MAS O QUE É PRODUÇÃO CULTURAL?


Quando fui convidado para assinar uma coluna de produção cultural no site Aqui Tem Diversão, me senti desafiado a falar de um tema tão abrangente e importante para a arte e cultura do país e, ao mesmo tempo, me dei conta da responsabilidade de passar adiante uma série de informações e vivências que nós, produtores, não aprendemos num livro ou numa faculdade, afinal, produção cultural se aprende e se aperfeiçoa através daquela regrinha básica do erro-e-acerto.

Às vezes, quando se tenta levantar um espetáculo, um projeto audiovisual, um ensaio fotográfico ou até mostras, shows e festivais, mesmo com tudo dentro de uma certa lógica operacional, algumas experiências tornam-se fracas, pouco potentes e não alcançam o objetivo inicial esperado. E acredite… isso é bom para os projetos futuros.

Mas o que é PRODUÇÃO CULTURAL?

Imagine que seu cantor preferido vá à sua cidade para uma ou duas apresentações. Pois bem… para ele se apresentar a você, primeiramente deve haver uma coordenação de produção, uma empresa produtora, um contratante no estado que receberá o show (e que não necessariamente tenha algo a ver com o produto em si), uma revendedora de ingressos nas plataformas habituais e digitais, uma equipe de produção local própria do contratante, uma equipe de produção terceirizada (seguranças, transporte, camareiros, bombeiros), uma equipe de comunicação (que vai fazer o show ser notícia na imprensa e registrar em fotos e vídeos), uma permuta para venda de bebidas e serviços diversos em bares ou stands comerciais) e aí sim temos a banda, os bailarinos, os iluminadores, os técnicos de som, a empresa terceirizada que montará palco, o hotel que vai hospedar a equipe artística, o agente do artista e o artista principal, que pode ser o Nando Reis, a Fafá de Belém, Fábio Jr, Xuxa, Beyoncé ou Padre Fábio de Melo. Viu porque o ingresso custa caro? Olhe pra cima e veja o mundo de pessoas que precisam receber pelo seu trabalho! Isso é produção cultural! E olha que só falamos de um exemplo de show musical.

Em Brasília, é muito comum que produtoras e produtores culturais sejam ligados a alguma empresa ou trabalhem como profissionais independentes. Geralmente, esses profissionais passeiam por diferentes áreas, prestando serviços no campo da música, do teatro, da produção audiovisual (TV aberta,TV fechada, publicidade & propaganda e cinema). Então, como esse jovem balzaquiano que vos escreve trabalha mais com teatro e vídeo, é sobre esse nicho que iremos ler agora

Como se faz para levantar um ESPETÁCULO TEATRAL?

Primeiramente, é preciso ter a consciência de que em Brasília há duas vertentes expressivas no campo teatral: a produção independente de grupos, companhias, coletivos e artistas-solo e a produção fomentada por editais do governo local, federal ou editais privados, além, claro, de outras fontes oriundas de desconto fiscal de empresas e organizações diversas.

Quando o artista é independente, ele junta um grupo de pessoas que aceita essa regra do jogo e todas as pessoas (ou grande parte) auxiliam no processo de construção de uma peça. Geralmente, há alguém que tem uma reserva de dinheiro para gerar um capital inicial que será usado para compras de figurinos, cenários e tal. Nesse formato, os atores, muitas vezes, só recebem pelo seu trabalho quando a peça está em cartaz, através da divisão de tudo o que foi arrecadado de bilheteria, como é o caso do Grupo Liquidificado/DF, que está com a peça “Jardim das Delícias” em processo de produção para apresentação em junho. Nesse formato, os artistas combinam os dias de ensaios, auxiliam na divisão de tarefas (de acordo com suas habilidades) para que o produto a ser apresentado exista (com qualidade) mesmo sem incentivos externos. Uns chamam esse formato de processo colaborativo, relação de produção horizontal ou até mesmo parceria e “brodagem. Funciona que é uma beleza.

No caso de leis de incentivo à cultura, em Brasília é muito popular o edital o FAC (Fundo de Apoio à Cultura, da Secretaria de Cultura do Distrito Federal). O edital do FAC é aberto duas vezes ao ano e distribui premiações aos projetos teatrais contemplados em valores que variam entre 30 mil e 200 mil reais. Você geralmente escreve o projeto e, se aprovado, a verba entra em sua conta por volta de um ano e meio depois da publicação no Diário Oficial. Na área de TEATRO*, é mais ou menos assim:

Até R$50.000,00 para projetos de capacitação, oficinas ou ações para formação de plateia;
Até R$60.000,00 para projetos de circulação de espetáculos já existentes- Módulo I;
Até R$120.000,00 para projetos de circulação de espetáculos já existentes – Módulo II;
Até R$120.000,00 para projetos na área de eventos (Mostras, Feiras e Festivais) – Módulo I;
Até R$200.000,00 para projetos na área de eventos (Mostras, Feiras e Festivais) – Módulo II;
Até R$400.000,00 para projetos na área de eventos (Mostras, Feiras e Festivais) – Módulo III;
Até R$60.000,00 para linha de montagem de espetáculos inéditos – Módulo I;
Até R$100.000,00 para linha de montagem de espetáculos inéditos – Módulo II
Até R$40.000,00 para projetos na área de Pesquisa Cultural;
Até R$100.000,00 para projetos livres que dialoguem com o campo teatral.

*Valores com referência no Edital do FAC do 2º/2017

Os números acima cansaram a vista? Calma… isso é apenas o começo! Esse papo de que artistas são da área de humanas e que a coisa é mais híbrida ou holística não combina muito com a realidade de quem verdadeiramente produz arte. A gente tem que sacar muito de tabela orçamentária, planilha deexcel, regra de três, porcentagem e muito mais de toda a matemática financeira que possa existir.

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Josuel Juinor

Se você tem curiosidade de saber como pode começar a escrever seu projeto, o primeiro passo é entender o que é preciso ter dentro de um produto cultural. É importante saber das novas legendas de trabalho, calcular o valor de mercado dos profissionais (via tabelas de referência, como FGV, sindicatos ou até mesmo valor de contratações anteriores e pesquisaVox Populi). Imaginemos, por exemplo, que temos que fazer uma peça teatral. Isso mesmo… Você aí lendo o texto e eu aqui escrevendo ele. Lembra do parágrafo logo acima em que eu falo sobre os shows de Fafá de Belém e Fábio Jr.? Vamos partir agora do mesmo princípio de organização hierárquica, só que com foco em um espetáculo teatral. Se fôssemos mandar um projeto para um edital como o FAC, por exemplo, teríamos que saber qual é o básico dentro desse projeto. Então, teríamos as seguintes legendas:

Coordenação Administrativa – O cara ou a mina que vai sacar de toda a parte de documentos, contratos, prazos e pagamentos;

Produção Executiva – O cara ou a mina que vão se ligar nos prazos, agendar reuniões, resolver pepinos, deixar o trabalho harmonioso e assegurar que o projeto está acontecendo dentro do previsto;

Assistencia de Produção – O cara ou a mina que vai auxiliar a produção executiva, afinal, os pepinos nunca vão deixar de existir durante a produção. É preciso manter tudo nos trinques;

Dramaturgia – O cara ou a mina que vaisacar do material e pesquisa gerado e transformar isso em narrativa cênica, seja em forma de texto ou de outra provocação artística;

Direção Executiva – O cara ou a mina (turrão e turrona) que vai fazer os atores tremerem nas bases durante os ensaios para o produto final ser massa. Eles dão medo em nós, atores, mas são super queridos e fofos;

Assistente de Direção – Não é sempre que precisa, mas quando tem, é ocara ou a mina que vai dedurar tudo o que estamos fazendo de errado pro diretor e nos alertar com um segundo olhar de direção

Ator ou Atriz – Profissional que vai sofrer e ficar nervoso durante todos os ensaios, mas que vai arrasar no palco nos dias de apresentação;

Ator ou AtrizStand by – Esse profissional é geralmente chamado em musicais maiores, como “Vamp” e “O fantasma da Ópera”, por exemplo. No dia em que o intérprete-titular não puder apresentar, o stand by assume o posto;

Preparador Corporal – Alguém que vai lembrar os atores que alongamento e aquecimento são necessários em nossas vidas para o trabalho acontecer com qualidade. Geralmente, te fazem suar muito;

Preparador Vocal – Não é sempre que dá pra colocar esse profissional nas peças, mas quando dá, eles deixam a voz dos atores no ponto para as apresentações, zelando pela integridade do aparelho vocal de todos;

Maquiador – A gente que é ator sempre aprende a se maquiar, mas dependendo da peça, é preciso contratar alguém que vá conceber a maquiagem e/ou executar ela nos intérpretes;

Figurinista – Profissional que manda muito bem na questão de concepção de figurino. Nada de TNT na peça, hein (quer dizer, pode sim)!;

Costureira – Vai por mim: Vai precisar!;

Cenógrafo – Responsável pela concepção da cenografia do espetáculo;

Marceneiro – Dependendo do que o cenógrafo conceber é bom contratar um, neh…;

Contrarregra – Alguém vai ter que montar cenários, organizar camarins, conectar fios;

Iluminador – Vai criar aquela iluminação que vai te fazer chorar de emoção na peça;

Operador de Luz – Se há uma iluminação criada, alguém tem que operar essa mesa de luz;

Locador de Mesa de Luz – Se a equipe ou o teatro não tem uma mesa de luz, vai ter que alugar para o operador operar;

Diretor Musical – Não é sempre que tem também, mas é o profissional responsável pela concepção autoral ou escolha de trilha sonora do espetáculo;

Verba de Tributos Autorais – Cara… uma coisa é compor a música, outra coisa é usar aquele tema da novela “Senhora do Destino” na sua peça. Se você vai usar, vai ter que reservar uma grana para pagar a taxa ao ECAD (que é o órgão que arrecada tributos fiscais de músicas dos outros na tua peça);

Operador de Som- Responsável por operar a sonoplastia nos dias de espetáculo;

Locador de Equipamento de som – Já que você vai pagar pra colocar música, que pelo menos seja num aparelho de qualidade. Ou seja… se não tem, tem que alugar;

Assessor de Comunicação – É o cara que vai agendar entrevistas com os artistas, que vai fazer a peça virar notícia no rádio, na TV, no jornal impresso, no Aqui Tem Diversão e em outros sites de arte e cultura da cidade. Em Brasília, temos bons assessores de produtos culturais, como o Guilherme Tavares, Renato Acha, Rodrigo Machado, Josuel Junior (“hehe”), Eldo Gomes, Raquel Martins, Diego Ponce de Leon. Com a gente, sua peça estará em ótimas mãos (rsrs).;

Mídia Internet – Uns chamam de mídia internet e outros de mídias sociais. Com essa nova fase da comunicação no mundo, não adianta ter uma boa assessoria se você não dialoga bem com as redes sociais e com outras plataformas da internet. O Aqui Tem Diversão faz esse serviço há anos em Brasília e eu como produtor sempre recorro a alguém pra esse tipo de serviço. Outro veículo que faz isso muito bem (só que com sede em São Paulo), é o Portal Atores da Depressão. Isso mesmo! Aquele que gera memes sobre as artes cênicas na internet. Ou a gente dialoga com as novas mídias para conquistar o público ou fica paradão no tempo e na bilheteria;

Fotógrafo – Pra se divulgar a peça, tem que ter foto… Pra comprovar que a peça aconteceu, também.

Cinegrafista – Alguns editais pedem que seja enviada a peça inteira gravada em vídeo, mas não vale contratar o amigo ou o primo que estão aprendendo a mexer na câmera;

Designer Gráfico – O cara ou a mina que vai criar a identidade visual da tua peça: logotipos, logomarcas, programas impressos, flyers, cartazes, banners, cards de redes sócias, capa pra Facebook… A lista é imensa!;

Impressão de Material Gráfico – Tudo tem seu preço, neh…;

Estagiário – Dependendo do tamanho da sua produção, pode ser que precise da contratação de um ou mais. Minha dica é sempre chamar jovens estudantes de artes… Assim, todos falam a mesma língua e ainda incentivam a formação e a produção local;

Locação do Espaço ou Teatro – É, meu amigo… a conta parece não ter fim;

Alimentação para dias de apresentação – Nem só de pão vive o homem, mas também de maçãs (boas pra voz) e outros lanchinhos. Ah, galera… Os atores e a equipe merecem um lanchinho digno nos dia de apresentações;

Elaborador – Quando um projeto do FAC vai ser criado, pessoas que possuem habilidade para a escrita e formatação de uma ideia artística para o papel são contratadas por produtores ou proponentes. Eu mesmo escrevo anualmente uns 10 projetos para o FAC – uma tarefa que exige dedicação, precisão e muita responsabilidade. Assim como eu, muitos outros profissionais de Brasília arrasam nessa modalidade, como Ana Flávia Garcia, Marcelo Manzatti, Carina Ottoni, Tássia Aguiar, Clara Nugoli… Vixe! A lista é imensa! Esse profissional vai montar o teu projeto e coloca-lo numa organização semântica e matemática. Geralmente, elecobra uma taxa para elaborar o projeto independentemente dele vencer no edital. E merece mesmo… É um trampo puxado! Em outros casos, além de receber pela elaboração, esse profissional também recebe cerca de 5% do valor do projeto, caso ele seja aprovado. É justo!;

E o perfil do PRODUTOR CULTURAL?

Somos muitos os produtores do DF, mas para esse primeiro texto da coluna, recorri a dois colegas de Brasília que são verdadeiros mestres na arte da elaboração e da execução de um projeto cultural. Começo falando de Ana Celina, com quem tive a oportunidade de trabalhar na última edição do Festival Internacional de Teatro de Brasília – o Cena Contemporânea. Ana Celina é produtora e agitadora cultural de mão cheia do DF e, volta e meia, sabemos de sua rotina de trabalho pelas postagens de bastidores nas redes sociais. Se você precisa de alguém que faça sua prestação de contas, ela é a mulher!

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Ana Celina e equipe do Experia

Recentemente, a profissional esteve na produção dos projetos “Samba de Bamba”, espetáculo “Nós”, do Grupo Galpão, “Festival Todos os Sons”, “Mostra Internacional Bonecos de Todo Mundo” e “Green Nation”, no 8º Fórum Mundial da Água. Arte e tabela orçamentária sempre caminham juntos em seus trabalhos. Segundo ela, o produtor não pode perder a sensibilidade quando faz a planilha orçamentária de um projeto, tendo que pensar não só na parte artística, mas também em toda a parte de RH. Sobre essa questão, explica:

“De nada adianta você ter grandes artistas no palco e prestadores de serviço e colaboradores mal pagos ou desrespeitados em suas profissões e funções. É uma brincadeira de roda que a gente precisa fazer com muita doçura, pois um projeto não e feito só de planilhas e não só de artistas. Há profissionais por trás dos artistas, desde a camareira que serve o café ao roadieque arruma ao palco. Todo mundo faz parte da planilha e do pulmão pulsante que é o projeto cultural. […] Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura!”.

É certo que num projeto há equipes muito grandes e que, hierarquicamente, pode ser um pouco difícil para um estagiário ou produtor iniciante poder mostrar bem o seu trabalho aos superiores diante de toda a engrenagem operacional. Ana Celina entende que o produtor, antes de tudo, é um observador de sua equipe e assegura que é possível diferenciar um produtor ou assistente iniciante de um profissional mais antigo tendo a paixão pelo trabalho como ponto de partida. Para ela, essa paixão é o que faz a equipe sobreviver ao ritmo frenético e cansativo de um festival ou de um grande show e ainda defende que “o tempo e a prática fazem um excelente profissional, mas o profissional que coloca o coração em cada ação é um profissional diferenciado”.

Outro profissional da cidade que tomo a liberdade de mencionar é Guilherme Angelim, sócio-proprietário da Guinada Produções, produtora de Brasília super reconhecida nos campo de teatro e audiovisual. Entre as produções da Guinada, destacam-se os filmes“O último cine drive-in”, de Iberê Carvalho (disponível na Netflix), “Marés”, de João Paulo Procópio, “A repartição do tempo”, de Santiago Dellape, e o telefilme “Amor ao quadrado”, de René Samapaio, realizado e exibido pela TV Globo. No teatro, produções como “Deu trelelê na família AS” e“A Deriva” também obtiveram bastante êxito. Por essas e outras, a Guinada tem se tornado referência na cena brasiliense pelo comprometimento e zelo nos bastidores de seus projetos.

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Guilherme Angelim

Guilherme também é ator e sabe como é conviver entre esses dois campos tão complexos dentro de uma produção. Ele explica que atualmenteprefere não conciliar muito tais legendas, mas que emgrande parte de sua vida, as funções de ator e produtor se misturaram. Segundo ele, “às vezes,há milhões de pepinos para resolver da produção bem na hora do seu ensaio ou ensaio geral, então fica bem complicado desconectar as duas funções, mas que sempre dá certo mesmo assim”.

No campo do teatro, o produtor explica que o processo é diferente do campo audiovisual, pois os departamentos como dramaturgia, direção técnica e atuação dependem um do outro sempre – o que deixa o processo mais lento, em decorrência de maior tempo para experimentações –objetivando uma maior relação e troca pessoal entre os envolvidos.

“No palco a gente improvisa, mas na produção não pode dar nada errado. Acho que o segredo de tudo esta na forma com que se trabalha as duas funções. Como ator, eu sempre procuro ter disciplina, fazer o dever de casa e estudar muito. Como produtor, mantenho a organização, faço todos os check lists possíveis e prevejo situações adversas. Tem conflito? Tem. Tem insegurança? tem. Mas quando fazemos com amor e com dedicação é sucesso garantido. Fazer com amor ajuda em tudo”.

Atualmente (ou desde sempre), uma constante reclamação dos estudantes de artes plásticas ou artes cênicas é o fato de não haver uma disciplina específica sobre produção cultural na grade formativa das instituições de ensino superior ou técnico. Perguntei a Guilherme como vê essa querência dos iniciantes e ele explicou que a teoria é boa e importante, pois entender as leis, novos formatos de projetos, novos pensamentos e ter a oportunidade de participar de exercícios de criatividade dentro da academia é algo válido para a formação do artista empreendedor. No entanto, assegura que o estudante de arte pode atéler todos os livros e fazer todos os exercícios propostos, porém, é na hora do “vamos ver” que isso pode transitar entre a produção prática e a ideologia:

“Quem quer ser produtor tem que experimentar. Tem que aplicar teorias e ver se elas servem para uma situação ou outra. Não adianta ter teoria e não ter prática. Tem que ter dia-a-dia na produção, entender sobre cronogramas a cumprir echecklists a serem executados. Se as academias fizessem módulos de montagem aliando teoria e prática acho que já era o início de uma visão da coisa real”.

Guilherme ensina que o produtor é um chefe de equipe e que é ele quem coordena as ideias, prevê problemas e que será o responsável caso algo dê errado. Ao encerrar sua fala, dá uma verdadeira aula do que é a figura do profissional das artes:

“Se entrar na produção, tenha consciência que não é fácil. Não pode jogara culpa nos outros, mesmo que, às vezes, os outros tenham culpa. O produtor assume e responde. E quando se entra no meio profissional a coisa se torna ainda mais séria. É importante fazer tudo com amor e dedicação, mesmo que o trabalho seja de outro mundo. Dai tudo fica mais fácil.”.

É isso, caro leitor. A coluna PRODUÇÃO CULTURAL vem de encontro à uma série de necessidades e dúvidas de quem trabalha ativamente com arte e cultura no Distrito Federal. Esse é um espaço para que a informação e o entretenimento caminhem juntos. Toda semana, um texto diferente pra você se antenar, dialogar e mandar bem no seu trabalho!

Sobre Josuel Juinor

Josuel Junior é ator, professor, produtor cultural e assessor de imprensa formado pela Fundação Brasileira de Teatro – Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Tem trabalho ativo em teatro, cinema, televisão e fotografia.

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