Teima e O Lado Côncavo são as duas exposições que a Casa da Cultura da América Latina abriga a partir de 17 de outubro. A primeira vai ocupar a galeria Acervo (2º andar) com trabalhos das artistas paulistas Ana Calzavara e Marina Zilbersztejn; a segunda reúne Mariana Destro, João Diniz, Renata Malheiros e Rômulo Barros na galeria CAL (subsolo), com curadoria e expografia de Natália Amorim.

A Teima tem em comum o gosto das artistas pela reiteração e experimentação de práticas gráficas variadas. Calzavara traz um conjunto de xilogravuras, monotipias e fotografias que giram em torno da ideia de uma não-totalidade: imagens com mínimos desajustes de registro, sobreposições não coincidentes, descontinuidades, ausências, fragmentos.

Zilbersztejn explora monotipias e desenhos em suportes diversificados, imagens que partem de uma pesquisa sobre práticas de mapeamento como ferramentas para reconstituir o mundo físico em imagens bidimensionais, tipo mapas topográficos e cartas de navegação que são refeitas por meio do uso de diferentes técnicas gráficas.

Formada em Artes Visuais pela Unicamp e mestre e doutora em Poéticas Visuais pela USP, Ana Calvazara faz uso de linguagens como gravura, pintura e fotografia. Participou de mostras individuais no Centro Cultural São Paulo e no Museu da Imagem e do Som (MIS)/SP e de coletivas como a do VIII Premio Arte Laguna, em Veneza (Itália), em 2014. Tem obras em coleções como MIS/SP e Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul.

Formada em Artes Visuais pela USP, Marina Zilbersztejn participou de coletivas no Centro Universitário Maria Antônia (USP), Oficina Cultural Oswald de Andrade e Centro Cultural São Paulo. Atua, também, como designer e desenvolve pesquisa sobre métodos não convencionais de impressão e publicações independentes. Desde 2012, ministra oficinas relacionadas à arte impressa.

Galeria CAL

O Lado Côncavo se propõe a explorar a intimidade no espaço expositivo por meio de diversas linguagens como desenho, fotografia e instalação. As obras, que ficarão dentro de barracas improvisadas pelos próprios artistas, visam criar ambientes que podem remeter à solidão reflexiva de um acampamento, à proteção e à liberdade imaginativa de um forte de lençóis e à força atávica de uma caverna.

A seleção das obras é relativamente heterogênea em termos de técnica, linguagem e poética.

Por meio de fotografias, desenhos, vídeos, instalações e performances Renata Malheiros tem como interesse poético a intimidade e suas variações. Formado em Artes Visuais pela UnB, Romulo Barros, integrante do grupo de pesquisa Corpos Informáticos, tem uma produção artística que perambula pelos campos da pintura, instalação e performance.

Em 2015, João Diniz participou de residências artísticas na Suécia e Finlândia e, desde 2013, tem participado de exposições em inúmeros espaços expositivos de Brasília.

Com uma produção artística que parte da memória íntima e familiar transmitida por meio de desenhos, esculturas e intervenções ready mades, Mariana Destro tem participado de mostras individuais e coletivas, desde 2015, em Brasília e outras capitais do país. João e Mariana são formados em Artes Visuais pela UnB.

Serviço

Exposições Teima e O Lado Côncavo
Abertura: dia 17 de outubro (quarta-feira), às 19h
Local: galerias CAL (subsolo) e Acervo (2º andar) da Casa da Cultura da América Latina da UnB/
SCS Quadra 4, Edf. Anápolis. Telefones 3107.7963, 7966
Visitação: de 18 de outubro a 20 de novembro de 2018, diariamente, 9h às 19h
Entrada franca
Classificação: livre

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