Variável – Improviso long-form


Novo espetáculo da Cia E agora? – Teatro de Improviso, após algumas experimentações e estrear oficialmente no Festival Improvisorama em São Paulo, agora é a vez do público de Brasília improvisar cenas em formato longo.

Partindo dos jogos básicos de Improviso já pautados por Keith Johnstone, Viola Spolin e outros teóricos de Improviso, o grupo de atores-improvisadores que compõe a Cia. de Improviso E Agora?, une os conhecimentos dramatúrgicos outrora adquiridos em experiências com o teatro convencional aos modelos inovadores do teatro improvisado. Toda esta construção acontece diante do público e com a intervenção do mesmo.

Os atores-improvisadores investem na relação das personagens, em uma construção motivada pelo público, tornando visível a participação ativa dos espectadores. Assim, a premissa brechtiniana da quebra da quarta parede é levada a um nível de implosão profunda pois, no momento em que a motivação da dramaturgia advém também do público, este passa a não somente dialogar com os questionamentos suscitados na história contada mas também a se tornar responsável por aquilo que é contado. A mediação com o público é feita pelo próprio elenco, uma vez que a sinergia existente entre eles, elenco e plateia, é a mesma. Quando ambos são responsáveis pela história, não cabe elencar alguém que não fizesse parte da construção dramatúrgica para mediar a construção do enredo. O campo delimitado para o diálogo direto sobre a dramaturgia é o espaço da VARIÁVEL.

VARIÁVEL, portanto, encara o desafio de levantar histórias de longa duração com um enredo entendível e variado, dando oportunidade para que a plateia participe ativamente da construção do enredo. Entendendo que o processo brechtiniano, da forma com que foi brilhantemente concebido, pode levar o espectador a seu momento singular de catarse ao presenciar e participar do espetáculo convencional, a inclusão da plateia como parte definidora do norte assumido pela história eleva a catarse dos espectadores.

Fica claramente entendido, então, que a cena possui uma causa e poderá gerar efeitos definitivos no enredo de acordo com a escolha feita durante as proposições das variáveis. A relação de causa e efeito torna cúmplices ator-improvisador e espectador. O primeiro é o gerador da causa, que soube captar de imediato as provocações anteriores para criar a cena. O segundo é o definidor do efeito, pois acompanhou a criação do enredo e possui gabarito necessário para determinação da sequência do enredo.

RELEASE DO ESPETÁCULO

Um dos grandes prazeres de um ator é a variabilidade que ele assume em cada espetáculo e um dos grandes desafios do improvisador é não saber o quão variável de si ele será no palco. E, mesmo não sabendo, ele se joga. Escolha uma história, qualquer história. Pense na primeira vez que a ouviu. E se você pudesse escolher para onde a história iria, ela teria o mesmo final?
A Cia. de Improviso E Agora? formada por Daniel Obregon, Edson Duavy e Félix Saab com direção de produção de Ana Paula Martins, apresenta VARIÁVEL – Improviso long-form.

Serviço

Data: 30 de setembro e 1º e 2 de outubro de 2016.
Horário: Sexta e sábado às 21h e domingo às 20h.
Local: Teatro SESC Garagem – 913 Sul.
Valor: R$ 20,00 (Meia).
Classificação indicativa: 14 anos.
Duração: 70 minutos.
Informações: 9.9997-5969.

FICHA TÉCNICA:

Direção: Edson Duavy.
Elenco: Daniel Obregon, Edson Duavy e Félix Saab.
Improvisadoras Convidadas: Cíntia Portella e Renata Bittencourt.
Músico: Mateus Ferrari.
Iluminadora: Tainá Palitot.
Fotos de Divulgação: Karina Santiago.
Registro Fotográfico: Diego Bresani.
Filmagem: Orbeat Filmes.
Designer Gráfico: Daniel Obregon.
Assessor de Imprensa: Rodrigo Machado.
Direção de Produção: Ana Paula Martins.
Apoio: Trabalho de Mesa.
Realização: Cia E Agora?.

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