Marcello Airoldi dirige Giovani Tozi em Peixe Fora d’Água, Sátira política inédita traz o morador de um bunker e seu último tubo de oxigênio

Após o sucesso no lançamento do espetáculo Não Se Mate, no qual Giovani Tozi assina pela primeira vez texto e direção, o ator volta ao campo da atuação para dar vida ao morador de um bunker. Na história, o lugar foi construído para abrigar as melhores espécies de seres humanos, garantindo a continuidade da humanidade, depois de uma pandemia.

O texto de Marcello Airoldi partiu do experimento audiovisual Peixe Cabeça de Cobra, de Giovani Tozi, e propõe uma dramaturgia que se apoia no contexto social e político brasileiro atual. No conto, escrito durante os primeiros meses de isolamento em 2020, Tozi descreve de forma poética o cotidiano de um artista em isolamento, que se abala ao ver uma reportagem na televisão sobre um peixe predador que tem a habilidade de respirar fora da água e que é capaz de matar todos os outros peixes de um lago.

Em 2020, o poema de Tozi deu origem a uma série de experiências registradas em som e imagem, dirigidas por seis diferentes diretores teatrais: Guilherme Sant`anna, Luiz Damasceno, Marco Antônio Pâmio, Sandra Corveloni; e (as ainda inéditas versões) de Marcelo Lazzaratto e Neyde Veneziano. Inspirado pelos trabalhos audiovisuais, Airoldi faz uma sútil analogia entre o peixe predador no lago, e os indivíduos confinados no suposto bunker. A figura patética e grotesca do personagem interpretado por Tozi se contrapõe aos trágicos acontecimentos do Brasil atual, resultando numa inusitada combinação de elementos improváveis, mas que se justificam quando vistos dentro do ambiente criado pelo autor.

Marcelo Airoldi assina em parceria com o ator e musico César Mello a canção Oxigênio, que será utilizada como prólogo do espetáculo. Além de César Mello, que assina a trilha sonora original, a equipe criativa conta com o design de luz de Cesar Pivetti, os figurinos de Fábio Namatame, fotografia de Priscila Prade, direção de audiovisual de Matheus Luz; make e arte de Louise Helène. Sobre a experiência de estrear seu primeiro monólogo como ator, Tozi destaca: “É uma responsabilidade grande, que só é possível quando a gente pode confiar na condução do trabalho. Confio e admiro muito o artista que o Airoldi é. Vejo nas criações dele uma responsabilidade com o discurso e com contexto em que a arte se insere em nossa sociedade hoje.”

Marcello Airoldi vive um momento intenso na dramaturgia, já que é um dos idealizadores do Rede De Leituras, movimento concretizado durante a pandemia que reúne artistas, autores, atores e atrizes para a leitura de textos teatrais e o compartilhamento de ideias através de plataforma digitais.

Sobre seu personagem, Tozi conta que “foi assustadoramente inspirador humanizar o peixe cabeça de cobra. Esse trabalho de composição aconteceu de maneira fluida, e por isso eu não me dei conta do passo a passo das coisas. Me lembro de conversar com o Airoldi sobre o Grupo Cena 11 de Florianópolis, e relatar a preciosa pesquisa corporal que eles desenvolvem sobre o corpo em queda. Li sobre a zoantropia, que é um delírio onde a pessoa acredita, realmente, ser um animal. Esse personagem tem momentos de delírio, seja pela falta de oxigênio ou por estar há algum tempo bebendo a única fonte de água do bunker: a água do aquário.”

Sobre fazer uma sátira política, Tozi lembra que “o teatro brasileiro tem tradição no Teatro de Revista e que os quadros de sátiras políticas sempre foram um sucesso, pois dialogam diretamente com os conflitos atuais de uma sociedade. Usar o humor como ferramenta para a reflexão é uma forma autêntica de questionar os rumos de nossa sociedade. Tenho alguns mestres no teatro e um deles é o Jô Soares, que já criou personagens brilhantes satirizando os absurdos da política, como o Reizinho; o Julio Flores, o anarquista que era contratado para organizar greves; o quadro “presidente” ao lado de Francisco Milani; e tantos outros. O Jô é uma grande inspiração, sempre.”

Sinopse: Depois de 901 dias dentro de um bunker construído na pandemia do Corona Vírus, um homem se vê diante de seu último tubo de oxigênio. O que lhe resta de ar é o tempo que ele tem para registrar em vídeo qual o legado que ele gostaria de deixar para a humanidade .

Ficha Técnica

Texto e Direção: Marcello Airoldi. com: Giovani Tozi. Trilha Sonora Original: César Mello. Canção original: Oxigênio (Cesar Melo e Marcello Airoldi). Design de Luz: Cesar Pivetti. Figurinos: Fábio Namatame. Make e Arte: Louise Helène. Direção Audiovisual: Matheus Luz. Fotografia: Priscila Prad. Produção de Vídeo: Luz Audiovisual. Produtor Musical: Juninho Santos.Assistente de iluminação: Rodrigo Pivetti. Produtor Executivo: Bruno Tozi. Administração Financeira: Carlos Gustavo Poggio. Contadora: Andressa Cherione. Idealização: Giovani Tozi. Realização: Lei Aldir Blanc, Proac SP, Tozi Produções, Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Agradecimentos: Guilherme Sant’anna, Luiz Damasceno, Marcelo Lazzaratto, Marco Antônio Pâmio, Nilson Beranger (Eletro Mecânica), Neyde Veneziano, Sandra Corveloni.

SERVIÇO

Temporada online: de 30 de abril a 10 de maio de 2021 | sexta a domingo 20h. Espaço Cultural Bricabraque.
Ingressos: https://www.sympla.com.br/espacoculturalbricabraque.
Classificação: 12 anos | Duração: 50 minutos. GRÁTIS.

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