Prêmio Vera Brant


Premiação: 23 de novembro de 2016 (quarta) às 18:30 para imprensa e convidados. Visitação: De 24 de novembro de 2016 a 05 de janeiro de 2017, de segunda a sexta, de 8 às 18 horas Salão Branco do Palácio do Buriti

O I Prêmio de Arte Contemporânea Vera Brant valoriza a produção dos artistas visuais do Distrito Federal e seu entorno. Com a ainda restrita oferta de editais e premiações que celebrem a arte de Brasília, o I Prêmio Vera Brant de Arte Contemporânea se volta ao devido reconhecimento desta produção artística, cuja qualidade depende de investimentos e de validações que promovam a criação material e intelectual.

O Troféu Vera Brant também visa a valorização de pessoas que integram a cadeia produtiva das artes visuais, dentre artistas, mediadores e consumidores. Uma forma de contemplar este amplo universo que reúne artistas, grupos ou instituições, colecionadores, escolas, gestores públicos e galeristas.

O I Prêmio Vera Brant de Arte Contemporânea homenageia uma personagem icônica para as Artes Visuais em Brasília. Falecida em 2014, Vera Brant foi escritora e uma das colaboradoras de Darcy Ribeiro na criação da Universidade de Brasília. Conviveu cotidianamente com os principais artistas que passaram ou viveram no DF em um momento de construção da identidade da nova capital, como Athos Bulcão, Glênio Bianchetti, Bruno Giorgi e Alfredo Ceschiatti. Além de colecionadora, seus registros indicam que influenciava diretamente a obra de muitos deles.

Em sua residência, obra de autoria do arquiteto Zanine Caldas, passaram os nomes mais significativos da cultura brasileira até então. A simbologia, a memória e o legado desses momentos são registros importantes da história da capital. A escolha de seu nome está diretamente relacionada ao seu empenho para a criação de uma identidade artística brasiliense.

A personalidade de Vera Brant sintetiza as ações do I Prêmio de Arte Contemporânea Vera Brant: Incentivar a produção artística de qualidade no Distrito Federal e Entorno, e reconhecer a atuação de personagens que contribuem de forma significativa para o cenário das artes visuais da região.

Um júri especializado em artes visuais, formado por cinco membros (Clara Mellac, Graça Ramos, Graça Seligman, Pedro Mastruobono e Rogério Carvalho) definiu as vinte obras selecionadas por meio de edital. O júri se encarregou da seleção das obras para a exposição, eleição das premiadas, além de escolher a personalidade homenageada pelo Troféu Vera Brant.

Foram mais de 210 artistas inscritos e mais de 440 obras. Cada artista ou coletivo com obra selecionada recebeu uma ajuda de custo no valor de R$ 750,00. Os três premiados receberão os seguintes valores: 1º lugar: R$ 15.000,00, 2º lugar: R$ 10.000,00 e 3º lugar: R$ 8.000,00.

Os vinte selecionados e suas respectivas obras são:

André Vilaron
“De vez em quando lembro#1”

André Vilaron é formado em Cinema pela Universidade Federal Fluminense, com pós-graduação em Fotografia pela Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. O cinema tem influência em seus trabalhos, com apreciação pela imagem expandida, narrativa, que ora é tempo-movimento, ora é um instante, um momento. Ou ainda, por vezes, é uma criação, um desenho, uma imagem e está ali.

Em sua trajetória foi importante a Câmara Clara, galeria que abriu com Cinara Barbosa, na Urca (Rio de Janeiro), uma das primeiras galerias especializadas em fotografia do Brasil. Depois ganhou uma bolsa da John Simon Guggenheim Memorial Foundation (Nova Iorque).

Em 2004, mudou-se para Brasília para trabalhar como consultor do Departamento Cultural do Itamaraty, onde realizou diversos projetos, como a exposição “Amrik”, no CCBB de Brasília (2005). Tem participado de exposições individuais e coletivas e seus trabalhos estão em coleções permanentes como as do Museu Afro Brasil (São Paulo), Museu da República (Rio de Janeiro), e coleção Joaquim Paiva de Fotografia Contemporânea – MAM (Rio de Janeiro).

Arnaldo Saldanha
(Ausências)

Com fascínio pela arte e suas expressões, Arnaldo Saldanha está sempre em busca de conhecimento. O artista tem a fotografia como paixão e estudo e procura transitar entre diferentes facetas dentro desta linguagem, sempre aberto a novas formas, experimentos, poéticas e interpretações. Saldanha também desenvolve trabalhos de cunho fotojornalístico e documental, com publicações em revistas como Fórum, Cemporcento Skate e Vista Art.

César Becker
(“Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma Montanha”)

César Becker é formado em Artes Visuais pela Universidade de Brasília. Sua pesquisa parte do elemento terra e sua relação com o espaço, o corpo do espectador e sua pertinência no campo das Artes Visuais, especificamente nas áreas de Escultura e Instalação. Atualmente cursa o Mestrado na Universidade de Brasília na linha de Poéticas Contemporâneas pelo Programa de Pós- Graduação em Arte.

Becker participou de exposições coletivas como o I Salão de Artes Plásticas da Câmara dos Deputados, o 2º Salão de Artes Visuais das Regiões Administrativas do Distrito Federal, onde ganhou o primeiro lugar na categoria Escultura, o Prêmio Transborda Brasília, o Salão Mestre D’Armas (Museu Histórico de Planaltina) e o 22º Salão Anapolino de Arte, além de outras exposições na galeria do Espaço Piloto da UnB.

Clarice Gonçalves
(Intuímos as visões de coerência)

Nascida em 1985 na capital Brasília, a pintora graduou-se em 2008 em Artes Visuais pela Universidade de Brasília. Em 2004 começou a expor no país, em 2008 foi premiada no 13o Salão dos Novos Artistas em Santa Catarina. Em 2010, ganhou o Diploma de Excelência no 9th femaleartist’s art anual award – Art Addiction online Gallery – London.

2011 foi o ano de sua primeira individual em São Paulo. 2013 o ano em que nasceu seu filho. Em 2014 lançou um livro de 200 páginas com textos e curadoria de Graça Ramos, Juliana Monachesi e Mario Gioia. No final deste mesmo ano, participou da mostra “Figura Humana” na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, com curadoria de Raphael Fonseca.

Clarice Já participou de mostras em Londres e Nova Iorque e de feiras no Rio (Artigo) e em São Paulo (Parte) e de uma mostra paralela à 12a Bienal de Havana, em 2015. Possui obras no acervo da Casa das Américas, em Havana (Cuba), no acervo do Museu de Arte de Joinville (SC), na Galeria de Arte da Universidade de Goiás (FAV – GO), e na Casa de Cultura da América Latina (DF). A artista vive e trabalha em Taguatinga (DF).

David Almeida
(Série Conduta de risco, sétimo trabalho)

Brasiliense, David Almeida é formado em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília em 2012. A série de trabalhos “Ele estava de pé em um quarto vazio”, uma análise do espaço íntimo por meio de pinturas-instalações e “Sobre Habitar o Invisível”, trabalhos produzidos após as residências que realizou em 2014 e 2015, estiveram presentes em importantes exposições nos últimos dois anos.

Premiado em 2013 no 12o Salão de Arte de Jataí e em 2014 no 20o Salão Anapolino de Arte, participou de mostras coletivas, como “Brazil: Arbeit und Freundschaft”, no Espaço Pivô (São Paulo), “Retrato Brasília”, no CCBB (Brasília), e “20 – Pintura e Pictorialidade em Brasília de 2000-2014”. Em 2014 integrou a residência artística na Fundação Armando Álvares Penteado (São Paulo).

Em 2015, realizou a mostra individual “Sobre habitar o invisível”, na Referência Galeria de Arte (Brasília). Participou da exposição coletiva “Turvas Narrativas”, na Orlando Lemos Galeria (Belo Horizonte) e foi selecionado para o 1o Salão Mestre D’Armas (Planaltina). Mais recentemente, David Almeida foi um dos selecionados para o Transborda Brasília – Prêmio de Arte Contemporânea. Seus trabalhos já foram expostos em importantes feiras e galerias de arte, como a Feira Parte (SP), SPArte (SP) e ArtRio (RJ).

​Eduardo Belga
(Rei de nada)

Eduardo Belga é brasiliense e nasceu em 1980. Desenhista, ilustrador, quadrinhista, gravador e professor. Mestre em Artes Visuais pela Universidade de Brasília e Professor de Desenho e Gravura na mesma instituição. Expõe frequentemente seus trabalhos em coletivas tendo feito três individuais:
“Mofo”, Sobradinho – DF (2001);
“Desenhos Grotescos”, Porto – Portugal (2012);
“Metamorfoses Bestiais”, Brasília – DF (2015);
Venceu o 1º lugar na 6º Mostra de Artes Visuais de Pinhais em 2015 com a calcogravura “Clinofobia”.

Gustavo Silvamaral
(Sequência)

Gustavo Silvamaral nasceu em Brasília em 1995, onde mora com família paterna piauiense e materna paranaense. Cursa Bacharelado em Artes Visuais na Universidade de Brasília. Participa desde 2015 do grupo de pesquisa Corpos Informáticos, coordenado por Bia Medeiros.

Sua produção perpassa linguagens como a Pintura, Gravura, Escultura e Performance, e muitas vezes resulta em obras híbridas. A questão Arte-Política também se faz muito presente na produção de Silvamaral, mesmo quando não explicitamente, encontra-se emaranhada nas diversas camadas de significações que suas obras possuem. Sua pesquisa vem da busca pela apresentação do material imerso no espaço, com uma Pintura que não precise abrir mão por completo da linguagem bidimensional para se relacionar com o espaço expositivo.

Participou de diversas exposições coletivas, dentre elas a “Carnaval Cospobre” na galeria da FAU-UnB e a coletiva de artistas do XX Enearte no Espaço Piloto. Sua primeira mostra individual, intitulada “Rapaz Latino Americano”, ocupa a Galeria XXX, paralelamente ao I Prêmio Vera Brant de Arte Contemporânea.

​Iris Helena
(Mise en Scène)

Iris Helena é artista visual, nascida em João Pessoa (PB). Graduada em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba e mestre em Poéticas Contemporâneas pela Universidade de Brasília. A artista explora a paisagem urbana subvertendo a linguagem fotográfica ao realizar diálogos entre imagens de cidades e os suportes onde são impressas. Post-its, marcadores de páginas, cartelas de remédio, cascas de parede, papel higiênico, entre outros materiais, redimensionam as paisagens, edifícios, ruínas e monumentos quando aparecem como matéria-prima de suas instalações.

Produziu cinco exposições individuais, participou de inúmeras exposições coletivas nacionais e internacionais, como o 61o Salão de Abril, Fortaleza (2010), II Prêmio EDP nas Artes, no instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2011), recebendo menção honrosa em ambas as exposições. Participou da mostra “City as a Process na II Ural industrial Biennial of Contemporary Art”, em Ekaterinburg na Rússia (2012). Integrou a seleção do programa Rumos Artes Visuais edição 2011-2013 do Itaú Cultural. Participou de residências artísticas na cidade de Sena Madureira, Acre (2012), Frankfurt, Alemanha (2013), Brasília (2014), Olhos D’Água, GO (2015). Vive e trabalha em Brasília.

João Angelini
(Karma)

João Angelini nasceu em Planaltina em 1980. Vive e trabalha em Brasília. É Bacharel em Artes Visuais pela Universidade de Brasília. Seu trabalho transita entre as linguagens da Pintura, Gravura, Vídeo e Performance.
O artista já fez residências artísticas no Museu de Arte do Rio (2014), ERRO Grupo, Florianópolis (2012). Participou de diversas mostras coletivas e prêmios no Brasil, Chile, Colômbia, Eslovênia, Inglaterra, Itália, México, Polônia e Portugal.

Produziu as mostras individuais “Cinantropopia”, Atos Visuais, na Funarte Brasília (2006), “Entre-Quadros”, na Faculdade Dulcina de Moraes, Brasília (2011), “Instantes” (pelo coletivo TresPe) no 4º Fora de Eixo, Museu Nacional de Brasília (2013), “Esforço Repetitivo”, Galeria Leme, São Paulo (2014), “Eu Como Você” (pelo coletivo Grupo EmpreZa), MAR – Museu de Arte do Rio (2014), “Entre-Quadros”, Alfinete Galeria, Brasília (2015), “A Seco”, Galeria Referência, Brasília (2015).

Suas obras integram Coleções no Centro Cultural UFG (Goiás), Fundação Rômulo Maiorana (Pará), MAB, Museu de Arte de Brasília, MAR, Museu de Arte do Rio e Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Angelini integra o coletivo Grupo EmpreZa. Com o foco em Performance, o grupo é bastante ativo no circuito das Artes Visuais e já venceu o prêmio Marcantonio Vilaça de Arte Contemporânea. O coletivo participou de quatro meses de pesquisas ao lado da artista sérvia Marina Abramovic e da festa de cem anos do movimento surrealista no Cabaret Voltaire.

João Duarte
(Preto n3)

João Duarte, 21 anos, é estudante de Artes Visuais na Universidade de Brasília. Realiza trabalhos com Calcogravura e Pintura, focado na última, com obras que nasceram de um processo criativo conturbado e ansioso dentro e fora de ateliê.

Júlia Milward + Luiz Olivieri
(Farol)

A dupla Júlia Milward e Luiz Olivieri se uniu para participar do I Prêmio Vera Brant de Arte Contemporânea:
Júlia Milward nasceu na baía de Guanabara, foi criada nas margens do Paraibuna, atravessou o Oceano Atlântico até a Seine, desaguou no Rhône e praticou três anos de Stand Up Paddle no Lago Paranoá. Atualmente margina o Tietê à procura de rios subterrâneos.

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (MG) e em Artes Plásticas pela Université Paris 8 (França). Mestre em Fotografia Contemporânea pela École Nationale Supérieure de la Photographie (França) e em Poéticas Contemporâneas pela Universidade de Brasília. Expôs coletivamente 34 vezes em 4 países diferentes (Brasil, França, China, Canadá). Individualmente, 4 vezes. Participou de 13 publicações e duas residências artísticas. Ganhou 2 prêmios (Arca-Suiss + Transborda Brasília) e foi indicada para um outro (Pipa).

Luiz Olivieri nasceu em Brasília. Bacharel em Artes Visuais, mestrando em Poéticas Contemporâneas pela Universidade de Brasília e integrante do grupo de pesquisa vaga-mundo: Poéticas Nômades.

Trabalha com videoarte e arte sonora. Sempre interessado no hibridismo de linguagens atua como artista visual e sonoro realizando instalações audiovisuais. Realizou exposições coletivas em Brasília em espaços como Alfinete Galeria, Elefante Centro Cultural, Museu da República, Espaço Cultural Marcantonio Vilaça e Espaço Piloto da UnB. No exterior, participou da exposição Obranome no Mosteiro de Alcobaça, em Portugal. Foi selecionado para o Prêmio Transborda 2016 e recebeu o segundo lugar no Salão de Arte Contemporânea do Iate Clube de Brasília.

Em Gramado, recebeu o Kikito de melhor trilha sonora. Em 2016 esteve no “Transborda 2016” na Caixa Cultural; “Ilha”, mostra do grupo de pesquisa Vaga-Mundo no Elefante Centro Cultural (Brasília). Em 2015, integrou “Tech-Tech”, mostra de arte e tecnologia e “Resolução Comprimida”, mostra de vídeo, ambas na Alfinete Galeria; “Ondeandaaonda” no Museu Nacional da República; Intervenção sonora na mostra “A morte chega cedo” de Raquel Nava na Alfinete Galeria; “VI COMA” no Espaço Piloto (UnB).

Em 2013, participou de “Obranome 3” no Mosteiro de Alcobaça (Portugal); “Seu Museu” no Conjunto Cultural da República; “Linha Tênue” no Espaço Piloto (UnB); “Mostra Intercâmbio Videopassagem”, com curadoria do Projeto Lacuna em São Luís (MA). Em 2011, foi parte do “12º Fórum Internacional de Software Livre” em Porto Alegre (RS); “Semi-círculo” no Conjunto Cultural da República em Brasília.

Julio Lapagesse
(Piores fábulas)

Julio Lapagesse é Bacharel em Artes Visuais pela Universidade de Brasília e tem como suas principais pesquisas poéticas a memória afetiva e a colagem. Imagens que estavam no passado do artista voltam a assombrar durante sua produção. A utilização de objetos afetivos, como velhas enciclopédias, em suas colagens, é uma marca na sua produção. O artista acaba por se tornar um arqueólogo de imagens antigas, pois nela, ele redescobre o seu próprio passado, e o transforma em material para um produção atual.

O artista busca ser atuante dentro do cenário artístico de sua cidade, participando de publicações independentes e exposições. Foi integrante do ateliê coletivo Espaço Laje e hoje em dia divide um espaço de ateliê com outros artistas chamada Nova. Compõe, junto com os amigos Pedro Ivo Verçosa e Felipe Cavalcante, o coletivo Irmãos Colagem, projeto no qual os artistas pensam e produzem murais na forma de colagens gigantes.

Nina Orthof
(Invisível detectável)

Nina Orthof nasceu no Rio de Janeiro em 1987. Vive e trabalha em Brasília. Em primeiro de abril de 2016, tornou-se Mestra em Poéticas Contemporâneas pelo Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília.

Desenvolve seu trabalho autoral principalmente em vídeo, onde levanta reflexões poéticas acerca de conceitos como: Imensidão, navegar, distâncias imaginárias e medidas impossíveis. Integra o grupo de artistas-pesquisadores Vaga-mundo: poéticas nômades.

Patricia Bagniewski
(Habitação)

Nascida em 1977 na capital Brasilia, Patricia Bagniewski é formada em Bacharelado em Artes Visuais na Universidade de Brasilia. Frequentou diversos workshops em bronze, resina e vidro na Central Saint Martin’s College, Londres, no ano de 1998 a 1999.

Em 2006 foi gratificada com uma bolsa de estudos para Mestrado em Arte em Vidro na Joshibi Art and Design University, Kanagawa, Japão, com foco na reciclagem do material. Neste período, realizou diversas exposições no país, E.U.A e Coréia do Sul, além de ser premiada por seu conjunto de obras pela Universidade.

Ao retornar ao Brasil montou seu próprio atelier para dar continuidade às suas pesquisas em reciclagem do vidro e sua produção. Em 2011 teve seu projeto “Galeria Aberta- I Festival de Land Art de Brasilia” contemplado pelo Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do DF, onde participou como curadora e produtora.

À convite da Fondazione Berengo, Patricia Bagniewski participou de residência artística na Fondazione Berengo em Murano, Veneza, em setembro e outubro de 2015. Durante este período, a artista teve a oportunidade de trabalhar com Silvano Signoretto, o renomado mestre vidreiro reconhecido mundialmente pelo seu trabalho em vidro há 50 anos com quem realizou o projeto “Habitações”. Em maio de 2016 retornou a Murano pelo período de 3 meses para trabalhar e produzir sua exposição na Fundação.

É uma das fundadoras do Coletivo Transverso, grupo de arte urbana e poesia formado por artistas de áreas diversas, com o propósito de pesquisar, desenvolver e realizar intervenções urbanas utilizando técnicas de stencil, grafite, sticker e performance.

O principal conceito norteador é o de ataque poético e propõe a reflexão sobre as possibilidades de utilização do espaço público a partir da arte urbana não encomendada, proporcionando a fruição artística gratuitamente aos transeuntes em seus caminhos rotineiros.

Paul Setúbal
(Effectum)

Paul Setúbal, artista visual e pesquisador, é membro integrante do Grupo EmpreZa. Vive e trabalha em Brasília e Goiânia. Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual, Mestre em Arte e Cultura Visual e Licenciado em Artes Visuais, pela Universidade Federal de Goiás, é pesquisador na linha de Culturas da Imagem e Processos de Mediação.

Sua produção artística é focada no uso do corpo na sociedade contemporânea e envolve uma profunda investigação no campo simbólico e imagético que compreende os desdobramentos do cotidiano político, poético e social.
Desenvolve pesquisas multimídias em Desenho, Pintura, Performance, Vídeo e Fotografia, com investigações acentuadas sobre a poética do corpo e seus derivados. Participa de exposições, festivais, salões e residências artísticas, além de desenvolver projetos em parcerias com outros artistas. Foi selecionado e premiado em vários salões de arte pelo Brasil.

Pedro Gandra
(Desilusão sob a lua)

Pedro Gandra é artista visual, 21 anos, nasceu no Rio de Janeiro. Atualmente, reside e trabalha em Brasília. Em 2007, iniciou seus estudos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ). Desde 2011, participa de exposições coletivas em diferentes instituições e galerias. Entre elas, a mostra do X Prêmio de Arte Contemporânea do Iate Clube de Brasília, onde foi premiado com Menção Especial do Júri; “O espaço entre”, na Galeria Largo das Artes, Rio de Janeiro; “SEUmuSEU”, no Museu Nacional de Brasília; “Ocupação”, no Elefante Centro Cultural, Brasília; Coletiva na Arte XXX Galeria, Brasília; e “Pensamento Pictórico”, no Martha Pagy Escritório de Arte, Rio de Janeiro. Em 2016, foi selecionado para o 44º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, em Santo André, SP e para o I Prêmio Vera Brant de Arte Contemporânea, em Brasília.

Renato Rios
(Para quê poetas?)

Renato Rios é Bacharel em Artes Visuais pela Universidade de Brasília. Trabalha há 10 anos em meio ao território da Pintura e atualmente procura expandir suas pesquisas pictóricas para o espaço tridimensional. Desde 2008 participa com frequência de exposições coletivas em galerias, museus e espaços institucionais. Em junho de 2015 apresentou sua primeira exposição individual, “Doces Laranjais” na Galeria Alfinete, com a curadoria de Marília Panitz.

Rodrigo de Almeida Cruz
(Três apontamentos sobre matéria e imagem)

Rodrigo de Almeida Cruz nasceu em 1989 e vive em Brasília. Trabalha com Instalação, Vídeo, Desenho, Escultura, Pintura e Fotografia.

Desenvolve pesquisa de doutorado em Poéticas Contemporâneas na Universidade de Brasília. Participa desde 2010 de diversas exposições coletivas e salões, dentre os quais se destacam “Vinte – Pintura e pictorialismo em Brasília” (2014); “Transborda Brasília” – 1º edição (2015); “Conversa: conclusões amplas, vagas e imprecisas” (2016).

Stenio Freitas
(Sem título. Obra 02)

As experimentações artísticas de Stenio Freitas sempre tiveram o espaço público da cidade como principal palco de atuação. Desde 2005, o desenvolvimento de sua pesquisa utiliza Fotografia, Gravura, Colagem, Pintura, Música e Videoarte. Através do Graffiti, passou a documentar fotograficamente o que acontecia em seu redor, o cotidiano da rua. Essas fotografias constituíram material para colagens, com influências da estética punk, revistas de skate e graffiti e também da convivência na Universidade de Brasília.

Em constante desenvolvimento de sua própria linguagem, também explora os formatos de livros de artista e zines. Atualmente Stenio se debruça sobre temas referentes à miséria e fragilidade humana no que concerne à exploração desenfreada do homem pelo homem no contexto contemporâneo. Segundo o próprio artista, vivemos em um momento da perda de significados do próprio sentido da vida, das imagens e do mundo que nos cerca em muitas situações. Sua obra tenta remontar significados através de vestígios, ou seja, recortes que procuram uma releitura das imagens produzidas. Assim como moradores de rua catam restos para construir sua moradia, seu cobertor e seus utensílios, o artista faz uso de fragmentos de imagem para dar significado à realidade em que está imerso.

Na sua educação em Artes, Stenio tem referenciais como Robert Rauschenberg, Keith Haring, Basquiat, Marcelo Solá, e artistas de rua como Horphée, Saeio, UZI e Pablo Tomek.

Waleska Reuter
(Quarto escuro)

Waleska Reuter desenvolve uma linguagem que utiliza o objeto de consumo como ponto de partida para sua produção, introduzindo a escultura numa abordagem irônica e muitas vezes cortante de conceber o humano. O corpo está sempre presente de maneira provocativa, alterada, suspensa, e leva o outro ao território do incômodo numa atmosfera de infância enviesada.

Nascida numa cidade desconhecida do interior, mudou-se para a capital e ingressou na Universidade de Brasília, onde obteve a graduação em Artes Visuais. Entre as diversas exposições que realizou podem ser citadas “1922 – Semana Sísmica Correspondências Modernas”, no Museu dos Correios; “Meio Século da Capital do Brasil”, na Câmara Legislativa do Distrito Federal; “Melhor de 3”, no Museu Nacional da República; “Ciclo Bicho-Bicha”, na Galeria deCurators, e “Ocupação 2.0”, no Elefante Centro Cultural, todas realizadas em Brasília. Possui trabalhos no acervo do Museu Nacional da República e faz parte da coleção particular de Sérgio Carvalho. Foi indicada ao Prêmio Pipa 2014.
Sobre o “Troféu Vera Brant”

Além da seleção, será entregue o “Troféu Vera Brant”, que homenageará um cidadão, grupo ou instituição que tenha contribuído de forma destacada para a difusão das artes visuais na região.

O Troféu Vera Brant também visa a valorização de pessoas que integram a cadeia produtiva das Artes Visuais, dentre artistas, mediadores e consumidores. Uma forma de contemplar este amplo universo que reúne artistas, grupos ou instituições, tais como museus, colecionadores, escolas, gestores públicos, galeristas e coletivos.

O Troféu Vera Brant vai para Marília Panitz.

Marília é mestre em Arte Contemporânea: teoria e história da arte, pela Universidade de Brasília. Foi professora nesta Universidade, até 2011. Dirigiu o Museu Vivo da Memória Candanga e o Museu de Arte de Brasília. Desde 1994, atua como pesquisadora, coordenadora e orientadora de programas educativos em exposições e em cursos livres de arte.

É curadora independente, com projetos como: Felizes para Sempre, BsB, Curitiba e SP, 2000/2003; Gentil Reversão, BsB, RJ 2001/2003; Rumos Visuais Itaú Cultural 2001/2003 e 2008/2010; Lúdico, Lírico, Berlim, 2002; Centro|EX|cêntrico, CCBB, 2003; Situações Brasília, Caixa e CCBE, 2005; Bolsa Produção|Artes Visuais, Curitiba, 2008/2010; Brasília: Síntese das Artes, CCBB- BsB, 2010; Mostra Tripé Brasília| Linhas de Chamada, SESC Pompéia-SP , 2011 – 2012; Mostra Rumor, Coletivo Irmãos Guimarães, Oi Futuro – RJ ,CCBB-DF e SESC Belenzinho -SP, 2012- 2013; Azulejos em Lisboa Azulejos em Brasília: Athos Bulcão e a azulejaria barroca, Lisboa, 2013; Projeto Triangulações 2013 (Salvador, Brasília e Recife); 2014 (Salvador, Belém e Maceió); 2015 (Salvador, Goiânia, Fortaleza); Mostras de Carlos Lin, Polyanna Morgana, Andrea Sá, Gê Orthof, Renato Rios e Luciana Paiva, Gal. Alfinete, BsB 2013-2015; Christus Nóbrega e Gê Orthof na AmareloNegro, RJ e na Referência Galeria de Arte, BsB, em 2014; Prêmio Marcantônio Vilaça-Sesi/CNI 2014-2015, Mostra Vértice: Coleção Sérgio Carvalho, BsB, RJ e SP, 2015-2016.

O Troféu Vera Brant é uma obra de arte criada por Miguel Simão.

“Eu fui convidado pela Coordenação do Prêmio Vera Brant para criar e confeccionar o troféu destinado a homenagear uma personalidade ligada as Artes Visuais aqui do DF. Aceitei o convite, mas ponderei que talvez fosse melhor, pela natureza do evento, que ao invés de um troféu, pudéssemos pensar em oferecer uma obra autoral e única.

A ideia foi aceita, então escolhi uma entre as esculturas que produzi em 2015. É uma pequena escultura de madeira que faz parte de uma coleção onde eu busco, por meio do exercício da talha direta, falar sobre o feminino e também sobre a própria Escultura e sua tradição universal.

O assunto e o aspecto formal desta obra que apresento me pareceram adequados à ocasião. Aproveito e deixo aqui a ideia de que nas próximas edições do Prêmio, este modo de homenagear os beneméritos e agentes das Artes Visuais se repita. Ganham os homenageados e também os artistas da cidade.” Conta o artista.

Miguel Simão é escultor e pintor. O mineiro de Araguari, atua como escultor e professor de Escultura do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília. Utiliza vários materiais como pedra, madeira, bronze, metal e resina na elaboração de suas obras. O sapato feito de madeira, resina ou bronze, remetendo a um fetiche feminino é a temática mais presente no seu trabalho. Atualmente, o escultor trabalha o sapato em várias escalas chegando a mais de dois metros.

Simão, formado em Artes Plásticas pela UnB, com habilitação em Pintura, começou a trabalhar com esculturas há cerca de 15 anos. Desde 1989, o artista vem participando de mostras individuais e coletivas em Brasília. Sua última invidual foi a exposição Tripalium – objetos e esculturas em 2009 no Centro Cultural 508 Sul – galeria Parangolé . Recentemente foi agraciado com o FAC 2015 e fará uma grande mostra individual no Museu da República em março de 2017.

​O local – Palácio do Buriti:

O “I Prêmio Vera Brant de Arte Contemporânea” adquire relevância ao levar a arte para o cotidiano das pessoas, no Palácio do Buriti, um espaço público de grande circulação de pessoas.

Ao final da mostra, 3 obras serão incorporadas às dependências públicas do Palácio do Buriti e poderão ser apreciadas de maneira definitiva em visitas posteriores. Pretende-se dar início ao acervo permanente do Palácio sede do Governo de Brasília com obras produzidas por artistas locais.

Sua realização no Palácio do Buriti reforça os pontos turísticos da parte superior do Eixo Monumental, como o Memorial dos Povos Indígenas, o Memorial JK e a Praça dos Cristais, no Setor Militar Urbano. São espaços e edificações que merecem maior atenção de quem visita Brasília.
Sobre o júri:

Clara Mellac:

Clara Mellactem pós-graduação em História da Arte e Arquitetura pela PUC-Rio. Possui formação em Curadoria pela University of the Arts of London. É representante da Christie´s (casa de leilão mais antiga do mundo, que comemora seus 250 anos) e foi agente internacional da Galeria Anita Schwartz no Rio de Janeiro.

Graça Ramos:

Graça Ramos é Doutora em História da Arte pela Universidade de Barcelona, autora do livro Maria Martins – escultora dos trópicos (indicado ao prêmio Jabuti 2010) e curadora independente.

Graça Seligman:

Graça Seligman é fotógrafa, ex-diretora do Museu da Imagem e do Som de São Paulo.

Pedro Mastrobuono:

Pedro Mastrobuono é Conselheiro do Museu de Arte Contemporânea da USP, Diretor do Instituto Alfredo Volpi de Arte Moderna, ex-presidente do Instituto de Arte Contemporânea – IAC e Conselheiro do Projeto Leonilson.
Pedro Mastrobuono é um dos jurados do I Prêmio Vera Brant de Arte Contemporânea.

Rogério Carvalho:

Rogério Carvalho é arquiteto, proprietário da Galeria XXX e colecionador. Foi curador dos Palácios do Planalto e Alvorada, entre 2008 e 2016 e Ex-Gerente Nacional de Bens Móveis e Integrados do IPHAN. Restaurou a Igreja Nossa Senhora de Fátima (Igrejinha – 308 sul), o Palácio do Planalto, Alvorada e sua capela. Rogério Carvalho é curador e presidente do júri do I Prêmio Vera Brant de Arte Contemporânea.

Sobre o Programa Educativo:

O projeto pedagógico para a ação educativa, implementado pelo I Prêmio Vera Brant de Arte Contemporânea é coordenado por Renato Acha. O Programa Educativo desenvolve-se a partir das pesquisas que identificam as práticas educacionais dentro de espaços culturais como exercício de cidadania, com a disponibilização de instrumentos de apropriação, por parte do visitante, dos elementos formadores do patrimônio cultural compartilhado.

Dentro de tal perspectiva, o trabalho é orientado por uma matriz construtivista crítica, com três vertentes estruturais: apreciação, contextualização e produção. Através destas ações, são desenvolvidos estudos por educadores de museus, que propiciam diferentes camadas de leitura dos objetos culturais expostos. Associado a este exercício de aprofundamento, está a reflexão em torno das manifestações culturais não musealizáveis, com as quais os visitantes estão mais frequentemente familiarizados.

O Programa Educativo é voltado para o público e escolas públicas e particulares do DF. O agendamento de escolas pode ser feito através do fone (61) 99326-6390 e do e-mail educativoverabrant@gmail.com

O “I Prêmio de Arte Contemporânea Vera Brant” conta com o apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF).

A cerimônia de entrega dos prêmios e do troféu acontece no dia 23 de novembro de 2016 (quarta), às 18:30, no Salão Branco do Palácio do Buriti, em evento para imprensa e convidados.

A mostra tem visitação pública de 24 de novembro de 2016 até 05 de janeiro de 2017, de segunda a sexta, de 8 às 18 horas.

Serviço 

I Prêmio Vera Brant de Arte Contemporânea
Premiação: 23 de novembro (quarta) às 18:30
Visitação: De 24 de novembro de 2016 a 05 de janeiro de 2017, de segunda a sexta, de 8 às 18 horas
Local: Salão Branco do Palácio do Buriti (Via N1, 3 – Praça do Buriti, Brasília – DF)
Agendamento de escolas – Programa Educativo: (61) 99326-6390 e educativoverabrant@gmail.com
Classificação indicativa: Livre
Entrada franca
Informações: (61) 99326-6390.

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