Yara de Novaes (de Love, Love, Love e Justa) vive personagem que dormiu por 29 anos quando foi cuidada por sua irmã, interpretada por Miriam Rinaldi (do Teatro Vertigem), e pelo cunhado, vivido por Jorge Emil – sob a direção de Gabriel Fontes Paiva em “Uma espécie de alasca”

Após sucesso de crítica em São Paulo e Rio de Janeiro, o espetáculo teatral “Uma espécie de alasca” realiza quatro únicas apresentações na CAIXA Cultural Brasília, de 21 a 23 de setembro (sexta a domingo, com duas apresentações no sábado). O texto de Harold Pinter (Prêmio Nobel de Literatura em 2005) conta com a direção de Gabriel Fontes Paiva, que também assina a iluminação e a adaptação do texto.

“Uma espécie de alasca” foi inspirada na obra literária “Despertando”, de Oliver Sacks, que teve sua primeira publicação em 1973, por Gerald Duckworth e Cia.

No elenco Yara de Novaes, que interpreta Débora, em coma há 29 anos após contrair a doença do sono (encefalite letárgica), que acorda com a mente de 16 anos de idade, Miriam Rinaldi e Jorge Emil, sua irmã Paulinha e seu cunhado, o dedicado médico Hornby, que cuidaram de Débora ao longo de todo esse tempo. “Yara, Miriam e Jorge são artistas genuínos que gostam de se aventurar em territórios ainda não explorados porque sabem que é no risco que podemos avançar mais”, comenta o diretor Gabriel Fontes Paiva.

UMA ESPÉCIE DE ALASCA chega a Brasília após ter realizado bem sucedidas temporadas em São Paulo em 2015 – onde participou do Festival Cultura Inglesa e permaneceu em cartaz no Teatro do Masp – e no Rio de Janeiro em 2017, com apresentações na CAIXA Cultural. De Brasília o espetáculo seguirá para Curitiba, para apresentações de 28 a 30 de setembro, também na CAIXA Cultural.

A inspiração do inglês Harold Pinter para a peça veio da leitura do livro “Despertando”, do renomado neurologista Oliver Sacks, o qual apresenta casos de pessoas que com a vida suspensa por décadas, de repente, retornam ao mundo em função de testes com um novo tipo de medicamento, descoberto na década de 1960.

Pinter compreendeu aqueles pacientes até mais do que seus próprios médicos, segundo eles próprios observaram depois de assistir a primeira montagem do texto em Londres. “Por motivos explicados apenas pela espiritualidade ou sensibilidade de um gênio, o dramaturgo não precisou conversar com Sacks, nem visitar o hospital onde os doentes ficavam para entender a fundo sua alma.

Isso mostra como o teatro pode mergulhar no inconsciente, resgatando de lá, sem juízo de valor, nossa mais sincera humanidade.”, comenta o diretor, que assina também a adaptação. “O que me capturou nesse texto foi o quanto ele é profundo para tratar questões existenciais, utilizando como ponto de partida um caso real”.

Oliver Sacks faleceu em agosto de 2015, mas em fevereiro do mesmo ano anunciou em um artigo no New York Times que não possuía muito tempo de vida, por conta do estágio avançado de um câncer.

Ele surpreendeu, pois ao invés de se lamentar ou relembrar com nostalgia sua genial trajetória, disse que se sentia agradecido pela oportunidade de se despedir da vida. “Nos últimos dias, tenho sido capaz de ver a minha vida a partir de uma grande altitude, como uma espécie de paisagem”.

Entendimento raro da existência foi conquistado por uma vida dedicada ao estudo neurológico do ser humano. Sacks, que conseguiu sem precedentes transformar casos médicos em best sellers por meio de um talento nato para escrita, trouxe notoriedade a questões prioritariamente de interesse médico. “Despertando” – obra que também inspirou a premiada montagem cinematográfica “Tempo de Despertar” – permitiu um novo e profundo olhar sobre as questões existenciais.

Isto ocorreu em tamanha proporção que gerou no dramaturgo agraciado pelo Nobel a vontade de escrever uma peça inspirada em outra obra. “Um dia acordei com a sensação estranha de estar em um lugar e tempo distintos, lembrei do livro do Oliver Sacks que tinha lido a quase uma década e escrevi “Uma Espécie de Alasca”, afirmou Harold Pinter.

“Uma espécie de alasca”
“Uma espécie de alasca” | Foto: Divulgação

Um ambiente para um coletivo

Outra coisa que chama a atenção dessa montagem é a reunião inusitada de grandes artistas. Alguns experimentando novas funções, outros pela primeira vez no teatro. O que não é o caso dos três atores.

Veteranos, reconhecidos e premiados possuem o desafio de interpretar personagens complexos como alguém que dormiu por quase 30 anos, um médico que dedicou a vida inteira para descobrir a cura de uma doença e uma mulher que abriu mão da própria vida para cuidar da irmã. “Yara, Miriam e Jorge são artistas genuínos que gostam de se aventurar em territórios ainda não explorados porque sabem que é no risco que podemos avançar mais.”, comenta o diretor. Luiz Duva um dos principais representantes brasileiros de vídeoarte, performance e novas mídias é o responsável pela concepção de vídeo da peça.

Luisa Maita, um dos representativos nomes da nova MPB, teve sua primeira inserção em trilha sonora no comentado filme “Boyhood”. Maita possui grande reconhecimento nos EUA , com direito a apresentações esgotadas no Lincoln Center de Nova York e primeiro lugar de vendas no iTunes em world music. Quem assina com ela a trilha sonora é outro músico premiado e também reconhecido internacionalmente, Jam da Silva.

A troca de papéis fica por conta de Débora Falabella que criou o figurino do espetáculo. “São pessoas que tenho muita afinidade artística e que trabalho há anos em projetos artísticos. A Débora, por exemplo, sempre contribuiu muito em figurinos com o Grupo 3 (companhia de Gabriel, Yara e Débora), era a hora de assinar um sozinha.”, comenta Gabriel.

Sinopse

Mulher acorda acreditando ter 16 anos de idade após passar 29 anos em coma, ao contrair a doença do sono (encefalite letárgica). Sua irmã Paulinha e seu cunhado, o dedicado médico Hornby, cuidaram dela ao longo de todo esse tempo. O texto do escritor inglês Harold Pinter foi inspirado pelo livro “Despertando”, do renomado neurologista Oliver Sacks, que apresenta casos de pessoas que acordam após décadas em coma, em função de testes com um novo tipo de medicamento na década de 1960.

Incentivo à cultura

A CAIXA investiu mais de R$ 385 milhões em cultura nos últimos cinco anos. Em 2018, nas unidades da CAIXA Cultural em Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, está prevista a realização de 244 projetos de Artes Visuais, Cinema, Dança, Música, Teatro e Vivências.

A CAIXA Cultural Brasília, inaugurada em 1980, foi o primeiro espaço cultural instituído pela CAIXA. Localizada na região central de Brasília, perto da estação Galeria do metrô e da rodoviária do Plano Piloto, possui cinco galerias, teatro, sala multimídia e Jardim das Esculturas. Em 2018, está prevista a realização de 60 projetos e o retorno do Programa Educativo CAIXA Gente Arteira.

Ficha Técnica

Autor: Harold Pinter
Direção e Adaptação: Gabriel Fontes Paiva
Elenco: Yara de Novaes, Miriam Rinaldi e Jorge Emil
Concepção audiovisual: Luiz Duva
Músicas e arranjos: Luisa Maita e Jam Da Silva
Iluminação: André Prado e Gabriel Fontes Paiva
Figurino: Débora Falabella
Fotos de divulgação: Leekyung Kim
Planejamento de projeto: Luana Gorayeb
Produção executiva: Bia Fonseca
Direção de produção: Marlene Salgado
Produtores associados: Marlene Salgado e Gabriel Paiva
Realização: Fontes Realizações Artísticas

Serviço

Uma Espécie de Alasca
Local: CAIXA Cultural Brasília – Teatro da CAIXA (SBS Quadra 4 Lotes 3/4)
Data: de 21 a 23 de setembro de 2018
Horário: 20h (sexta e sábado) e 18h (sábado a domingo)
Ingressos: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia-entrada para estudantes, professores, funcionários e clientes CAIXA, pessoas acima de 60 anos e doadores de item arrecadado no mês)
Bilheteria: de terça a sexta e domingo, das 13h às 21h, e sábado, das 9h às 21h; contato: (61) 3206 6456
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos
Capacidade: 406 lugares (8 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência e assentos especiais
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

Sobre Harold Pinter – autor

Harold Pinter foi um ator, diretor, poeta, roteirista, e certamente um dos grandes dramaturgos do século XX, além de destacado e incômodo ativista político britânico. Foi um dos grandes representantes do teatro do absurdo junto com Samuel Beckett e Eugène Ionesco. Recebeu o Nobel de Literatura de 2005 e o prêmio Companion of Honour da Rainha da Inglaterra pelos serviços prestados à literatura.

Começou em meados da década de 1950 sua carreira teatral. A sua primeira obra importante foi Festa de Aniversário (The Birthday Party, 1957), um fracasso na estreia mas um êxito na remontagem, depois de ter sido apresentada na televisão. É um dos mais importantes renovadores do teatro moderno e as suas peças tem um estilo característico a que se deu o nome de pinteresco.

Nelas são criadas situações em que personagens normais, em suas vidas cotidianas, são colocadas repentinamente frente ao inesperado. Traição, por exemplo, é uma peça que discorre de forma convencional sobre a vida de um casal e a sua separação depois da aventura da esposa com seu amante.

Entretanto ela é apresentada ao reverso, em cenas que acontecem de trás para diante; uma das cenas iniciais é um encontro num bar do amante com o marido traído, depois da separação.

Pinter escreveu 29 peças, entre as mais reconhecidas estão Festa de Aniversário (The Birthday Party, 1957), O Porteiro (The Caretaker, 1959), Traição (Betrayal, 1978), Volta ao Lar (Homecoming, 1965), todas adaptadas ao cinema.

Entre seus roteiros para cinema mais reconhecidos está A Mulher do Tenente Francês (The French Lieutenant’s Woman, 1981). Em outubro de 2006 foi aclamado por sua participação como ator na produção de A Última Gravação (Krapp’s Last Tape) como parte da comemoração dos 100 anos do nascimento de seu autor Samuel Beckett e dos 50 anos do Royal Court Theatre.

Em 13 de outubro de 2005 a Academia Sueca atribuiu-lhe o Nobel de Literatura. Harold Pinter não foi à cerimónia de atribuição do prémio na capital sueca. A atribuição do Prémio Nobel a Pinter enfrentou grande oposição pelas posições veementes do dramaturgo contra a participação britânica na Guerra do Iraque.

No pensamento dos opositores, a premiação teria sido motivada sobretudo por suas posições políticas pacifistas e não tanto ao valor literário de sua obra, o que foi firmemente contestado por grande parte da crítica mundial, que o considera um dos grandes autores do século XX.

Morreu de câncer, aos 78 anos, na véspera de natal de 2008. Encontra-se sepultado no Cemitério de Kensal Green, Londres, na Inglaterra.

Sobre Gabriel Fontes Paiva – diretor

Concebe e dirige espetáculos musicais como a série “Na Mira da Música Brasileira”. Atua como curador, pesquisador e editor em projetos culturais de caráter documental, histórico e pedagógico como as mostras “Murilo Rubião – O Reescritor Fantástico” e “Mostra Contemporânea de Arte Mineira” e a publicação “O Continente Negro”.

Idealizou e realizou mais de 50 projetos culturais de destaque fundamentados em pesquisas e experimentações cênicas e construídos coletivamente com alguns dos principais artistas do teatro e da música da atualidade no Brasil. Possui seu escritório de produção cultural desde 2001, a Fontes Realizações Artísticas.

É diretor artístico da companhia teatral que fundou em 2005 juntamente com Yara de Novaes e Débora Falabella, o Grupo 3 de Teatro. Desde 2004, concebe e realiza os concertos do “Projeto Memória Brasileira”, ao lado de Myriam Taubkin.

Sobre Yara de Novaes – atriz

Atriz, diretora e professora de teatro fundou em 2005 o Grupo 3 de Teatro, onde alterna seus trabalhos de atriz e diretora, além da direção artística da companhia. Dirigiu como convidada 17 espetáculos nos últimos 12 anos entre eles “Tio Vania” do Grupo Galpão, “Caminho para Meca”, com Cleyde Yaconis e “Maria Miss”, uma adaptação da obra de Guimarães Rosa.

Como marca de suas direções, além de um forte trabalho corporal, tem a narrativa como ponto de partida para a criação teatral. Já levou aos palcos autores como Fiódor Dostoiévski, Fernando Bonassi, Móricz Zsigmond, Lygia Fagundes Telles, Murilo Rubião e Guimarães Rosa, entre outros.

Trabalhou nas universidades PUC-Minas, UNI-BH e UFPE, ministrando disciplinas na área de interpretação teatral. No início de 2017 estreou no Rio de Janeiro, como atriz, o espetáculo “Love, Love, Love”, atuação que lhe rendeu indicação aos prêmios Cesgranrio e Shell de melhor atriz. Atualmente leciona a disciplina Teatro na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP -SP).

Sobre Miriam Rinaldi – atriz

Atriz, professora e pesquisadora. Coordena o Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI SP. Pertenceu ao grupo Teatro da Vertigem de 1996 a 2008 tendo participado da criação e montagem de espetáculos como: “O Livro de Jó” e “O Paraíso Perdido”. Como atriz, participou da criação e montagem do espetáculo “!Salta!”, com o Coletivo Dodecafônico.

Sobre Jorge Emil – ator

Formado pelo Teatro Universitário da UFMG (1990), trabalhou em mais de 30 espetáculos, entre eles “Diário de um louco”, de Nikolai Gógol; “Jorge Dandã”, de Molière; “Woyzeck”, de Georg Büchner; “Sonho de uma noite de verão”, de William Shakespeare; “A obscena senhora D”, de Hilda Hilst; “Lágrimas de um guarda-chuva”, texto e direção de Eid Ribeiro; “O beijo no asfalto”, de Nelson Rodrigues; “The Addams”, de Edmundo Gomes – Prêmio SESC/SATED de melhor ator em espetáculo para crianças; “Ricardo III”, de William Shakespeare – Prêmio SESC/SATED de melhor ator. Prêmio especial SESC/SATED pelo conjunto de espetáculos em 2000.

Foi dirigido por Gabriel Villela em “Gota d’água” e em “Calígula”, de Albert Camus. Sob a direção de Felipe Hirsch, atuou em “Educação sentimental do vampiro”, “Não sobre o amor”, “Avenida Dropsie”, “Temporada de gripe” e na ópera “Rigoletto”, de Giuseppe Verdi. Participou em 2012 de “Equus”, de Peter Shaffer, direção de Alexandre Reinecke. Em “Rabbit”, de Nina Raine, e em “Vestido de noiva”, de Nelson Rodrigues, foi dirigido por Eric Lenate. Seus trabalhos no cinema são “Batismo de sangue”, de Helvécio Ratton, “Os desafinados”, de Walter Lima Jr., e “Insolação”, de Felipe Hirsch e Daniela Thomas. Pela editora Bom Texto, publicou os livros de poesia “O dia múltiplo” (2000) e “Pequeno arsenal” (2004). Pela Record, “O olho itinerante” (2012). Seu primeiro livro para crianças, “A volta do garoto”, com prefácio de Ziraldo, foi lançado em 2014 pela editora Peirópolis.

Sobre Débora Falabella – figurino

Filha do ator e diretor de teatro Rogério Falabella, Débora descobriu cedo a sua vocação: aos 12 anos já atuava em peças de teatro amador em BH. No Rio de Janeiro ficou conhecida por atuações arrebatadoras em novelas como “O Clone” e “Avenida Brasil”. No cinema fez o curta metragem “Françoise”, de Rafael Conde, que lhe rendeu prêmio de melhor atriz no Festival de Gramado e no Festival de Brasília, e nos longas “Dois perdidos numa noite suja” (prêmio melhor atriz no Festival de Brasília), de José Joffily, “Lisbela e o prisioneiro”, de Guel Arraes e “Cazuza – O tempo não pára”, de Sandra Werneck e Walter Carvalho. Além da vitoriosa trajetória em TV e cinema esteve no palco nos últimos quinze anos participando de espetáculos teatrais onde recebeu diversos prêmios de melhor atriz. Em 2017 se destacou no teatro com o espetáculo “Love, Love, Love” (ao lado dos amigos Yara de Novaes e Gabriel Paiva), e na TV como a vilã Irene, da novela “A Força do Querer”, da Rede Globo.

Sobre Luis Duva | vídeo

Luiz Duva (a.k.a. luiz duVa) é um artista experimental no campo da videoarte, performance e novas mídias que desenvolve desde o início dos anos 90 narrativas pessoais em vídeo, bem como uma série de experiências com video-instalações.

Desde 2000 vem se dedicando ao live images (termo por ele cunhado para designar a manipulação de imagens e sons em tempo real em ambientes imersivos), à criação e apresentação de composições audiovisuais, aos projetos de live cinema, vjing e ao desenvolvimento de conteúdo para diferentes mídias: TV, internet e celular.

Sobre Luisa Maita | música original e trilha sonora

Filha do músico e compositor Amado Maita e da produtora cultural Myriam Taubkin, Luisa teve contato direto o meio musical desde a infância. Mostrou sua capacidade de composição tendo músicas gravadas por Virgínia Rosa, Mariana Aydar (“Beleza” eleita pela revista Rolling Stone uma das melhores músicas de 2009) e participado dos álbuns de Rodrigo Campos e Carlos Núñes.

Luísa Maita também trabalhou com grandes produtores no Brasil como Antonio Pinto, Beto Villares e Bid. Teve destaque como cantora nos vídeos da campanha para olimpíadas Rio 2016 dirigidos por Fernando Meirelles. Em 2010, Luísa apresentou “Lero-Lero”, seu álbum de estreia lançado no Brasil pelo selo Oi Música e no mundo todo pela Cumbancha/Putumayo.

Após o lançamento nos EUA, o programa “All Things Considered” da NPR afirmou que Luísa era a “nova voz do Brasil” e salientou que “se continuar fazendo discos como este, pode muito bem estar no caminho para o estrelato internacional”.

Logo em seguida a cantora embarcou para sua primeira turnê pelos EUA e Canadá recebendo ótimas críticas do The New York Times, The Washington Post e Boston Globe. No mesmo período, Luísa estreou na Europa passando por importantes festivais de verão. Em agosto de 2011, a cantora retornou à América do Norte realizando 30 shows em 26 cidades.

Sobre Jam da Silva | trilha sonora

Músico, compositor e produtor musical, natural de Recife (PE). Com uma carreira de projeção no Brasil e no exterior, Jam tem abordagem inovadora em suas produções, sempre sensível aos sons cotidianos das ruas, onde incorpora essa biblioteca sonora em suas músicas, usando tais ambientações dos lugares por onde passa.

A faixa-título do seu álbum de estreia ”Dia Santo”, com os vocais de Isaar, chamou atenção do Dj franco-suíço Gilles Peterson, que incluiu a canção na sua coletânea anual Bubblers Four Brownswood e o álbum entrou na lista da premiação “All Winners 09”, como o disco mais tocado entre as melhores musicas lançadas na Rádio 1, da BBC de Londres.

Jam colaborou com uma série de artistas internacionais e brasileiros, ao vivo e em estúdios, como os franceses Massilia Sound System, Moussu T et les jovents, Troublemakers, Camille e Sebastien Martel, o malinês Toumani Diabaté, os angolanos Wysa e Paulo Flores, e fez parte da bandas F.UR.T.O. e Orquestra Santa Massa.

No cinema, participou da criação das trilhas dos filmes: “Um outro Ensaio” (prêmio no Festival de Gramado para melhor trilha sonora), “Os Narradores de Javé”, “Fábio Fabuloso”, “O Rap do Pequeno Príncipe”, “Só 10 Por cento é Mentira”, e dos longas americanos “Express Way”, “To Hi Too Holla” (Danny Cabeza).

Teve suas músicas gravadas pelas cantoras Roberta Sá (O Pedido), Elba Ramalho (Gaiola da Saudade), e parcerias com Kátia B (O Baile), Marisa Monte e Marcelo Yuka (Desterro)

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