O Projeto Corredeira Unindo música tradicional brasileira e toques de pop, a viagem do disco homônimo nos leva ao encontro com a água

Em 2019, através da vontade de realizar uma apresentação de canções que mergulhassem na hidropoética musical, traduzindo relações da humanidade com água, Pedro Barsa e Gra Soares se uniram com uma banda potente para dar vida ao Projeto Corredeira. Sob a direção e produção musical de Diogo Nazareth, em menos de dois anos o projeto já realizou trabalhos autorais notáveis, como a estreia da turnê digital do show “Para o rio Tietê” (premiado no Festival Nacional de produções audiovisuais CAWCINE 2021). Agora, Corredeira lança seu primeiro disco, homônimo e contemplado pela Lei Aldir Blanc de emergência à cultura.

Na UNICAMP, Gra Soares e Pedro Barsa se conheceram e o resto é história. A união dos vocais no disco fazem a sintonia perfeita entre o pop e o tradicional, em referências típicas de músicas brasileiras se encontrando ao Lo-Fi. Graduados em música, a expertise foi somada à sabedoria de Diogo, multi-instrumentista e arranjador, que fez sua estreia como produtor musical em “Corredeira”. “A estética está completamente calcada na ideia de unir as macumbas e o tradicional violão e voz dentro da produção de música pop. O trabalho envolveu achar espaço para o violão e atabaques dentro dos beats e dos sintetizadores”, conta Diogo, animado.

Com oito faixas, o disco foi ganhando forma: “O que nos moveu foi a vontade de reunir um repertório semelhante ao show documental, porém com novos arranjos e uma nova proposta sonora para a produção em estúdio”, conta Diogo. ”O álbum é autoral, independente, sul-americano, genuinamente brasileiro e nasce em meio a um furacão político, sanitário e econômico”.

“Água de Moringa”, que inicia o disco, é um ijexá composto por Pedro, Diogo Nazareth e Matheus Crippa para o Bloco Cultural União Altaneira de Campinas. A música foi motivo de emoção para milhares de foliões durante a última grande aglomeração permitida antes da pandemia, em 2020. “A letra transmite esperança e superação, levamos a mensagem de que só o amor pelo próximo pode salvar a humanidade”, conta Pedro.

“Cântico”, canção de Regina Machado gravada em 1998, sempre foi uma das preferidas de Gra e Pedro. Com arranjo pensado para uma estética mais moderna apoiada pelos ritmos afro-brasileiros, ela abre caminho para a terceira faixa. Em “Banho”, lançada como single há pouco menos de um mês, a relação com a água é debatida através de versos que observam e denunciam a maneira destrutiva que lidamos com o recurso hídrico.

Em “Primeiras Águas”, Pedro trabalhou inicialmente em cima da letra de Adriano Rosa, mas foi com Nico Villas Bôas que a música ganhou ritmo e virou um ijexá: “É a faixa que foi gravada de maneira mais orgânica, contando com um arranjo coletivo e a participação dos músicos Otis Selimane (bateria), Otávio Andrade (percussão), Marcelo Santhu (baixo), o próprio Nico Villas Bôas (violão), além das coralistas Maira Guedes, Jac Carvalho, Lara Ribeiro e Mariana Vasconcelos”, conta Pedro.

“Riacho de Areia” é uma canção tradicional do Vale do Jequitinhonha, de Minas Gerais, e fala sobre despedida, tem uma letra forte e que emociona. No álbum “Corredeira”, com grooves híbridos e produzida a partir da música eletrônica, essa música ganhou outros territórios e significados. Em “Olhos de Mel”, a aposta foi usar instrumentos inusitados como o Pandeirão de Boi e taças de cristal, dando um toque diferente à uma música que, inicialmente, cairia como uma tradicional balada.

Se encaminhando para o final do trabalho, “Sal D’Água” remete ao poema “Ismália”, de Alphonsus de Guimarães, mas é um convite à dança, baseado na sonoridade nigeriana de Burna Boy, Yemi Alade. “Deságue da Vida” encerra com um refrão marcante, e traz referência direta do samba-chula do recôncavo baiano: “Esse estilo foi imortalizado pelo mestre Roberto Mendes. Sendo fã e estudioso do samba-chula, tive que ter muita cautela para construir o arranjo e não deturpar a essência do ritmo (seu balanço, sua atmosfera, sua cultura musical). É um dos arranjos que mais gosto, pois traz em si um diálogo muito interessante entre o tradicional e os timbres digitais. Usamos até viola caipira!”, revela Diogo.

“Vejo Corredeira como uma celebração entre artistas de resistência nutridos pela riqueza da cultura popular brasileira e por potentes elementos das matrizes africanas, e se torna nesse momento nossa importante ferramenta de comunicação e contribuição social”, finaliza Gra Soares.

Ouça “Corredeira”: https://youtu.be/oURFInm7NCs

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