Leticia Wierzchowski, de “A casa das sete mulheres”, cria protagonista que se alimenta de palavras na Polônia da II Guerra Mundial no livro ”O menino que comeu uma biblioteca”

O menino que comeu uma biblioteca
Leticia Wierzchowski
280 páginas
R$ 39,90
Editora Bertrand Brasil| Grupo Editorial Record

Rodeado de livros, Josik mora em uma casa velha no interior da Polônia. A muitos e muitos quilômetros dali, Eva vive com sua avó em uma cidade simples do Uruguai. Enquanto o passatempo do menino e de seu avô é mergulhar na literatura, a menina se distrai com as cartas de tarô da avó. E é assim que as vidas de Eva e Josik se cruzam.

Em uma tarde de verão sob uma figueira centenária, Eva vê nas cartas a imagem de Jósik comendo a biblioteca de seu avô Michael. Ele estava escondido numa sala lotada de livros. Do lado de fora, o exército nazista avançava com seus tanques e soldades armados de fuzil.

A partir daí, a menina começa a acompanhar os infortúnios de Jósik e luta para mudar seu próprio destino, também marcado pela falta de perspectiva e tristeza.

“O menino que comeu uma biblioteca” é uma fábula sobre a guerra, a literatura e o amor.

Trecho

Ele começou com Conrad e, então, passou para Shakespeare, que o alimentou por toda uma quinzena. Depois, dedicou-se a Kafka, Tolstói e Oscar Wilde – um judeu,um russo e um homossexual; vejam só, três exemplos de tipos muito malvistos na tenebrosa época na qual começa esta história. Esses três gênios sustentaram as tripas do menino em questão por um longo, gélido e branco inverno polonês.

E, então, ao final de um verão azul em Terebin, o imortal Shakespeare, cuja obra, traduzida em várias línguas, ocupava muitas estantes da vasta biblioteca, voltou a ser o principal ingredienteda sua dieta, mantando o menino saciado em seu esconderijo que cheirava mofo. enquanto as prateleiras se esvaziavam gradativamente para encher-lhe a barriga faminta.

Leticia Wierzchowski nasceu num inverno em Porto Alegre. Estreou na literatura em 1998 com o romance “O anjo e o resto de nós”. Com 28 livros publicados, entre ficção adulta e infantil, tem obras editadas em Portugal, na Espanha, Croácia, Alemanha, França, Itália, Grécia Sérvia e Montenegro. O best-seller “A casa das sete mulheres” foi adaptado pela Rede Globo em 2003, em uma série veiculada em mais de 40 países.

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