*Daniel Bydlowski

Baseada no livro “Jurassic Park”, de Michael Crichton, a série da plataforma de streaming Netflix, Jurassic Park: O Acampamento Jurássico chega às telas brasileiras. E com isso volta a magia em forma de animação que promete surpreender as crianças e os adultos também com a nostalgia do filme de Steven Spielberg que encantou os anos 90.

Seis jogadores ganham uma estadia VIP no acampamento após serem os primeiros a chegarem ao final do game mais famoso sobre dinossauros. Claro, que como a maioria das crianças, criam confusões e colocam o trabalho de anos de cientistas em risco, além de suas próprias vidas.

Com animações extremamente bem-feitas, lembrando um pouco o estilo mangá, o enredo é típico das histórias de Spielberg, tudo vai bem até que os dinossauros, enlouquecidos e provocados, começam a atacar.

A história se passa na mesma ilha fictícia original do filme, Nubar. Apesar de ser bastante contemporâneo, no quesito das crianças de hoje em dia, entre youtuber, nerd e adolescentes diferentes um dos outros, ainda resta toda a experiência maravilhosa dos clones, dos tipos de dinossauros e tecnologias para segurança dos visitantes.

A produção executiva é de Spielberg, o que nos deixa aliviados e ansiosos pelas próximas temporadas e, ainda, tem Scott Kreamer e Lane Lueras como showrunners.

Entre algumas trapalhadas e outras, a aproximação dos dinossauros começa inofensiva e termina no grande caos que todo Jurassic Park apresenta. As engenhosidades dos ilhados os salvam, por enquanto, mas a sobrevivência ainda está ameaçada.

O sensacional sobre a série é que ela proporciona um estilo diferente de entretenimento. Eles entram um pouco na questão da genética, ensinam sobre o desenvolvimento e como cada dinossauro se comporta, e isso é um ótimo jeito de prender as crianças e fazer com que entendam um pouco sobre esse universo. Ainda, tem um contexto de espionagem de outra empresa que também quer produzir dinossauros.

Pode até parecer mais do mesmo, mas todo aquele encantamento de ver os dinossauros sendo criados, os ataques, as formas inteligentes que a comunidade desses animais se organiza para o ataque, a perspectiva de união entre os personagens para sobreviver, são contexto que com certeza nunca é demais. Além de fazer com que o público se depare com uma provável morte.

Sim, é Jurassic Park! E você vai sentir toda a tensão, magia e certeza de que ainda temos que falar de Steven Spielberg e o maravilhoso universo criado por ele.

Sobre o cineasta:

O cineasta brasileiro Daniel Bydlowski é membro do Directors Guild of America e artista de realidade virtual. Faz parte do júri de festivais internacionais de cinema e pesquisa temas relacionados às novas tecnologias de mídia, como a realidade virtual e o future do cinema. Daniel também tenta conscientizar as pessoas com questões sociais ligadas à saúde, educação e bullying nas escolas.

É mestre pela University of Southern California (USC), considerada a melhor faculdade de cinema dos Estados Unidos. Atualmente, cursa doutorado na University of California, em Santa Barbara, nos Estados Unidos.

Recentemente, seu filme Bullies foi premiado em NewPort Beach como melhor curta infantil, no Comic-Con recebeu 2 prêmios: melhor filme fantasia e prêmio especial do júri. O Ticket for Success, também do cineasta, foi selecionado no Animamundi e ganhou de melhor curta internacional pelo Moondance International Film Festival.

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