para clientes BB (pagamento com Ourocard), estudantes e professores, crianças com até 12 anos, maiores de 60 anos, pessoas com deficiência e suas acompanhantes e casos previstos em Lei).

Classificação indicativa: Livre
Concepção e coordenação do projeto: Stella Lima
Produção Executiva: Leonardo Conde
Informações: (61) 3108-7600 ou ccbbdf@bb.com.br

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