O primeiro single do quarto álbum d’O Terno, Nada/Tudo, é a síntese da proposta conceitual unificadora da banda em vídeo, com recurso visual minimalista. É o amarelo (que representa o trabalho anterior, “Melhor do que Parece”) a ser lavado na tela até se tornar tanto todas as cores no branco quanto um vazio propositivo, onde o trio paulistano exerce em sonoridade e arranjos grandiosos e refinados a construção deste álbum “<atrás/além>”.

O quarto disco do conjunto trata da equação de unir tudo o que O Terno foi nestes 10 anos de existência até chegar a uma unidade em que o que importa é a música, qualquer que seja a categorização a sair da guitarra e da voz de Tim Bernardes, do baixo de Guilherme d’Almeida e da bateria de Biel Basile.

Na verdade, o grupo se posicionou estrategicamente em plano igual à orquestração e arranjos de metais e cordas do trabalho, evidentes em Nada/Tudo.

Violino, trombone e vibrafone se unem à tríade guitarra, baixo e bateria sob um fundo em amarelo sólido da tela. A cor é lavada durante os 4m17s da canção até ser substituída pelo branco, que define horizonte ilimitado para a banda. Isso é perceptível no texto da música, já que trata de assuntos abstratos como silêncio e de objetos palpáveis como a citação de nomes de amigos.

“O disco todo traz essa marca de referências assimiladas e a não a premeditação ao se fazer (o disco)”, sugere o cantor e compositor Tim Bernardes.

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