A cantora  Tuini estreia em disco com “Encanto”, que chega às plataformas em 21 de maio

A fertilidade da música popular brasileira é tão grande que discos lindos vêm sendo produzidos no país a despeito do que toca nas rádios e nas tevês. Os sites e jornais são mais inteligentes e noticiam o novo com entusiasmo – nem tudo está perdido, ufa! “Encanto”, o primeiro álbum da cantora e compositora Tuini, é uma dessas boas novas.

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Com lançamento previsto para o dia 21 de maio, “Encanto” é uma produção independente, com 12 faixas inéditas, uma mais bonita que a outra. Narram histórias simples, como o encontro de um corcel azul com o vento. Incentivam a busca do autoconhecimento, colocam os pés no mato e no mar, revelam, pela fresta, o que é a maternidade. Tuini estreia na música aos 38 anos acompanhada por uma super banda.

Diogo Sili (violão, produção e direção musical), Luís Barcelos (bandolim), Marcelo Cebukin (flautas), Ramon Múrcia (percussão) e o saudoso Chico Oliveira (baixo) fornecem a base. Kiko Horta (acordeon), Yuri Villar (sax soprano), Maria Clara Valle (violoncelo), Renata Neves (violino), Tina Solon (viola), Bruno Repsold (baixo acústico) e Rodrigo Abreu (quenas) trazem as suas contribuições. Os arranjos, em clima nordestino, são de Luiz Morais, que coassina a direção musical com Sili.

Desde bem pequena Tuini, carioca crescida em Niterói, arrisca umas rimas aqui, cantarola um lá lá lá acolá. Mas foram as artes cênicas que roubaram a cena na juventude. “Acabei me especializando no teatro. Concluí mestrado, doutorado e, curiosamente, foi o teatro que me fez voltar a compôr já adulta”, recorda. Algo invisível aconteceu na fronteira entre os camarins e os palcos.

“As canções sempre fizeram parte do meu processo de criação como atriz. E foi crescendo o chamado por realizar um disco, uma morada para as minhas composições”, diz ela, sorrindo com os olhos, de tão realizada que está diante da oportunidade de reunir as suas composições em um álbum.

Abra a janela, venha ver!

O disco começa com a ensolarada “Janela”, lançada recentemente como single. “Uma canção que fala de abertura, de uma fonte eterna de criação que está sempre acessível a todos”, nas palavras de Tuini. Em seguida, “Mãe Natureza” dá o ritmo: um baião que narra o encontro entre um menino e uma mulher de cabelos brancos e saia rodada. Atenção nas flautas de Cebukin “que ora voam como passarinhos, ora dançam no compasso da música”

Já “Perto do Mar”, um ijexá criado em uma praia baiana, fala de leveza, poesia e da força marítima. Quem compôs “Jasmineiro” foi Pedro Rivas, marido de Tuini. A letra desenrola pensamentos sobre o amor pelo sagrado feminino – e um potente trio de cordas foi convidado a adornar esta faixa: Maria Clara Valle, Renata Neves e Tina Solon.

“Onda” é um samba canção “que nos transporta para um estado filosófico”, com bandolim de Luís Barcellos e acordeon de Kiko Horta. O disco chega na metade com “Pingente”, uma canção-presságio que fala de uma vida simples, no meio do verde, com som de riacho – e, logo depois, Tuini se mudou com a família para uma casinha em Lumiar a fim de ter mais qualidade de vida durante a pandemia.

Mãe de Luiz, que está com 5 anos, e Ana Maria, com 3 anos, Tuini escreveu uma música com uma levada latina que dialoga sobre “esse amor que às vezes é tempestade e outras vezes, chuva branca”. De um modo geral, letra e melodia vêm juntas, e foi assim com todas as canções deste disco, exceto “Toda Água”.

“‘Toda Água’ foi a única canção do disco que musiquei depois de escrever um poema, na Chapada Diamantina, Bahia, um lugar em que a força das águas está muito presente”. Em seguida, vem deslizando o congo capixaba “Barquinho”, composto por Ana Cristina Pessôa e José Renato Pessôa, amigos de Tuini e Pedro. Uma ode à ligação do homem com a sua viola – “mergulhado nas correntezas cantantes”, como diz a letra.

Depois de todo esse frisson, “Encanto” se acalma para entregar as três músicas finais. “Azul” exalta a amizade entre um cavalo e o tempo, tempo, tempo, tempo. Única voz e violão do álbum, foi gravada no dia seguinte à partida de Chico Oliveira deste plano, só com Tuini e Diogo Sili, que era muito amigo do baixista. “Tem tanto sentimento… Sinto que ele gravou para o Chico”, arrisca a cantora.

“Mel”, a penúltima faixa, foi composta em um momento de muita tristeza. “Num daqueles instantes alquímicos em que, se a energia fosse canalizada, seríamos capazes de transformar o peso do chumbo em brilho de ouro, sabe?”, indaga ela. As quenas, o violão e o bumbo leguero “construíram um clima quase épico, digno de uma escalada nos Andes”, traduz.

“Encanto” termina com alegria, buscando sons há muito conhecidos. “Navegante” foi a última música composta para o disco. “Ela narra uma busca pelo conhecimento verdadeiro, uma sede de encontrar a fonte, e culmina na compreensão de que o saber dentro da luz é saber com o coração”. A chegada do Kiko Horta para gravar esta faixa levou a maior felicidade aos meninos no estúdio. “E, além de animado, Kiko fez uns improvisos lindos na sanfona!”, exulta.

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