A Mostra Residência Nós No Bambu apresenta o resultado estético do encontro de nove artistas latino-americanos com a arte corpo bambu, pesquisada há 15 anos pela Cia Nós No Bambu.

A Mostra é uma criação coletiva, após processo imersivo de um mês, na sede da companhia, o Galpão Bambu – espaço de criação, também é o marco de lançamento da Rede Mundial Arte Corpo Bambu, que já inicia com a participação de 5 países: Argentina, Brasil, Costa Rica, México e Peru.

E no encerramento do evento, show com a banda Saci Wèrè e seu redemoinho poético.

Residência Nós No Bambu – RNNB

A Residência Artística Nós No Bambu é um projeto de compartilhamento e multiplicação de uma tecnologia cultural contemporânea única no mundo: a arte corpo bambu. Apoiado por Rumos Itaú Cultural 2017-2018, foi um dos 109 selecionados, entre 12.616 registrados, sendo o único contemplado no Distrito Federal e um dos quatro do tema Circo em todo o Brasil.

Desenvolvida e burilada ao longo de 15 anos pela Cia Nós No Bambu, em um processo de pesquisa continuada e redimensionamento permanente, a arte corpo bambu plasma fronteiras a partir do hibridismo de linguagens artísticas, métodos e produção de significados. Esse DNA multifacetado, entrelaçando dança acrobática, teatro e esculturas artesanais de bambu deu origem a seis espetáculos e diversas performances e números.

TEIA
TEIA | Foto: Daniel Lavenere

A convocatória para a RNNB mobilizou 161 inscritos, de 10 países, no processo seletivo que escolheu quatro artistas brasileiros e quatro latino-americanos. Os artistas estão em processo de imersão, de 27 de abril a 25 de maio, no Galpão Bambu – espaço de criação, situado no Núcleo Rural Córrego do Urubu – Brasília. Neste período, estão estudando Bambuzeria – técnicas de construção de instrumentos acrobáticos artesanais de bambu, e repertório acrobático e técnicas corporais e cênicas largamente pesquisadas pela Cia Nós No Bambu.

Mostra Residência Nós No Bambu

O resultado estético deste rico encontro é decantado na Mostra Residência Nós No Bambu, que mescla técnicas acrobáticas – parada de mãos, acrobacia solo e aérea – dança, manipulação de objetos e teatro. Os artistas atuarão no Galpão Bambu e nos belos jardins do local ocupando espaços diversos.

Rede Mundial Arte Corpo Bambu

A Mostra também celebra o lançamento da Rede Mundial Arte Corpo Bambu, que já inicia com a participação de 5 países: Argentina, Brasil, Costa Rica, México e Peru. Os fundadores da ReBU acreditam no potencial ilimitado e nos benefícios oriundos da interação artística entre corpos humanos e formas de bambu. Durante a Mostra, os fundadores da Rede Arte Corpo Bambu lançarão seu manifesto e divulgarão sua agenda inaugural.

Para saber mais sobre a Cia. Nós No Bambu

www.nosnobambu.com.br
Instagram  @nosbambu
facebook.com/nosnobambu

Serviço

Mostra Residência Nós No Bambu
Dia 25 de maio, 19h
Encerramento show Saci Wèrè
Galpão Bambu-espaço de criação
Localização https://goo.gl/bsbwde
Entrada – contribuição espontânea

Dica importante

O espaço fica numa área rural, para sua comodidade traga casaco e venha com sapatos confortáveis e sem salto

Cia Nós No Bambu

Corpos, bambus e movimento: assim nasce a Cia Nós No Bambu. Sua poética inovadora é resultado de duas linhas de pesquisa continuada: 1) material: o bambu e suas características, a investigação de soluções construtivas e a criação de instrumentos artesanais de bambu, e; 2) imaterial: formas de interação cênica com estes instrumentos, com foco em dança e acrobacia. Os artistas da Companhia aprendem a lidar com o desafio constante da adaptação de tato e força ao bambu, um material natural suscetível às variações climáticas.

Nós No Bambu conta quinze anos de amadurecimento na arte corpo bambu. Suas atividades têm origem no desdobramento artístico do Sistema Integral Bambu, criado pelo professor de Educação Física Marcelo Rio Branco, de Brasília/ DF. Assim surge a dança acrobática em instrumentos/esculturas artesanais de bambu, expressão inovadora contextualizada no abrangente Circo Novo.

O repertório da Companhia soma seis espetáculos, além de diversas performances e números. Em 2008, Nós No Bambu levou ao grande público Uirapuru Bambu – espetáculo performático. Em 2010, estreou ULTRAPASSA!, inspirado nas provas de corrida de aventura. Em 2012 nasceu Desdobrar, montagem que originou o curta-metragem Desdobráveis. TEIA (paralaxes do imaginário), 2013, nasceu de intenso intercâmbio com artistas europeus. O quinto espetáculo, Mar sem Beira, de 2017, prova como a arte corpo bambu é um vasto campo de inovação e renovação. O Vazio É Cheio de Coisa (2018) mostra como um corpo e um bambu se bastam.

Ao longo desta jornada, a companhia se nutriu de diversas tradições e linhas de trabalho, como dança moderna, dança contemporânea, ginástica artística, comicidade física, contato e improvisação, antropologia teatral, dança do ventre, cultura do movimento, pilates, butoh etc. Estas ricas trocas foram possíveis graças ao contato com diferentes diretores e colaboradores, cursos e treinamentos continuados.

O bambu, material que inspira e sustenta a Cia Nós No Bambu, dá origem a uma arte sustentável, por ser uma matéria-prima renovável de rápido crescimento e baixo impacto ambiental. Esta gramínea é uma verdadeira amiga da humanidade em seu desenvolvimento graças às suas características propícias a incontáveis aplicações. Nós No Bambu a coloca em cena como metáfora de uma relação de harmonia possível entre os humanos e o Planeta Terra.

Saci Wèrè

Saci Wèrè é antropofagia desvairada da latinidade. É carimbó, é rock-macumba, é afrobeat. Um
redemoinho poético. O show é um rito: dança, suor, eletricidade – e também delicadeza. Há dois anos a banda vem criando uma proposta artística de fusão; não apenas entre vários estilos musicais, mas também entre as próprias modalidadaes da arte (música, dança, performance).

E assim tem traçado seu caminho: em dezembro de 2018 ganhou três prêmios no festival de Música da Rádio Nacional, incluindo o de melhor música; a banda foi também uma das 20 selecionadas entre 2592 inscritas para tocar no 25° WebFestvalda (RJ); tocou no Cena Contemporânea (DF) e em diveros festivais de música, programas de TV e rádio, entre outros. Está na pré-produção do seu primeiro albúm, financiado pelo FAC-DF e com lançamento previsto para o 1° semestre de 2019.

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