Valentina Castello Branco


Valentina Castello Branco, roteirista do desenho animado Irmão do Jorel é a mais nova entrevistada do Projeto Lupa

O projeto Lupa conversou com a roteirista do desenho exibido no Cartoon network. “Irmão do Jorel” é o nome do desenho e também do filho caçula de uma excêntrica família de acumuladores presa nos anos 80 e com a ajuda de sua melhor amiga, ele enfrenta os primeiros obstáculos da vida num ritmo alucinante. Sem diferenciar fantasia e realidade, ele sempre descobre uma maneira absurda de sair da sombra de seu irmão celebridade, mas seu verdadeiro nome é sempre um mistério.para todos.

Valentina Castello Branco passava horas a fio em frente a uma tela de TV ou de cinema. Mas ser roteirista era uma coisa tão rara que nem lhe passava pela cabeça. Trabalhando como economista ela ficou extremamente infeliz e se viu criando escapes psicológicos para uma rotina maçante. Contar histórias não era mais uma opção distante, mas uma necessidade. Hoje ela assina alguns dos episódios do desenho Irmão do Jorel, no Cartoon Network, e conta como conquistou “o melhor trabalho do mundo”.

Projeto Lupa é um portal brasiliense que reúne depoimentos, entrevistas e fotos de profissionais que ganham a vida com a arte de contar histórias. O Projeto conta com depoimentos do Jornalista Heraldo Pereira, do cineasta Iberê Carvalho, do compositor Clodo Ferreira, o poeta Nicolas Behr, o cantor André Gozales, Heraldo Pereira, Mirian Leitão e família entre outros. Depois de Brasília, a iniciativa está percorrendo o pais. O site pode ser acessado no endereço www.projetolupa.com

O portal nasceu com a proposta de apresentar como começaram a escrever, como tornaram-se profissionais, quais os desafios e como funciona o processo criativo dos profissionais das letras. Com o formato de depoimento e fotos, são apresentados relatos sobre a paixão pelo ato de contar histórias através da escrita e a relação entre as dimensões práticas e subjetivas da criação.

Inicialmente foram escolhidos personagens do Distrito Federal ligados à arte de contar histórias. Já estão no ar os depoimentos da jornalista e proprietária de banca de jornais Conceição Freitas, do cineasta Iberê Carvalho, do compositor Clodo Ferreira e do poeta Nicolas Behr, entre outros.

Os perfis são pensados para leitura na internet, mas escritos no estilo do jornalismo literário, formato que foge do padrão objetivo das reportagens comuns, tornando a leitura mais dinâmica e poética. O estilo, que bebe na fonte da literatura, cumpre a missão de informar, mas traz ao leitor mais riqueza de vocabulário, melhor estrutura narrativa e aprofundamento de conteúdo.

A fotografia também tem papel de destaque no projeto. Os registros da fotógrafa Emília Silbertein reforçam o caráter artístico do projeto e ajudam a revelar um pouco mais da personalidade do entrevistado.

Depois o projeto se estenderá para o Rio de Janeiro e São Paulo. Idealizadora do site, a jornalista Naiara Leão conta como será a continuidade das entrevistas. “No Rio, por exemplo, a proposta é entrevistar imortais da Academia Brasileira de Letras e críticos de arte, especialidade pouco desenvolvida no DF. Em São Paulo, falaremos com professores do curso de Estudos Literários da Unicamp. O curso é o único no Brasil voltado para a formação de escritores em diferentes plataformas numa mesma graduação”, exemplifica.

Palestras, oficinas e exposição

E para estimular os futuros escritores, a cada mês, um dos profissionais entrevistados fará uma palestra em escola pública, seguida de atividade educativa. Nas escolas, o projeto trabalhará em parceria com professores de língua portuguesa, redação e literatura.

Escritores da comunidade, amadores ou profissionais, também serão convidados a participarem de debates e oficinas de criação. A ideia é que se apresente um panorama da profissão de escritor: quais as possibilidades, o que define um escritor. O aluno será estimulado a descobrir o valor da palavra, da escrita.

No último mês do projeto será realizada exposição com fotos e relatos dos escritores. Na ocasião alguns entrevistados e a equipe participarão de para um bate papo sobre o projeto.

Mercado em ascensão

Estimado em R$ 4,8 bilhões, o mercado editorial brasileiro está produzindo mais e imprimindo mais, segundo levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2013. Isso em se tratando apenas de livros. Mas a escrita abrange muito além. Engloba a composição de uma música, uma reportagem de jornal impresso ou online, o roteiro de uma série ou de um filme, entre outros. Quando todos os agentes desse processo que envolve a produção escrita entra na conta, esse número se multiplica vertiginosamente.

Mesmo assim ainda existem lacunas quanto ao entendimento da profissão escritor. O projeto Lupa nasce para aproximar quem já produz hoje a quem quer produzir amanhã: apresentar as pedras que existirão no caminho de quem pretende seguir o plano de viver das palavras, despertar possíveis talentos e apresentar as possibilidades de fazer desta arte um ganha pão.

Redes sociais
Facebook: www.facebook.com/lupaprojeto
Instagram e Twitter: @projetolupa

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