Um Precipício no Mar, com Ângelo Antônio e direção de Gabriel Fontes Paiva, é uma tragédia moderna sobre vulnerabilidade masculina, em cartaz na Caixa Cultural Brasília
Depois de estrear no Rio de Janeiro e circular pelo Estado de São Paulo, o solo “Um Precipício no Mar”, dirigido por Gabriel Fontes Paiva e estrelado por Ângelo Antônio, chega à capital do País. O espetáculo estará em cartaz de 20 a 23 de novembro de 2025, de quinta-feira a sábado, às 20h, e domingo, às 19h, no Teatro da Caixa Cultural Brasília (Qd. 4 – Setor Bancário Sul). Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada). Vendas on-line a partir do dia 15 de novembro na bilheteria da Caixa Cultural Brasília ou no site: www.bilheteriacultural.com.br. Não recomendado para menores de A12. Mais informações: Site CAIXA Cultural / Instagram: @caixaculturalbrasilia.
Um Precipício no Mar
A peça “Um Precipício no Mar” tem texto do autor inglês Simon Stephens, celebrado pela crítica mundial pela obra que trata com sutileza sobre temas como paternidade, masculinidade e o existencialismo contemporâneo. Sem recorrer ao melodrama, o texto também toca em questões fortes como a tragédia e reflete sobre religião, crenças, relacionamentos, família, a fotografia, passando pelos desafios e a alegria de ser pai.
A ideia de encená-lo surgiu quando Gabriel Fontes Paiva conduzia sua pesquisa sobre novas masculinidades durante a montagem de “Neste Mundo Louco” e “Nesta Noite Brilhante”, com o Grupo 3 de Teatro – fundado por ele em 2005, ao lado das atrizes Yara de Novaes e Débora Falabella.
“Na investigação dessas peças que tratavam principalmente sobre a violência contra a mulher fui provocado na leitura das feministas Rebecca Solnit e Virginie Depentes a repensar o lugar do homem na sociedade patriarcal. E, na época, fui surpreendido e muito impactado pela peça ‘Sea Wall’, de Simon Stephens”, conta Gabriel, ao decidir montar “Um Precipício no Mar”.
Sobre o espetáculo- “Um Precipício no Mar” é uma tragédia moderna que começa com uma história cotidiana: o fotógrafo Alex faz uma visita a seu sogro na casa de praia dele durante um feriado, acompanhado por sua esposa e a filha pequena, como faz todos os anos.
“O texto possui uma escrita delicada, elegante e cativante ao mesmo tempo que expõe toda a vulnerabilidade masculina, como se o personagem estivesse com a caixa torácica aberta no palco. O personagem Alex aprende com o sogro que o fundo do oceano cai abruptamente por centenas de metros em um paredão, assim como é obrigado a descobrir que sua vida é mais precária do que ele imagina. Quando ela despenca, é devastador. O texto apresenta questões existenciais em forma de metáfora até o final, quando tudo ficará explicito”, reflete Paiva, que também assina a luz do trabalho ao lado de André Prado.
A peça foi ainda indicada ao prêmio Shell de melhor iluminação e sucesso de público e críticas. Segundo Paty Lopes, do Portal: “Um Precipício no Mar” é um espetáculo sóbrio, onde o menos impera e a elegância reina absoluta. Essa frase seria suficiente para resumir este espetáculo, mas descrever a execução desses profissionais cênicos é importante, não só para a história de cada um deles, como também para que a obra ainda percorra por outros palcos com a legitimidade de uma montagem que vale a pena manter-se viva”.
Sobre Simon Stephens – autor
Simon Stephens é um dramaturgo inglês contemporâneo, cujos trabalhos recentes incluem The Curious Incident of the Dog in the Night-time (2013 Olivier Award Best New Play, 2015 Tony Award Best Play), Heisenberg (2015 Off-Broadway), inúmeras adaptações, como The Threepenny Opera, do National Theatre 2016, The Seagull de Chekov (2017) e The Cherry Orchard (2014), além de On the Shore of the Wide World (2006 Olivier Award de melhor nova peça).
Stephens dirigiu o Young Writers ‘Program no Royal Court Theatre em Londres, apresentando várias peças, incluindo Motortown (2006), Country Music (2004), Herons (2001) e Bluebird (1998). Atualmente Stephens é Artistic Associate no Lyric Hammersmith Theatre em Londres, onde sua adaptação de The Seagull foi apresentada em 2017.
Sobre Gabriel Fontes Paiva – direção, luz e cenário
Dirigiu espetáculos de teatro como Neste Mundo Louco, Nesta Noite Brilhante, indicado ao Prêmio Shell de melhor texto, A Golondrina, Prêmio Shell de melhor atriz, Marte, Você̂ Está Aí? e Uma Espécie de Alasca, Prêmio Questão de Crítica de melhor atriz. É diretor artístico da companhia teatral Grupo 3 de Teatro, que fundou em 2005 com as atrizes Yara de Novaes e Débora Falabella.
Também idealizou e realizou mais de 80 projetos culturais de destaque fundamentados em pesquisas e experimentações cênicas e construídos coletivamente com alguns dos principais artistas do teatro e da música da atualidade no Brasil. Concebe e dirige espetáculos musicais, como a serie Na Mira da Música Brasileira.
Atua como curador, pesquisador e editor em projetos culturais de caráter documental, histórico e pedagógico, como as mostras Murilo Rubião – O Reescritor Fantástico, Mostra Contemporânea de Arte Mineira e a publicação O Continente Negro.
Sobre Ângelo Antônio – Ator
Já atuou em mais de 30 novelas, quase 20 filmes e 10 peças teatrais, além de colecionar dezenas de prêmios nas 3 linguagens. Ângelo se mudou para São Paulo em 1984 onde começou a estudar teatro no CPT – Centro de Pesquisa Teatral de Antunes Filho. Logo após entrou na EAD – Escola de Arte Dramática – da USP, onde, com Gabriel Villela, realizou a sua primeira peça teatral chamada Aurora da Minha Vida em 1986.
Dois anos e meio depois, recebeu um convite de Ulysses Cruz para participar do grupo Boi Voador, realizando obras como Despertar da Primavera. Depois veio A Cerimônia do Adeus de Ulysses Cruz, obra vencedora do Prêmio APCA. Em 1989 destaca-se em Tamen – A Inconfidência de Paulo Afonso Grisolli, onde interpreta vários personagens, sendo classificado pela crítica carioca, como um ator moderno, com um timbre absolutamente novo no palco.
Seguiram-se Não Flor Nem Fera de Angela Barros, A Lista de Alice de Elias Andreato; monólogo indicado ao Prêmio Shell, A Prova e O Continente Negro, ambos de Aderbal Freire Filho, neste último o ator interpretou vários personagens, espetáculo elogiado pela crítica teatral Barbara Heliodora,e pelo qual o ator concorreu ao Prêmio Shell e Prêmio Contigo! de teatro.
Sobre Pedro Brício – Tradução
Pedro Brício (Rio de Janeiro, Brasil, 1972) é dramaturgo, diretor e ator. Estudou cinema na Universidade Federal Fluminense (UFF) e é mestre em Teatro pela Unirio. Cursou a Desmond Jones School of Mime, em Londres, a Scuola Internazionale dell’attore Comico, em Milão, e a École Philippe Gaulier, novamente em Londres.
Dentre as peças que escreveu, estão A incrível confeitaria do Sr. Pellica (2005), pela qual ganhou o Prêmio Shell de melhor autor; Cine-Teatro Limite (2008), pela qual ganhou o Prêmio Contigo; Me salve, musical! (2010), Breu (2012) e A Outra Cidade (2013), pela qual ganhou o Prêmio Questão de Crítica. Como diretor, encenou textos de Samuel Beckett, Edward Albee, Rafael Spregelburd, Patrícia Melo e Hilda Hilst.
Sinopse
Deveria ser uma história comum, o fotógrafo Alex (Ângelo Antônio) visita o sogro na sua casa de praia para um feriado com a esposa e a filha pequena, como faz todos os anos. Mas a luz que pisca na superfície não mostra o abismo que está por baixo. Uma tragédia moderna de tirar o fôlego.
Texto do autor inglês Simon Stephens impactou a crítica mundial ao expor toda a vulnerabilidade masculina
“É devastadoramente íntimo” – New York Times
“Um fascinante poder de contar histórias em toda a sua gloriosa simplicidade” – The Independent
“Um dos 60 minutos mais devastadores que você provavelmente experimentará no teatro … O extraordinário poder de Um precipício no mar fala tanto do banal quanto do majestoso. ‘Por quê?’ é a pergunta silenciosa que ressoa em todo o Teatro” – The Guardian
“Uma tragédia moderna de tirar o fôlego” – The Guardian
Ficha Técnica Brasília:
Texto / Simon Stephens
Tradução / Pedro Brício
Elenco / Ângelo Antônio
Direção / Gabriel Fontes Paiva
Assistente de Direção / André Prado
Preparação Corporal / Ana Paula Lopez
Trilha Sonora / Luísa Maita e Ori Lab Music
Luz / André Prado e Gabriel Fontes Paiva
Figurino / Ana Luiza Fay
Colaboradora de Figurino / Carolina Coelho
Costureira / Angela Maria de Castro
Hair Design / Neandro Ferreira
Cenário / Gabriel Fontes Paiva
Assistente de cenografia / André Prado
Direção Técnica / André Prado
Técnico e Operador de Luz e Som / André Prado
Gestão de Projeto / Luana Gorayeb
Assistente Administrativo / Rogério Prudêncio
Produção administrativa / Corpo Rastreado
Programação Visual / Alexandre Brandão
Assessoria de Imprensa / Clara Camarano
Vídeo de divulgação: Danilo Diletoso
Mídias:Carla Spegorini
Fotos: Renato Mangolin
Redes Sociais – @corporastreado / @fontes.arte / @angelo_antonio_oficial /
/@gabrielfontespaiva
Serviço
Um Precipício no Mar, de Simon Stephens
Classificação indicativa: A12
Duração: 50 minutos + Bate papo ao final
Local: Caixa Cultural Brasília (Setor Bancário Sul- Qd 4)
Dias: 20 a 23 de novembro de 2025, de quinta-feira a sábado, às 20h, e domingo, às 19h, no Teatro da Caixa Cultural Brasília (Qd. 4 – Setor Bancário Sul)
Ingressos: R$ 30 (inteira) R$ 15 (meia-entrada)
Vendas on-line a partir do dia 15 de novembro na bilheteria da Caixa Cultural Brasília ou no site: www.bilheteriacultural.com.br
Mais informações: Site CAIXA Cultural / Instagram: @caixaculturalbrasilia.

















