Venusto apresenta o EP Amassunu, exaltando a força ancestral da Amazônia e unindo cinema e música em homenagem às águas, povos e memórias do Norte
O EP Amassunu chega ao mundo quando a COP30 coloca em pauta o Norte do país, a floresta amazônica, sua fauna, sua flora, suas culturas e seus povos. É neste contexto que o EP do multiartista Venusto nasce. Com uma trilha sonora original, o álbum foi criado para o curta-metragem “Amassunu, o ruído das águas”, obra que celebra a ancestralidade amazônica, a força das águas e a memória coletiva que atravessa gerações.
Venusto
Entre o som das águas, o eco das florestas e o pulsar das feiras amazônicas, o projeto musical liderado pelo artista e cineasta brasiliense de raízes nortistas traduz em som e imagem um gesto de saudação à Amazônia e ao Norte do Brasil. E as músicas já estão disponíveis nas principais plataformas de streaming. Confira em: https://vitrolaplay.ffm.to/amassunu .
Já o curta-metragem “Amassunu, o Ruído das Águas”, dirigido por Venusto e Juliana Boechat, vai estrear no circuito de festivais nacionais e internacionais a partir da COP30, em Belém do Pará.O filme foi patrocinado pela EMBRATUR e realizado pela Claraboia Filmes, de Brasília (DF). Mais informações no Instagram: @venusto e no YouTube: @venustomusica.
O EP reúne quatro faixas — “Beira do Rio”, “Guyraetê”, “Pyngos” e “Tacacá, Maniçoba e Açaí”, — composições que entrelaçam memórias afetivas, saberes tradicionais e o espírito das águas. São canções que caminham entre o carimbó, a poesia, o canto ritual indígena e a experimentação vocal, criando pontes entre o Cerrado e a floresta.
Desde criança, Venusto passava as férias com sua avó no Norte do país — experiências que moldaram sua relação com a floresta, com os modos de vida ribeirinhos e com a musicalidade que brota da terra e das marés. É desse encontro ancestral e afetivo que nasce Amassunu, palavra que, em tupi, significa “ruído de águas” ou “água que retumba”.
Conheça a força ancestral das faixas
Tacacá, Maniçoba e Açaí -A faixa “Tacacá, Maniçoba e Açaí” é o coração pulsante do projeto. Inspirada nas vivências de Venusto com sua avó — que faleceu em dezembro de 2024, aos 95 anos — a canção é uma homenagem à mulher que lhe ensinou o sabor da memória, o tempero da saudade e o respeito pelos ciclos da natureza. É também uma metáfora do retorno às origens, movimento central à personagem do curta-metragem.
Em parceria com o multi-instrumentista paraense Marcelino Santos, a canção ganha o ritmo vibrante das feiras amazônicas e o calor do Norte, traduzindo o encontro entre tradição e modernidade.
Beira do Rio – “Beira do Rio” nasceu de um instante de pura intuição durante as gravações em Mocajuba, no coração da floresta amazônica. A artista Thaís Kokama, do povo Kokama (AM), começou a cantarolar uma melodia que parecia brotar do próprio rio. Seu registro espontâneo tornou-se a espinha dorsal da canção, que carrega o sopro da floresta e a presença viva das águas.
Guyraetê -A música “Guyraetê” — que em tupi significa “pássaro nativo”, “pássaro verdadeiro” — emergiu das experimentações sonoras de André Chayb e da cantora Camila Becker, que criaram a base silábica e melódica da faixa. A partir dessa estrutura, Venusto convidou o professor Romildo, consultor de língua tupi moderno, para desenvolver a letra. Em seguida, a cantora indígena Clara Potiguara deu vida ao canto com sua voz ancestral e potente.
A canção fala sobre caminhar sem temer, retornar à terra ancestral e dançar com a liberdade dos pássaros — um convite ao reencontro com a natureza interior e exterior.
Pyngos – Em “Pyngos”, Venusto se une ao duo experimental Pym Pym — formado por Joana Carvalho e Camila Becker — em uma travessia sonora que conecta o Cerrado à Amazônia. A canção é um rito poético de união entre corpo, água e afeto: nasce das primeiras gotas que rompem o solo seco e seguem rumo à floresta, como metáfora do renascimento.
As vozes de Joana, Camila e Venusto se entrelaçam em um canto que é também chuva, rio e mar. Misturando o orgânico, o ancestral e o contemporâneo, Pyngos convida à escuta da água que habita em nós e nos refaz. O duo Pym Pym traz para a faixa sua pesquisa vocal livre e experimental, marcada por improvisação, timbres orgânicos e atmosferas eletroacústicas que dialogam com a paisagem do Cerrado.
Direção artística e equipe – A direção artística do EP é de Venusto, que une pela primeira vez suas linguagens do cinema e da música em um gesto de totalidade poética. Amassunu é seu segundo EP e antecipa seu primeiro álbum musical, previsto para 2026.
A produção musical leva a assinatura de André Chayb, compositor e multi-instrumentista que investiga paisagens sonoras da natureza, criando pontes entre música popular e experimental.
A mixagem e masterização ficaram a cargo de Débora Zimmer, engenheira de som com mais de trinta anos de experiência, conhecida pelo cuidado artesanal com vozes, texturas e atmosferas acústicas.
“Um encontro entre cinema e música Amassunu é mais que um EP: é um gesto de gratidão à floresta, um encontro de vozes, timbres e tradições que se escutam e se reverenciam”, destaca.
Serviço:
Multiartista brasiliense Venusto lança EP no COP30 e nas plataformas fonográficas
Data: sexta-feira, 21 de novembro de 2025 — último dia da COP30, em Belém do Pará
Confira em: https://vitrolaplay.ffm.to/amassunu
Mais informações no Instagram: @venusto e no YouTube: @venustomusica.

















