Mostra Rodrigo Sassi


Recente produção do paulistano Rodrigo Sassi, inédita na capital, tem o concreto e outros materiais da construção civil como matéria prima

A CAIXA Cultural Brasília inaugurou a mostra Prática comum segundo nosso jardim, com esculturas e gravuras de Rodrigo Sassi. Ainda inédita na capital federal, a recente produção do artista paulistano mescla arquitetura, arte, processo criativo e sustentabilidade em obras que tem concreto e materiais da construção civil como matéria prima. Com curadoria de Juliana Monachesi, a exposição ocupará as Galerias Piccola I e II, além do Jardim das Esculturas no espaço cultural. As obras ficam em exibição até 27 de março, de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

A cidade e as pessoas que a habitam são o ponto de partida da narrativa de Rodrigo Sassi nas obras que refletem a poesia da vida diária nos grandes centros urbanos, onde os corpos se movem pelas ruas sinuosas e convivem com a onipresença do concreto e das construções finalizadas, inacabadas ou em andamento. Nas 10 obras que compõem a mostra, o artista apresenta o inanimado em oposição ao orgânico com as sobras e os rejeitos das construções fazendo um elo entre eles. As formas de concreto armado, que no canteiro de obras têm função específica, foram escolhidas exclusivamente por sua estética. Mesmo com grandes dimensões– algumas têm até 6 metros de comprimento –, as esculturas são leves e elegantes.

Desde 2013, Sassi tem experimentado o aproveitamento de materiais utilizados em suas obras para desenvolver outros projetos. A pesquisa, que começou nas ruas, seguiu para o ateliê, onde o que era tridimensional (as esculturas), abriu espaço para o bidimensional (as gravuras e suas matrizes). Nesse processo, as sobras da madeira utilizada para fazer as esculturas serviram para a confecção de matrizes para monotipias e xilogravuras. A construção conceitual da produção do artista surgiu ainda no final da sua adolescência, principalmente com o grafite e suas intervenções urbanas.

O artista

O paulistano de 34 anos, formado em artes plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) em 2006, apresenta a arquitetura e a construção civil não como uma inspiração mas como um meio com o qual relaciona sua obra. A forte relação com as ruas o levou a perceber o concreto não apenas como matéria, mas como elemento quase que essencial na estruturação do habitat e, consequentemente, na estruturação de uma sociedade. Dessa forma, o artista explora o concreto como forma de interação com as pessoas.

Serviço

Exposição Prática comum segundo nosso jardim
Local: Galerias Piccola I e II e Jardim das Esculturas na CAIXA Cultural Brasília (SBS Quadra 4, Lotes 3/4)
Visitação: Até 27 de março de 2016; de terça-feira a domingo, das 9h às 21h
Classificação Indicativa: livre

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