“Megalomania” sobrepõem registros ao vivo da banda Mustache e os Apaches, em sua forma mais espontânea, seja em pleno ato ou nos bastidores

Mustache e os Apaches estão lançando videoclipes de algumas faixas, como Gôndola, disponibilizado no canal do YouTube da banda em maio, e agora, a canção Megalomania ganha um vídeo que deixa revelado o lado mais descontraído dos integrantes Axel Flag (Voz, Viola, Percussão), Lumineiro (Voz, Percussão), Pedro Pastoriz – (Voz, Banjo, Violão, Kazoo), Rubens Vinícius (Voz, Bandolim, Slide) e Tomás Oliveira (Voz, Baixo).

As imagens aparecem intercaladas entre o preto e branco e o colorido, são registros da banda dos dois lados das cortinas. A ideia foi a de deixar à mostra a naturalidade e espontaneidade do grupo e seu apreço pelo teatro. Cada vez mais, a banda coexiste entre a música e as artes cênicas. Inclusive, o Mustache e os Apaches vem desenvolvendo um trabalho junto à diretora de teatro Tatiana Vinhais, responsável tanto por incendiar o lado teatral da banda, mas também pelo desenho de luz do novo espetáculo que será apresentado no Auditório Ibirapuera.

Megalomania, terceira faixa do disco Três, é uma composição sobre a mania da grandeza e o egocentrismo. “Os pontos cardeais estão a mim equidistantes / entre grafites um diamante / entre dois a maioria / entre pretéritos o mais que perfeito / entre idéias comuns epifania”, cantam em parte da letra. “Nota-se nos versos da canção e na performance do grupo a maneira descontraída de compor e interpretar músicas que traduzem e criticam as décadas iniciais do chamado ‘século do ego’ que favorece a ascensão de figuras ‘megalomaníacas’”, explica Pedro Pastoriz.

Os vídeos foram feitos no Estúdio Nimbus e também no lançamento do álbum que aconteceu na Casa Natura Musical. Os responsáveis pela captação das imagens foram Cyndi Omoto e Alex Oliveira, que inclusive ligaram as câmeras nos camarins. O videoclipe foi dirigido pelo colombiano Juan Tijeras. Em passagem pelo Brasil, o mochileiro diretor já editou outros três clipes da banda.

Três

Com influências latino-americanas e recheado de romantismo, sarcasmo e a característica ironia bem-humorada do grupo, Três resgata às origens acústicas do grupo, que comemora 10 anos no próximo ano. Além disso, dentre as nove músicas do disco, tem participação especial do cantor e compositor Renato Teixeira na rancheira O Sol, faixa carregada pelo espírito da música caipira brasileira, desde o sotaque até melodia e ritmo. A união com o artista surgiu da identificação com temas, timbres e arranjos presentes no álbum.

Shows

As apresentações da banda trazem o espírito das ruas aos palcos, enquanto o grupo anexa instrumentos tradicionais de diferentes regiões como o bombo leguero, o derbake e a cuíca, além de equipamentos nada convencionais, como o Harpa de Taças, o kazoo e o contrabanjo construído pelo baixista da banda, Tomás Oliveira. No show do Auditório Ibirapuera, eles vão contar com a presença do percussionista convidado Fernando Lima, que tem acompanhado o grupo.

FICHA TÉCNICA MEGALOMANIA

Direção e edição – Juan Tijeras
Imagens – Cyndi Omoto e Alex Oliveira

LINKS

Facebook
Instagram
Youtube
Site

FORMAÇÃO

Axel Flag – Voz, Viola, Percussão
Lumineiro – Voz, Percussão
Pedro Pastoriz – Voz, Banjo, Violão, Kazoo
Rubens Vinícius – Voz, Bandolim, Slide
Tomás Oliveira – Voz, Baixo
Fernando Lima – Percussão (convidado)

Sobre Mustache e os Apaches

A banda começou sua trajetória em 2010, nas ruas de São Paulo, influenciada pela música latina e pelas jug bands, bandas acústicas por essência que tocavam um repertório de músicas tradicionais do blues, jazz, country e folk, gêneros muito presentes no primeiro álbum homônimo do grupo, lançado em 2013 com turnês no Brasil e na Europa.
O disco foi seguido pelos compactos Chuva Ácida (2014) e Durepox (2016) e pelo álbum Time Is Monkey (2015).

O grupo já percorreu importantes festivais e palcos, entre eles Auditório Ibirapuera, Circuito Sesc de Artes, Circuito Cultural Paulista, MIS e Memorial da América Latina (SP), Caixa Cultural (SP e Recife), Festival Macondo (RS), Festival Picnik (Brasília/DF), Teatro Rival e Imperator (RJ), Bar Opinião e Teatro da CCMQ (Porto Alegre), Festival Fartura (BH e SP), Festival Coala (SP), Samsung Blues Festival, Bourbon Jazz/Blues Festival (Paraty, Ilhabela e Paranapiacaba).

Na turnê européia, a banda se apresentou em bares, festivais e teatros como o Comptoir Generale (Paris), At Solo (Londres), Festival Antitapas e Madame Moustache (Bruxelas), De Centrale (Gent/BE), Fuchsundelster e Badehaus (Berlim), Vlese Cafe (Praga), entre outros.

Além disso, o grupo produziu a trilha original da série “Lili, a Ex” (GNT) na 1a e 2a temporadas, teve músicas veiculadas em filmes como “Meu Passado me Condena 2”, “O Concurso”, “Carrossel” e “Modo Ave”. Tocou e atuou nas novelas “Cheias de Charme”, “Meu Pedacinho de Chão”; e “Em Família”, da TV Globo. Em 2015, foram finalistas na categoria de “Melhor Grupo Popular”, do 26º Prêmio da Música Brasileira.

Anterior CURSO APRENDA A CANTAR COM MÁRCIA TAUIL
Próximo Anúncio dos três vendedores no II Salão Mestre D’Armas