Peça Galileu Galilei


Depois do sucesso absoluto de temporada de 2015, Denise Fraga traz para Brasília a peça Galileu Galilei, de Bertolt Brecht, eleita Melhor Comédia de 2015 pelo Prêmio Arte Qualidade de Teatro e vencedora do Prêmio Governador do Estado de SP para Cultura, para a diretora Cibele Forjaz.

Quando protagonizou a produção “A Alma Boa de Setsuan”, texto de Bertolt Brecht que resultou em grande sucesso, a atriz Denise Fraga leu outra dramaturgia de autoria de Brecht, Galileu Galilei. “Cada vez que eu lia o texto, um frisson invadia meu peito. A origem de um projeto de teatro para mim é quase como uma fofoca. Ao ler a obra, é como se eu escutasse algo no ouvido que eu não pudesse deixar de passar adiante”, explica ela. O resultado desse sussurro inspirador é uma superprodução que já percorreu doze cidades e cumpriu temporada de sete meses em São Paulo, inclusive em CEU’s, colégios da periferia da cidade, e foi visto por mais de 80 mil pessoas. Agora, o espetáculo desembarca em Brasília para curta temporada, de 29 de abril a 1º de maio, no Teatro Unip.

Depois de tomar coragem, Denise decidiu interpretar o grande cientista italiano redesenhado por Brecht, que aliou humor e ironia aos fatos históricos e expandiu seu texto para além dos acontecimentos. Dono de um texto popular, Brecht acreditava no poder de divertir para se comunicar

Para dar corpo ao projeto, Denise Fraga convidou Cibele Forjaz para assinar a direção, com quem já tinha trabalhado, na leitura de Ponto de Partida, de Gianfrancesco Guarnieri. “Quando Denise me convidou, juntou a fome com a vontade de comer: o desejo de voltar a trabalhar com ela e a vontade de revisitar Brecht, que já havia montado no final dos anos 90”, destacou Cibele. Fã do autor, a diretora enxerga em sua protagonista uma atriz incansável, uma operária do teatro. Denise, por sua vez, acredita que Cibele é dona de uma sensibilidade que eleva a caixa cênica à dimensão dos sonhos.

Segundo a atriz, a grande estrela de Galileu Galilei é o poder da palavra. A clareza de raciocínio, o humor, o percurso da história, que conduz a um estado de reflexão. Se, em “A Alma Boa”, a questão principal era: “Como ser bom e ao mesmo tempo sobreviver no mundo competitivo em que vivemos?”, em Galileu Galilei, ela extrapola os limites do individual e pergunta: “Como posso ser fiel ao que penso sem sucumbir ao poder econômico e político vigente? Como contribuo para o avanço social sem me preocupar unicamente com meu conforto individual?”

O espetáculo propõe uma reflexão sobre o que somos, o que viramos, o quanto abandonamos de nós, a luta de classes, o “ser mandado” e “ser patrão”, a tirania do poder econômico, as liberdades de escolha e o preço a pagar por elas. “O que eu espero é divertir as pessoas com um espetáculo festivo e fazê-las sair do teatro pensando em qual será a nossa alternativa para escapar desta areia movediça. Reiterar a fé na ideia de que o conhecimento e a razão humana ainda são os melhores instrumentos de luta contra a repressão, a injustiça, a miséria e o único caminho possível para o avanço social”, acredita Denise.

Sinopse

Na Itália do século XVII, Galileu consegue construir um telescópio mais potente do que os já existentes e explora o céu de forma inédita. Com os satélites de Júpiter, ele finalmente comprova a doutrina de Copérnico, de que o Sol seria o centro do Universo e a Terra se moveria ao redor dele. Galileu passa a defender e a propagar esta ideia, apesar de saber que contrariava os preceitos da Igreja. Movido por sua nova e científica verdade, o genial estudioso viu os poderosos virarem as costas para os fatos que comprovava. Em tempos de Contra Reforma, como postular que Deus não era o centro do universo? Nem mesmo o prestígio e as amizades influentes o protegeram: Galileu foi perseguido pela Santa Inquisição, processado duas vezes, ameaçado de tortura e obrigado a negar publicamente suas descobertas. Somente três séculos depois de sua morte, o processo foi revisto e ele recebeu absolvição por parte da Igreja.

Brecht coloca em xeque o herói, seu significado social, a discutível necessidade de sua existência numa sociedade que compromete a liberdade em seus inevitáveis jogos de poder. Com isso, chama toda a plateia para compartilhar de sua questão. “Galileu Galilei nos faz acreditar que a história do mundo foi construída por homens que tinham suas fraquezas e suas dúvidas misturadas a seus atos de coragem e clareza”, atesta Denise.

Montagem

O espetáculo da diretora Cibele Forjaz desvenda o fazer teatral diante do público, com atores que manipulam o cenário e fazem a contrarregragem diante do público. Juntos, os dez atores trazem à cena uma profusão de formas, conceitos, parodias grotescas, cenas pungentes, emoção e riso, um estranhamento carnavalizado com a intenção de, talvez, criar um espetáculo genuinamente épico brasileiro. O elenco mistura atores parceiros de longa data de Denise e de Cibele: Ary França, Lúcia Romano, Théo Werneck, Maristela Chelala, Vanderlei Bernardino, Jackie Obrigon, Luís Mármora, Silvio Restiffe e Daniel Warren estão em cena para contar a saga do cientista.

A trilha sonora de Lincoln Antônio e Théo Werneck cria novas canções, ambientes sonoros e reinventa músicas originais de Hanns Eisler para a obra original de Brecht. Márcio Medina cria um espaço cenográfico que valoriza as inúmeras analogias ao movimento circular sugerido pelo texto. Os figurinos de Marina Reis passam pela Renascença e chegam até o futuro próximo, ora identificando épocas, ora sugerindo a atemporalidade das questões. A luz de Wagner Antônio contribui para criação de climas e espacialização, valorizando a ótica e a luz tão estudadas por Galileu.

Serviço

GALILEU GALILEI
DATA: 29 e 30 de abril e 1o. de maio de 2016.
LOCAL: Teatro Unip
ENDEREÇO: Conjunto B – SGAS Quadra 913, s/nº – Asa Sul
TELEFONE: 2192-7080.
DIAS E HORÁRIOS: 29 e 30 de abril (sexta e sábado), às 21h, e 1º de maio (domingo), às 19h
DURAÇÃO: 130 minutos
INGRESSOS: R$70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia entrada), à venda na bilheteria do teatro, em dias de apresentação, pelo site www.ingressorapido.com, e na Central de Ingressos do Brasília Shopping.
Desconto de 50% para compra de até 02 (dois) ingressos (inteira) para Clientes Bradesco, Avianca e Clube de Vantagens Correio Braziliense. Descontos não cumulativos.
CAPACIDADE: 500 espectadores
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: Não recomendado para menores de 12 anos.
INFORMAÇÕES: 8172-1960

Ficha Técnica

Direção Artística: Cibele Forjaz
Adaptação/Dramaturgia: Christine Röhrig, Cibele Forjaz, Maristela Chelala e Denise Fraga
Elenco: Denise Fraga, Ary França, Lúcia Romano, Théo Werneck, Maristela Chelala, Vanderlei Bernardino, Jackie Obrigon, Luís Mármora, Silvio Restiffe e Daniel Warren
Cenografia: Márcio Medina
Trilha Sonora: Lincoln Antônio e Théo Werneck
Iluminador: Wagner Antonio
Figurinista: Marina Reis
Visagista: Simone Batata
Preparação Corporal e Coreografia: Lu Favoretto
Preparação Vocal: Andrea Drigo
Fotos: João Caldas
Programação Visual: Philipe Marks
Produção Executiva: Lili Almeida
Direção de Produção: José Maria
Produção: NIA Teatro

Currículos

Denise Fraga
Atriz, autora de dois livros e produtora de teatro e cinema.

Entre os espetáculos teatrais em que atuou, destacam-se “Chorinho”, “Sem Pensar”, “A Alma Boa de Setsuan”, “A Quarta Estação” e “Trair e Coçar é só Começar”.Na televisão, desenvolveu diversos programas para o Fantástico na TV Globo, entre eles o quadro “Retrato Falado”, no ar por 8 anos, além de atuar em novelas, humorísticos e minisséries. Seus últimos trabalhos nesta linguagem foram os seriados “3Teresas” para GNT e “A Mulher do Prefeito” pela TV Globo, ambos em 2013.
No cinema, atuou em mais de 12 longa-metragens, entre eles: “Por trás do Pano”, “Cristina Quer Quer Casar”, “As Melhores Coisas do Mundo” e “Hoje”.
Em todas as linguagens, conquistou importantes prêmios nacionais e internacionais, como Grande Prêmio Brasil, Festival de Cinema de Gramado, Prêmio APCA, Festival Internacional de Cinema Latino Americano de Havana e o Candango no Festival de Cinema de Brasília.
Atualmente é colunista da Folha de São Paulo e da Revista Crescer.

Cibele Forjaz
Diretora e iluminadora teatral.

É docente e pesquisadora do Departamento de Artes Cênicas da ECA/USP desde 2006, onde leciona iluminação e direção teatral. É diretora artística do grupo de teatro Cia. Livre, com o qual encenou os seguintes espetáculos: “Toda Nudez Será Castigada”, de Nelson Rodrigues (2000/01); “Um Bonde Chamado Desejo”, de Tennessee Williams (2002,); “Arena Conta Danton”, de Fernando Bonassi (2004/06); “VemVai – O Caminho dos Mortos”, dramaturgia de Newton Moreno a partir de mitos e cantos de povos ameríndios (2007/09); “Raptada pelo Raio”, de Pedro Cesarino (2009/2010), “A Travessia da Calunga Grande”, texto de Gabriela Almeida (2012), Cia.Livre Conta Kaná Kawã, livre recriação de Pedro Cesarino do mito-canto Kaná Kawã do povo Marubo (2014) e “Maria que Virou Jonas ou A Força da Imaginação”, de Cássio Pires (2015). Em parceria criativa entre a Cia.Livre e outros grupos e artistas-criadores: dirigiu, entre outros:”Woyzeck”, de Georg Büchner (com Matheus Naschtergaele, 2002/03); “Rainha [(S)] Duas Atrizes em Busca de um Coração” de Cibele Forjaz, Georgete Fadel e Isabel Teixeira (2008/2011), “Bruta Flor”, de Claudia Schapira (com o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, 2009), “O Idiota – Uma Novela Teatral”, adaptação do romance de Dostoievski (com a Mundana Companhia, 2010/12), “Madame B”, de Jorge Louraço (Com Mariana Senne e Yeltxu, 2012/13), Xapiri Xapiripë – Lá onde a gente dançava sobre espelhos”, com a Cia.Oito Nova Dança (2014). Ganhou vários prêmios, entre eles, APCA 1989, Mambembe 1996, APCA 1998, Qualidade Brasil 2002, APCA e Shell 2004, Shell 2007 e APCA 2010.

Este Projeto foi realizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura
Promoção: Rádio Nova Brasil FM
Transportadora Oficial: AVIANCA
Patrocínio Exclusivo: BRADESCO
Realização: Ministério da Cultura e Governo Federal do Brasil – Pátria Educadora

Benefícios exclusivos:

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