Universo de Jean Cocteau conduz encenação do diretor Fernando Guimarães. Todas as personagens ignoram o que pode haver de censurável em seus sentimentos.

O amor é um pássaro selvagem com temporada, de 11 a 15 de dezembro, no Teatro Dulcina aborda a idealização amorosa e as suas expectativas em um cotidiano fracassado. A partir do universo do dramaturgo Jean Cocteau – que à época se valeu de um novo invento, o telefone – para dissecar a crueldade e as mentiras presente nos comportamentos humanos em acontecimentos amorosos. Sempre, às 20h, com entrada franca.

O espetáculo teatral, título “emprestado” de um ária de Carmen, de Verdí, no qual cinco personagens sozinhas: ou seriam uma somente, refletem enquanto aguardam o telefonema do amado. Todas as personagens ignoram o que pode haver de censurável em seus sentimentos. Não possuem consciência crítica do que se passa nesta espera, por isso não conseguem escapar das emoções, da debilidade dos estados físicos e mentais. Uma das personagens comenta, “só vivo por ele, sem ele minha chama apaga. Sem ele torno-me um fantasma. Eu sou um fantasma”.

Quem é essa mulher (es) que sozinha (s) em um quarto aguardam comunicar-se com seu amante – nem que seja por um fio telefônico – que acaba de deixá-la por outra. Ela tenta agarrar-se ao seu amor perdido enquanto um homem ausente se esforça para deixar uma mulher que ele não ama mais.

“ A verdade não está na superfície mas escondidas nas camadas mais distantes da epiderme, numa região em que o bem e o mal se misturam, numa unidade sem espaço e tempo. Assim são essas personagens, que desejam a luz como recompensa, como um mergulho no escuro, em áreas tenebrosas que dependiam de possibilidades de mais clarezas do parte do amado”, resume Cocteau.

Segundo o diretor Fernando Guimarães o telefone pode ser visto como uma metáfora, uma abstração, que as transportam a outras dimensões. “Sentimentos, desejos e corpos se mostram verdadeiros quando tudo está por um fio que alimenta ou que perturba”, frisa.

Serviço

O amor é um pássaro selvagem
Temporada | 11 a 15 de dezembro, 20hs
Local | Teatro Dulcina de Moraes, Setor de Diversões Sul – CONIC
Entrada | Gratuita – distribuição de ingressos uma hora antes do espetáculo
Classificação indicativa | 14 anos

Concepção, Direção, Cenário | Fernando Guimarães
Elenco | Gutenberg Lima, Lucas Lima, Luana Coelho, Luana Rosa, Moema de Osíris, Rafaela Queiros, Sérgio Tavares, Shayana Villardo e Tabata Valadares.
Assistente de Direção | Adair de Oliveira
Desenho de luz | Dan Kuae
Preparação vocal | Gil Macedo
Figurinos, produção executiva | Direção e elenco
Assessoria de imprensa | Agência KB Comunicação
Fotos | Studio Sartoryi
Assistente de palco | Eduardo Jayme
Direção técnica | Josenildo de Sousa

Anterior Sextas Musicais com Oswaldo Amorim no CTJ Hall
Próximo Teatro, dança e exposição movimentam Samambaia