O direito à cultura do Teatro Oficina inicia o ciclo de palestras NSConvida

O No Setor Convida do dia 3 de junho, conversa com Marília Gallmeister arquiteta cênica, urbanista, associada e conselheira fiscal do Teatro Oficina Uzyna Uzona, que está, desde sempre, empenhado na defesa da classe artística. Durante a pandemia, o teatro suspendeu as temporadas de março e abril e tem tentado alternativas para pagar os cerca de 60 artistas que trabalhariam na montagem das peças, como doações ou o ingresso solidário, que dá direito à entrada em eventos quando houver a reabertura do local.

A atual sede do Teatro Oficina foi inaugurada em 1993 na rua Jaceguai, no Bixiga, zona central de São Paulo, e em 2010 foi tombado como patrimônio histórico nas esferas federal, estadual e municipal. O terreno ao lado do espaço vinha sendo disputado na justiça com o grupo de Silvio Santos, que construiria ali prédios, garagem subterrânea e lojas. A defesa do teatro alegava que o empreendimento prejudicaria sua estrutura e tinha outros planos para o lugar, como a criação do Parque Bixiga.

O Iphan chegou a liberar a construção, mas a negativa das outras instâncias barrava o processo. Em fevereiro deste ano foi aprovado o projeto de lei que determina a implementação do Parque Bixiga, mas ainda falta a sanção do prefeito Bruno Covas.

Na edição da abertura do ciclo de debates do NSConvida, Marília vai falar sobre a luta que envolve a defesa do próprio teatro “em poesia, arquitetura e luta social”. As outras edições também pensam na lógica do território. “Os centros urbanos, como o SCS, são espaços de reflexão sobre os problemas e contradições do país, por isso trazer convidados que pensem no Direito a Cidade”, destaca Ian Viana, organizador do projeto. Os próximos temas serão sobre ocupação dos espaços públicos, política de drogas nos centros urbanos, economia, meio ambiente e o olhar sobre os invisíveis.

NSConvida

Projeto de debates iniciado em 2018 em que especialistas, acadêmicos e personalidades artísticas são convidados a apresentar suas experiências sobre assuntos cotidianos. Entre 2018 e 2019 foram cerca de 20 encontros com debates sobre música, saúde feminina, patrimônio dos espaços públicos, literatura, luta antimanicomial, jornalismo cultural, arte, população em situação de rua e outros. O projeto era presencial e agora migra para o ambiente online.

Marília Gallmeister

Arquiteta, urbanista, artista e povo de teatro. Atua no teatro há 14 anos, 9 deles como arquiteta cênica, urbanista, associada e conselheira fiscal do Teatro Oficina Uzyna Uzona. Integra o coro que movimenta a luta pelo Parque do Bixiga, no centro de São Paulo. Em 2013 participou da X Bienal Internacional de Arquitetura, em São Paulo, no projeto Residência Bixiga, na elaboração do projeto Anhangabaú da Feliz Cidade. Atuou e atua na criação e execução de projetos expográficos. Integra o coletivo Terreyro Coreográfico. E, ao longo desses anos, desenvolveu e tornou público experiências em publicações diversas como a Mitológicas, pelo Terreyro Coreográfico, a Bigorna, pelo Teatro Oficina, artigos nas revistas eletrônica Observa São Paulo, Vitruvius, Revista Celeuma, Continente, entre outras.

Na pandemia e isolamento social vem criando, em coro, estratégias para manter vivo o fogo de luta pelo Parque, as antenas ligadas no território Bixiga e o cultivo e permanência do Teatro Oficina, fechado desde 14/03.

Serviço

No Setor Convida
Marília Gallmeister| Teatro Oficina: poesia, arquitetura e luta social
03/06
20h
Transmissão: @nosetor | insta
Classificação indicativa livre

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