Resultado do projeto Cartas do Cárcere, “Vozes do cárcere: ecos da resistência política” conta com algumas cartas analisadas e artigos de Felipe Freitas, Fernanda Felisberto e Thula Pires, entre outros integrantes da pesquisa

No dia 7 de novembro, o café Objeto Encontrado recebe o lançamento do livro “Vozes do cárcere: ecos da resistência política”. A publicação é resultado do Cartas do Cárcere, projeto que teve início em agosto de 2017, a partir da assinatura da Carta Acordo entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Desde então, a equipe da PUC-Rio tem atuado junto à Ouvidoria Nacional dos Serviços Penais para conhecer fluxos de leitura, análise e encaminhamento das cartas recebidas pela ouvidoria e outras instituições públicas, e, realizar leitura, catalogação e classificação das cartas.

Durante 90 dias, foi realizada pós uma intensa campanha nas redes sociais (que pode ser acompanhada pelo site https://medium.com/cartas-do-carcere), cujo objetivo foi apresentar ao público os resultados encontrados na pesquisa. A pesquisa analisou 8.818 cartas, todas relativas ao ano de 2016. A partir de um formulário de coletas de informações, foi possível encontrar alguns dados relevantes, entre eles, a porcentagem de cartas escritas pelos próprios presos (94%); o sexo dos remetentes (85% homens); o estado civil (45% casados); a nacionalidade (99% brasileiros); a situação processual (61% são condenados) e a forma de escrita (87% do próprio punho).

O projeto Cartas do Cárcere reúne no livro “Vozes do cárcere: ecos da resistência política” reflexões sobre alguns dos temas que saltaram aos olhos da equipe da PUC-Rio durante o processo de pesquisa.

No total são 10 artigos que trabalham os temas: demandas por direitos; racismo; gênero e sexualidade; violência/tortura/corrupção; saúde; condições do cárcere; e, cartas como instrumento político.

Serviço

Lançamento do livro “Vozes do cárcere: ecos da resistência política”
Dia 7 de novembro de 2018, às 18h, no Café Objeto Encontrado (102 Norte, Bloco B, Loja 56). Entrada franca. Classificação indicativa livre.

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