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Uma Viagem pela Vida, nosso país nos Anos Dourados

André Jordan lança livro Uma Viagem pela Vida que retrata a sociedade brasileira nos Anos Dourados

“Uma viagem pela vida” é o relato de oito décadas de um percurso intensamente vivido, que atravessa alguns dos episódios mais relevantes da nossa contemporaneidade. Uma história, na primeira pessoa, que descreve através de retratos íntimos os Anos Dourados no Rio, e personagens com quem se cruzou: aristocratas, políticos, estadistas, estrelas de cinema, grandes artistas.

O livro espelha uma fase da sua vida vivida entre os meandros do mundo político, econômico e social, com passagem pela Bossa Nova e as escolas de samba, uma vida cheíssima de experiências e iniciações diversas, que nos são relatadas com olhos de insider em todos estes meios.

“Vivia-se no Rio de Janeiro como se a guerra não existisse. Davam-se jantares elegantes em casa, com gente ilustre e até embaixadores. Naquele calor tropical e sem ar condicionado, tudo black tie, as senhoras de longos e vaporosos vestidos, criados de casaca que, tal como a comida, vinham da Confeitaria Colombo…”

André Jordan nos leva numa viagem ao Rio de Janeiro de outros tempos, do elétrico que percorria a Rua São Clemente, em toda a extensão nos dois sentidos, ou a Rua Voluntários da Pátria, a paralela mais adiante. Descreve Botafogo como um bairro muito especial, de gente interessante com uma ética própria, marcada pela discrição e pela sobriedade, muito diferente de Copacabana, de Ipanema ou do Leblon.

Deixe-se levar por este itinerário, tão diversificado e em contextos tantas vezes politicamente turbulentos como os do Brasil, Argentina ou o Portugal. Na atividade de empresário, André Jordan antecipou o seu tempo, foi visionário. Muitas das iniciativas que desenvolveu foram profundamente inovadoras no conceito e nos métodos comerciais. É o caso do modelo de negócio dos shopping centers – de que André Jordan reivindica a paternidade no Brasil e, indiretamente, em Portugal – ou ainda dos condomínios qualificados dirigidos a uma classe média emergente na Argentina e no Brasil, ou os empreendimentos turísticos de qualidade.

O início da viagem

Em Lwów, na Polónia, ao som dos voos rasantes dos aviões alemães a mãe diz “vamos embora”! No dia seguinte, com a roupa em duas malas, no mesmo dia em que as tropas de Hitler cruzam a fronteira polaca, em 1939, a família Spitzman foge do nazismo e abandona a sua pátria de origem. Para sempre. André, com 6 anos, inicia aí um itinerário acidentado que o levará – alguns meses e outras tantas cidades depois – ao Brasil onde a família se instala. A família Spitzman Jordan conquista um lugar de destaque no Rio de Janeiro dos anos 1940, uma década de glamour contrastante com a devastação da guerra na Europa.

“Uma viagem pela vida”, São mais de 600 páginas em que o autor nos relata com uma extraordinária vivacidade o que a sua memória e a sua inteligência têm registado ao longo da vida – desde que se lembra, até hoje. O livro está organizado em 16 capítulos que no essencial correspondem às principais etapas da sua vida.

Lwów, Nova Iorque, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Porto Rico, Paris, Bahamas, Bahia, Lisboa, Londres. São alguns dos lugares onde André Jordan teve casas, viveu e se relacionou intensamente com estratos sociais diversificados: das elites políticas aos círculos artísticos ou ao jet set social.

A infância, adolescência e início da idade adulta de André Jordan foram vividas em Nova Iorque e Rio de Janeiro, sociedades cosmopolitas cada uma à sua maneira, ambas beneficiando de uma elite imigrante acabada de chegar da Europa em guerra. Aos 16 anos, depois da sua infância no Brasil e alguns anos em Nova Iorque, o pai pede para acompanhar a sua obra empresarial e financeira. E, nas palavras do autor, “para ser o seu fiel escudeiro e dedicado súbdito”.

Capa do livro Uma Viagem pela Vida | Foto: Ilustrativa

Mas, André queria ser jornalista e inicia no Diário Carioca a sua atividade na imprensa brasileira. No entanto, o jornalismo seria nas suas palavras “uma vocação permanentemente adiada, mas nem por isso abandonada ou não exercida”. Até hoje escreve regularmente para muitos jornais e revistas e já lançou 7 livros.

Pioneiro do turismo moderno e de qualidade. Com projetos emblemáticos no Brasil como o Edifício Chopin (projeto de Jacques Pilon), Ed. Avenida Atlântica (projeto de Jacques Pilon) Edifício Jordan (Edifício tombado) e Edifício Poço de Caldas (projeto de Óscar Niemeyer). Em Portugal, considerado o “Pai do Turismo de Portugal”, idealizou, planeou e construiu a Quinta do Lago, revitalizou Vilamoura e lançou o Belas Clube de Campo, o seu atual foco de desenvolvimento.

“Quando me propus escrever um livro sobre a minha viagem pela vida, o objetivo foi registar o testemunho de quase um século, no qual o mundo encolheu e todos vivemos com todos. Cheguei até aqui fazendo a travessia de situações e desafios interessantes, em relacionamento intenso com seres com quem vou compartilhando os espaços para onde a vida me leva, encarando as missões que vão surgindo e os obstáculos que vão aparecendo. É um relato verdadeiro, porém, incompleto. Espero que gostem. E se não gostarem, não digam…”

“A POLÓNIA É A MINHA TERRA, O BRASIL A MINHA PÁTRIA E PORTUGAL A MINHA CASA”

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