Uma Criatura Dócil


Uma Criatura Dócil no Teatro Eva Herz. Adaptação do clássico de Dostoiévski interpretado por Arthur Tadeu Curado. Temporada de 7 a 18 de dezembro

“Sou mestre na arte de falar em silêncio. Passei a minha vida toda conversando em silêncio. E em silêncio acabei vivendo tragédias inteiras comigo mesmo.”

O Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Iguatemi Brasília, recebe de 7 a 18 de dezembro, Uma Criatura Dócil, espetáculo teatral inédito baseado na novela homônima de Fiódor Dostoiévski. Com direção e livre adaptação de Claudine Duarte e supervisão de dramaturgia de Eva Leones, a peça traz à baila e provoca uma discussão tão existencialista e antiga quanto a data de sua publicação (1876): a importância da comunicação nas relações humanas.

Na modernidade líquida do hiperestímulo, 140 anos depois, a tentativa de compreensão dos silêncios de Dostoiévski configura a própria noção do absurdo, “a ideia de que não há sentido a ser encontrado no mundo além do significado que damos a ele” e oferece reflexão sobre o nosso próprio comportamento atual.

A adaptação do livro para um monólogo é propositadamente uma justa oposição ao ideal diálogo. No enredo, o personagem-narrador, interpretado por Arthur Tadeu Curado, tenta contar diante do júri (plateia), a história de seu relacionamento, na esperança de compreender as razões que levaram sua mulher à morte. Ao relatar o acontecido, ele entra em contato com questões muito íntimas e delicadas, trazendo à tona a dificuldade da comunicação interpessoal e a impossibilidade de controlar acontecimentos.

Um Criatura Dócil tem produção de Gabriela Braga, cenografia de Vicente Ozumi, desenho de luz de Abaetê Queiroz e figurino assinado por Nina Maria, que desenvolveu um profundo trabalho de pesquisa para retratar a época. A trilha original foi composta por Guilherme Cobelo (Joe Silhueta) e Lucas Muniz.

Sobre o autor

Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski nasceu em Moscou a 30 de outubro de 1821, e estreou na literatura com Gente pobre, em 1844. Após ser preso e condenado à morte pelo regime czarista em 1849, teve sua pena comutada para quatro anos de trabalhos forçados na Sibéria, experiência retratada em Recordações da casa dos mortos (1861). Após esse período, escreve uma sequência de grandes romances, como Crime e castigo e O idiota, culminando com a publicação de Os irmãos Karamazov em 1880. Reconhecido como um dos maiores autores de todos os tempos, Dostoiévski morreu em São Petersburgo, a 28 de janeiro de 1881.

Serviço

Temporada Única: de 7 a 18 de Dezembro de 2016, Quarta a Domingo
Horários: Quarta a Sábado 20h e Domingo 18h
Local: Teatro Eva Herz – Livraria Cultura – Shopping Iguatemi – Brasília
Duração aproximada: 55 min
Ingressos: R$ 50 a R$ 25 (meia)
http://www.ingressorapido.com.br

FICHA TÉCNICA

Texto: Fiódor Dostoiévski
Adaptação e Direção: Claudine M. D. Duarte
Supervisão de Dramaturgia: Eva Leones
Ator: Arthur Tadeu Curado
Preparação Corporal: Susana Prado
Produção Executiva: Gabriela Braga
Assistente de Produçao: Tâmara Habka
Cenografia: Vicente Ozumi
Figurino: Nina Maria
Assistente de Figurino: Romilda Gomes Moreira
Desenho de Luz: Abaetê Queiroz
Técnico de Luz: Caetano Maia
Trilha Sonora Original: Guilherme Cobelo e Lucas Muniz
Fotografia: Raphael Herzog
Visagismo: Kaká Coelho
Design Gráfico: Luciana Lobato
Assessoria de Comunicação: Tato Comunicação
Direção de Imagem (vídeo): André Miranda

Apoio

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