Retrospectiva Abbas Kiarostami


Retrospectiva inédita do premiado cineasta iraniano, com a exibição de 29 títulos, entre filmes consagrados e raridades, incluindo dois documentários sobre a obra do diretor

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília recebe, de 04 a 23 de maio, a mostra “Um filme, cem histórias: Abbas Kiarostami” retrospectiva inédita no Brasil do cineasta iraniano, vencedor de prêmios como a Palma de Ouro em Cannes com “O GOSTO DA CEREJA” (1997) e o Prêmio Especial do Júri em Veneza com “O VENTO NOS LEVARÁ”.

Kiarostami é considerado um dos cineastas mais consagrados da contemporaneidade. O cinema iraniano teve grande repercussão mundial na década de 90, mas poucos filmes foram distribuídos em circuito comercial no Brasil, muitas vezes restritos a festivais e exibições esporádicas. “A mostra Um filme, cem histórias: Abbas Kiarostami abre oportunidade para público perceber, ao longo da vasta filmografia de Kiarostami, seu amadurecimento e a transformação de um dos mais consagrados nomes da cinematografia atual”, comenta o curador da mostra, Fábio Savino.

A seleção de 29 filmes inclui longas, médias e curta metragens. Obras raras como O RELATÓRIO (1977), filme pouco visto e considerado perdido durante muitos anos, os curtas O NASCIMENTO DA LUZ (1997) e NO (2010) ou ainda o filme/instalação Five, são verdadeiras jóias garimpadas para a programação da mostra. “Nosso objetivo é oferecer um panorama amplo da cinematografia de Abbas Kiarostami”, comenta o curador.

Entre os destaques da programação, estão a exibição, em cópias 35mm, de seu primeiro curta O PÃO E O BECO (1970), seu primeiro longa A EXPERIÊNCIA (1973), O VIAJANTE (1974), CLOSE-UP (1990), E A VIDA CONTINUA (1992), ATRAVÉS DAS OLIVEIRAS (1994), O GOSTO DA CEREJA (1997), O VENTO NOS LEVERÁ (1998), DEZ (2002), CÓPIA FIEL (2010), entre outros. Afora isso, vale destacar a exibição de filmes menos conhecidos do diretor como ABC AFRICA (2001), DEZ SOBRE 10 (2004) e SHIRIN (2008). Serão apresentados também os filmes coletivos A PROPOS DE NICE, LA SUITE (1995), TICKETS (2004) e Cada um o seu cinema (2007).

A mostra “Um filme, cem histórias: Abbas Kiarostami” é uma oportunidade única de entrar em cada filme, em cada carro que Kiarostami decidiu seguir. É se deliciar com a coexistência de uma brandura e complexidade em suas histórias, com os lindos planos-sequências de paisagens, com delicadeza do seu olhar sobre a sociedade e paisagem iraniana. Será também um momento de reflexão e estudo sobre o cinema do diretor.

Abbas Kiarostami se diz diretor, não de filmes, mas de semi-filmes. Segundo ele, suas obras funcionariam como simples estruturas que devem ser preenchidas a partir do olhar atento do público. “O único meio de pensar um cinema é dar maior importância ao papel do espectador. Devemos encarar um cinema inacabado e incompleto para que o espectador possa intervir e preencher os vazios, as lacunas”, comentou o cineasta.

A importância do cineasta, que já foi tido como um herdeiro das propostas de Roberto Rossellini, é evidente e fica nítida nas palavras do critico Alain Bergala: “O cinema-Kiarostami é, por ele mesmo, um novo continente no mapa do cinema”. Detentor de uma capacidade rara na criação da narrativa, Kiarostami nos ensina em seus filmes que, mais importante do que o objetivo final, são os aprendizados do percurso.

No Brasil, apesar de existir uma literatura sobre o cineasta, esta é restrita e desatualizada. A mostra contará com um catálogo incluindo textos especialmente produzidos para a publicação e traduções inéditas de pensadores como François Niney, Alain Bergala, Laura Mulvey, Jonathan Rosembaum, Alberto Elena, Godfrey Cheshire, Youssef Ishaghpour, Frédéric Sabouraud, Charles Tesson, etc. O catálogo contará ainda com filmografia atualizada do cineasta.

Sobre Abbas Kiarostami

Em 1970, um ano após ser nomeado diretor do departamento de audiovisual do Instituto para o Desenvolvimento Intelectual das Crianças e Adolescentes (KANUN), Kiarostami assina seu primeiro curta-metragem, “O PÃO E O BECO”, onde já apresenta, em germe, a essência do seu futuro cinema.

O KANUN, entidade pública que teve grande importância no Irã no final da década de 60, abriu portas a grandes cineastas como Bahram Beizaie, Amir Naderi, Reza Alamzadeh e Sohrab Xáid-Slaes. Responsável pela educação nas diversas áreas do conhecimento, de crianças e jovens, o conceito do instituto influenciou não somente a obra de Kiarostami, mas também de todos que por ali passaram. A questão educativa e o preceito de caminho iniciático é presente em quase toda a obra do cineasta, que também possui uma estética realista como marca.

Somente vinte e três anos após o lançamento do seu primeiro curta, o mundo descobre a obra do mais importante do Kiarostami. Com a apresentação de “ONDE ESTÁ A CASA DO MEU AMIGO?” (1987), os olhos da crítica mundial caem sob esse sujeito austero de óculos escuros. A partir daí, e durante toda a década de 90, seus filmes foram selecionados e premiados nos principais festivais de cinema do mundo.

Se nos seus primeiros filmes Kiarostami faz questão de buscar o simples e o caráter educativo, ao final de década de 80 ele elabora filmes extremamente complexos. “CLOSE-UP”, de 1990, é, até hoje, considerado uma obra prima do cinema e parada obrigatória para a discussão sobre o tênue limite existente entre o documentário e a ficção.

Outro exemplo da complexidade de sua obra é a Trilogia de Koker – “ONDE ESTÁ A CASA DO MEU AMIGO?” (1987), “E A VIDA CONTINUA” (1992) e “ATRAVÉS DAS OLIVEIRAS” (1994). Nesta, os três filmes acontecem em um mesmo espaço, a região de Koker, sendo que os últimos dois filmes acontecem em um mesmo espaço temporal. Ou seja, o terceiro filme acompanha a gravação da segunda parte da trilogia. Desta forma, Kiarostami nos indaga sobre o real, sobre o processo de realização de um filme, sobre a matéria prima do seu cinema. Como se quisesse afirmar, que o que estamos vendo é tão somente um filme.

Em 1997, Kiarostami recebe o reconhecimento máximo do mundo cinematográfico com a Palma de Ouro no Festival de Cannes com “O GOSTO DA CEREJA”. Com uma narrativa diferenciada e deslocando o espectador do papel de onisciente para um lugar de total desconhecimento dos fatos/história, mas também sabendo o que o personagem central do filme não sabe. O próprio cineasta, na coletiva de imprensa do filme, quando questionado sobre o porquê do personagem querer cometer suicídio, responde de maneira simples e direta que não sabe e que seria melhor perguntar ao próprio. Este filme é reconhecido mundialmente como uma de suas obras primas.

FILMES DA MOSTRA

O PÃO E O BECO
Nan va kuche, 1970, 35 mm, pb, 11’ – Livre
Um garoto vê seu caminho interrompido pela presença de um cachorro que o amedronta. Por fim, ele tem a ideia de amansá-lo dando-lhe um pedaço do pão que levava para casa.

O RECREIO
Zang-e tafrih, 1972, 35 mm, pb, 14’ – Livre
Por quebrar a janela da escola jogando bola, Dara é punido e apanha de seu professor. Após ter sido excluído por crianças que jogam futebol na rua, o garoto toma um caminho alternativo de volta para casa. Vagueia pela cidade, cruza um riacho e um morro repleto de lixo, até chegar à beira de uma estrada movimentada.

A EXPERIÊNCIA
Tadjrobe, 1973, 35 mm, pb, 60’ – 10 anos
O jovem adolescente Mahmad trabalha num estúdio fotográfico. Um dia, durante um trabalho na rua, troca olhares com uma garota que vive em um dos bairros ricos da cidade e se apaixona por ela. No dia seguinte, resolve mudar sua aparência para tentar conquistá-la.

O VIAJANTE
Mosafer, 1974, 35 mm, pb, 71’ – Livre
O jovem Ghassem tem problemas na escola e em casa porque se interessa apenas por futebol. Quando descobre que o time nacional vai jogar em Teerã, decide fugir de casa e seguir para a capital. Para custear a viagem, engana os pais e os colegas. O garoto consegue chegar a Teerã a tempo de comprar o ingresso para partida, mas o cansaço será seu pior aliado.

TRAJE DE CASAMENTO
Lebas-I baray-e arusi, 1976, digital, cor, 57’ – 10 anos
Uma mulher encomenda um terno para o filho mais novo na alfaiataria em que o garoto Ali trabalha. Hossein e Mohamad, dois amigos que trabalham no mesmo prédio, pedem para usar o terno na véspera da entrega. As coisas se complicam quando, no dia fatídico, um dos garotos apanha e acaba devolvendo o terno manchado de sangue para Ali. No momento da prova final, cabe a ele a difícil da tarefa de escondê-la do alfaite, da mãe e do dono do terno.

O RELATÓRIO
Gozaresh, 1977, digital, cor, 105’ – 14 anos
Um funcionário público do Ministério das Finanças é acusado de corrupção; ao mesmo tempo, seu casamento está em crise. Após uma violenta discussão com a esposa, ela tenta o suicídio. Mahmad a leva para o hospital; lá os médicos dizem que ela sobreviverá.

O CORO
Hamsorayan, 1982, digital, cor, 17’ – Livre
Um avô desliga seu aparelho de audição quando o som da cidade o agride. Então ele corre o risco de ser atropelado por uma carroça. Em casa, ao desligá-lo de novo, não ouve as netas o chamarem para abrir a porta. Com o reforço de colegas da escola, em coro, elas conseguem.

ONDE FICA A CASA DO MEU AMIGO?
Khane-ye dust kojast?, 1987, digital, cor, 83’ – Livre
Ahmad descobre que pegou por engano o caderno de Mohammad, colega de turma que foi ameaçado de ser expulso da escola caso não levasse o dever de casa feito. Ahmad, desobedecendo as ordens da mãe, vai ao outro vilarejo tentar encontrar a casa do amigo para lhe devolver o caderno. Após um longo e perigoso périplo, Ahmad se vê obrigado a resolver o problema de outro modo.

CLOSE-UP
Namay-e nazdik, 1990, 35 mm, cor, 90’ – Livre
Abbas Kiarostami segue o rastro de Hossein Sabzian, homem acusado de ter enganado uma família rica de Teerã fazendo-se passar pelo cineasta iraniano Mohsen Makhmalbaf. Kiarostami filma o julgamento de Sabzian e reencena toda a história, tendo como protagonistas personagens reais envolvidos no caso.

E A VIDA CONTINUA
Zendegi va digar hich, 1992, 35 mm, cor, 91’ – 12 anos
Motivados por um terremoto que atingiu o norte do Irã em 1990, um cineasta e seu filho retornam ao local do desastre para tentar encontrar dois garotos que participaram de um filme precedente do diretor. Apesar de não conseguirem, a viagem se revela uma experiência profunda para ambos, que entram em contato com um mundo de que até então tinham apenas um vago conhecimento.

ATRAVÉS DAS OLIVEIRAS
Zir-e derakhtan-e zeytun, 1994, 35 mm, cor, 103’ – Livre
Durante as filmagens numa região devastada pelo terremoto de 1990, o diretor percebe que Hossein, um jovem escolhido para encenar um dos personagens, está apaixonado na vida real por Tahereh, escolhida para fazer a esposa. A família da moça é hostil ao casamento, mas o terremoto e o filme lhe dão uma nova esperança.

JANTAR PARA UM
Sham-e yeknafare, 1995, digital, pb, 1’, episódio do filme coletivo Lumière et compagnie – 16 anos
Uma mulher deixa uma mensagem na secretária eletrônica, pedindo ao interlocutor um novo encontro, mas ele decide não interromper a preparação do jantar para atender à ligação.

REPÉRAGES
1995, digital, cor, 17’, episódio do filme À propôs de Nice, la suite em homenagem a Jean Vigo, correalizado por Catherine Breillat, Constantin Costa-Gavas, Claire Denis, Raymond Depardon, Pavel Lounguine e Raul Ruiz – 16 anos
Um cineasta iraniano viaja a Nice à procura de locações para a realização de um filme em homenagem ao célebre cineasta francês Jean Vigo.

O NASCIMENTO DA LUZ
Tavalod-e nur, 1997, 16mm, cor, 5’ – Livre
Um plano-sequência do nascer do sol no alto de uma cadeia de montanhas.

GOSTO DE CEREJA
Ta’m-e ghilas, 1997, 35 mm, cor, 99’ – 12 anos
Um homem procura ajuda para uma misteriosa tarefa. O que o senhor Badii quer é alguém que se disponha a atender a seu último desejo, na manhã do dia seguinte: chamá-lo pelo nome duas vezes, ao pé de uma cova já cavada. Se ele responder, socorrê-lo; se não responder, cobri-lo com terra. Após ouvir objeções de diversas pessoas a respeito do caso, ele finalmente encontra um senhor disposto a aceitar sua proposta.

O VENTO NOS LEVARÁ
Bad ma-ra khahad bord, 1999, 35 mm, cor, 118’ – Livre
Um jornalista parte com sua equipe para um vilarejo rural a fim de filmar um rito tradicional: o funeral de uma senhora moribunda. Durante a longa espera, ele é ajudado por um garoto que lhe dá informações atualizadas sobre a situação. Mas a senhora demora a morrer, a equipe o abandona e, na solidão, ele acaba se integrando à comunidade e repensando suas atitudes.

ABC ÁFRICA
ABC Afrique, 2001, digital, cor, 84’ – 12 anos
Em abril do ano 2000, a pedido da associação humanitária Fida (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola), financiada pela ONU, Abbas Kiarostami foi convidado a fazer um filme sobre órfãos cujos pais morreram de aids em Uganda (1,5 milhão de crianças perderam os pais por contaminação pelo vírus HIV). A partir de Kampala, cineasta e equipe cruzam o país durante dez dias para o que seria uma preparação para filme, mas as imagens capturadas pelas duas câmeras digitais se provam suficientemente fortes para a realização do documentário.

DEZ
Dah, 2002, 35mm, cor, 94’ – 12 anos
Uma mulher, divorciada e casada uma segunda vez, tem problemas de comunicação com o filho, que insiste em viver com o pai. Ao longo de dez passeios dentro de um carro, a mulher conversa com o garoto e com outras mulheres sobre questões de âmbito pessoal. O filme explora a vida da mulher no Irã contemporâneo.

10 SOBRE DEZ
10 on Ten, 2003, digital, cor, 87’ – Livre
Dirigindo um carro através de paisagens que serviram de cenário para a filmagem de Gosto de cereja, Kiarostami evoca sua concepção de cinema e descreve o processo criativo artístico com dez lições destinadas aos estudantes.

CINCO (CINCO LONGOS PLANOS DEDICADOS A YASUJIRO OZU)
Five (Five long takes dedicated to Yasujiro Ozu), 2003, digital, cor, 74’ – Livre
Composto de planos-sequência fixos, o filme apresenta cinco situações aparentemente triviais à beira-mar.

TICKETS
Tickets, 2004, 35 mm, cor, 115’ – 16 anos
Uma viagem de trem da Europa central a Roma serve de pano de fundo para três histórias que se entrelaçam. O episódio realizado por Kiarostami, no centro do filme, relata as relações tumultuadas entre uma viúva histérica e sua empregada, tiranizada pela patroa ao longo de todo o percurso.

WHERE IS MY ROMEO?
Where is my Romeo, 2007, digital, cor, 3’, episódio de um filme coletivo encomendado a 35 cineastas por Gilles Jacob para a comemoração do 60o Festival de Cannes e apresentado no filme coletivo Cada um com seu cinema (35 mm, cor, 2008, 100’) – 16 anos
Sucessão de rostos de espectadoras iranianas em lágrimas assistindo ao filme adaptado da peça de William Shakespeare,Romeu e Julieta.

SHIRIN
Shirin, 2008, digital, cor, 92’ – 14 anos
Desenvolvendo o procedimento já utilizado no curta-metragem Where is my Romeo?, Kiarostami filma os rostos em close-up de atrizes em uma sala de cinema. A banda sonora, único elemento dado ao espectador, é um poema de Nezami Ganjavi, “Khosrow e Shirin” (1175), adaptado por Mohammad Rahmania.

CÓPIA FIEL
Roonevesht barabar asl ast, 2010, 35 mm, cor, 106’ – 18 anos
Um homem e uma mulher se encontram em um pequeno vilarejo no sudoeste da Toscana. Ele, escritor britânico que acabou de dar uma palestra sobre seu novo livro; ela, francesa, dona de uma galeria de arte.

NO
No, 2010, cor, digital, 8’ – Livre
Rebecca é uma garotinha italiana com um lindo cabelo. Quando é consultada se aceitaria fazer parte de um filme em que uma amiga ciumenta cortaria sua cabeleira, ela rejeita.

UM ALGUÉM APAIXONADO
Like Someone in Love, 2012, 35mm, cor, 109’ – 18 anos
Encontro entre um senhor erudito guardião das tradições, uma jovem sedutora que se prostitui para pagar os estudos e seu namorado ciumento. As histórias se entrelaçam num dia que mudará a vida deles para sempre.

ABBAS KIAROSTAMI, VERDADE E ILUSÕES
Abbas Kiarostami, vérités et songes, 1994, digital, cor e pb, 52’ – Livre
Direção: Jean-Pierre Limosin
Limosin acompanha Kiarostami pelas estradas do Irã, em trajetos que evidenciam as afinidades entre o seu cinema com lugares e pessoas que ele filma. Conduzindo o carro, Kiarostami evoca seu percurso de cineasta, sua infância em Teerã e sua busca constante pela “verdade que se esconde por trás da realidade”.

ABBAS KIAROSTAMI: UM RELATÓRIO
Ababs Kiarostami: a report, 2013, digital, cor e pb, 88’ – Livre
Direção: Bahman Maghsoudlou
Uma análise do estilo e visão de Abbas Kiarostami, através da lente de seus primeiros filmes, incluindo seu primeiro curta, O pão e o beco, e, particularmente, seu primeiro longa-metragem, O relatório.

Serviço:
Mostra “Um filme, cem histórias: Abbas Kiarostami”
Patrocínio: Banco do Brasil
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Empresa produtora: Fumaça Filmes
Curadoria: Fábio Savino

Cinema
4 a 23 de maio de 2016
Confira a programação e a classificação dos filmes no site: bb.com.br/cultura
Ingresso: R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia: clientes e funcionários BB, estudantes, pessoas com deficiência e maiores de 60 anos) ???

O CCBB disponibiliza ônibus gratuito, identificado com a marca do Centro Cultural. O transporte funciona de quarta a segunda-feira. Consulte todos os locais e horários de saída no site e no Facebook.

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