Monólogo musical Janis


O espetáculo Janis, monólogo musical com Carol Fazu, fica até 28 de novembro no Teatro Eva Hertz – Livraria da Cultura do Shopping Iguatemi e fica em cartaz duas semanas, vai mostrar um pouco de Janis Joplin, a cantora com voz forte e marcante, lembrada pela atitude rebelde da geração beat, os temas de dor e perda de suas músicas e a trajetória de 10 anos vividos intensamente, que transformou a menina que cantava no coro local de sua cidade no Texas na principal voz branca de rockblues de todos os tempos.

A atriz brasiliense Carol Fazu tem uma ligação antiga com Janis Joplin, da qual é fã. Idealizado por ela, este espetáculo traz um texto inédito do diretor e dramaturgo Diogo Liberano, direção de Sergio Módena e direção musical de Dillo. Carol estará sozinha no palco, acompanhada de cinco músicos, evocando Janis, que marcou uma geração e é reverenciada até hoje como uma de nossas maiores cantoras.

Janis traz uma dramarurgia que mistura aspectos biográficos e ficcionais e texto entremeado de canções, em que a atriz vai à essência e às emoções do personagem, sem reproduzir nem imitar a cantora. “Essa Janis é uma junção de muitos pontos de vista sobre a vida da cantora. Tem um pouco das minhas experiências, um tanto de invenção, muitas falas ditas originalmente por Janis e também aquilo que a própria atriz Carol Fazu trouxe ao projeto”, descreve o dramaturgo.

Em cena, uma trama inédita e original inspirada na vida e obra de Janis Joplin, personagem intensa, contestadora, que não abriu concessões e foi um retrato de sua geração e da contracultura dos anos 60. Está lá o universo da cantora, o que viveu, as emoções que experimentou pela vida e suas refexões sobre solidão, ambição, sucesso, amor, sexo, culpa, rejeição, família, etc. Sentimentos atemporais, comuns a todos nós hoje. Com 14 músicas, é um espelho do que ela vivenciou na vida e colocou em suas canções, que são sucesso até hoje.

Neste monólogo musical Carol faz uma homenagem à Janis, interpretando as histórias permeadas por suas canções como Cry Baby, Little Girl Blue, Kozmic Blues, Maybe, Me and Bobby McGee, Piece of my Heart, Mover Over, Mercedez Benz, Tell Mama e Try (Just a Little Bit Harder).

Janis Joplin cresceu no Texas ouvindo músicos de blues e cantando no coro local. Fez de sua voz a sua caracterísitca mais marcante, tornando-se um dos ícones do rock psicodélico e dos anos 60. Todavia, problemas com drogas e álcool encurtaram sua carreira. Morta em 1970, aos 27 anos, de uma overdose de heroína possivelmente combinada com os efeitos do álcool, Janis cultivou uma atitude rebelde e se vestia como os poetas da geração beat.

O sucesso veio depois de suas apresentações no Festival Pop de Monterey em 1967, quando se transformou numa estrela. Mais. Provou que branco podia cantar blues. Também exibiu outro tipo de beleza e sensualidde, que nada tinham a ver com as mocinhas bem-comportadas. Enquanto cantava, virava a cabeça como se estivesse chicoteando com os próprios cabelos. O público se apaixonou por ela e, Janis, mais do que uma cantora, se transformava no símbolo feminino do rock.

Seu quarto e último álbum Pearl foi lançado seis meses após sua morte e alcançou o primeiro lugar nas paradas com Me and Bobby McGee. E o sucesso continuou. Janis Joplin passou à condição de mito.

Solitária no meio da multidão, frustrada no auge do sucesso, Janis Joplin, a menina do Texas, não conseguiu sobreviver às pressões da vida. Mas sua fulminante trajetória bastou para trazer para o rock, definitivamente, a emoção do blues sem meias palavras, a sensualidade explícita, a tristeza cortante. E a sensação de que viver é correr todos os riscos.

Sinopse

O espetáculo evoca a figura essa grande e emblemática cantora para abordar temas comuns a todos nós. No palco, Janis Joplin faz uma profunda reflexão sobre fama, perda, arte, sucesso, família e solidão ao analisar sua própria vida. Misturando suas canções mais icônicas com os textos escritos por Diogo Liberano, a peça vai compondo um retrato ao mesmo tempo fiel e criativo dessa artista que buscava, antes de tudo, ser amada por quem ela realmente era.

Serviço

Espetáculo: monólogo musical Janis, com Carol Fazu
Local: Teatro Eva Herz – Livraria da Cultura do Shopping Iguatemi – Brasília (SHIN CA 4, Lota A, Lago Norte – Bilheteria: 2109-4718 / Informações: 4103-2273)
Datas: 18 a 21 e 25 a 28 de novembro – quarta a sábado
Horário: 20hs
Preços: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada)
Vendas: no site ingresso.com, a partir de 10 de novembro, e na bilheteria do teatro somente no dia da estreia
Duração: 80 minutos
Capacidade: 198 lugares
Classificação: 12 anos

Carol Fazu

Carol estudou música na Escola de Música de Brasília e depois teatro e TV, no Rio de Janeiro, onde fez cinema, novelas e teatro. Na TV Globo fez as novelas Insensato Coração, Escrito nas Estrelas e Viver a Vida, a minisérie A Téia, e os seriados Cilada, A Grande Família e Tapas e Beijos. No teatro seus últimos espetáculos foram Mulheres de Caio, peça baseada em quatro histórias do escritor Caio Fernando Abreu, com direção de Delson Antunes, e Anônimas, com direção de Roberto Naar. No cinema trabalhou com os diretores Lula Buarque de Hollanda, Breno Silveira e Flávio Tambellini. Carol se interessa também pela escrita; estudou roteiro com os globais Márcio Trigo e Celso Taddei, é autora do curta Oito, da peça Ainda não Terminei de Gostar de Você e é integrante do núcleo de criação para audiovisual da FM Produções. Em 2014, realizou seu primeiro trabalho internacional, a série Revê Sans Faim, uma coprodução França/Costa do Marfim.

Sergio Módena

É bacharel em Artes Cênicas pela Unicamp é também formado pela École Philipe Gaulier, em Londres, onde realizou especializações em Shakespeare, Tchecov e Melodrama. Seus trabalhos mais recentes como diretor são: Politicamente Incorretos, de Ana Velloso; Ricardo III, de Shakespeare; A arte da comédia, de Eduardo de Fellippo; Forró Miudinho, Bossa Novinha – A festa do pijama e Sambinha, ambos musicais de Ana Velloso; A revista do ano – O olimpo carioca, de Tânia Brandão; As mimosas da Praça Tiradentes, de Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche; e o show Paleto de Lamê – Os grandes sucessos (dos outros). Adaptou o conto O soldadinho e chumbo, de H. C. Andersen para o espetáculo O Soldadinho e a Bailarina, com Luana Piovami e direção de Gabriel Villela. Seus últimos trabalhos receberam indicações nos principais prêmios do Rio de Janeiro: Ricardo III nos prêmios Cesgranrio, Shell, APTR, FITA e APCA-SP, A arte da comédia nos prêmios Cesgranrio, Shell, FITA e APCA-SP e os musicais Sambinha e Bossa novinha (prêmios Zilka Salaberry e CEBTIJ).

Diogo Liberano

Artista-pesquisador, é graduado em Artes Cênicas – Direção Teatral pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-graduando do Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena (PPGAC) pela mesma instituição. É professor da Faculdade CAL de Artes Cênicas e diretor artístico da companhia carioca Teatro Inominável, criadora dos espetáculos Não Dois; Vazio É O Que Não Falta, Miranda; Como Cavalgar Um Dragão; Sinfonia Sonho; Concreto Armado; e da performance O Narrador.
Como diretor, destacam-se também Vermelho Amargo, de Bartolomeu Campos de Queirós, e Uma Vida Boa, de Rafael Primot. Como dramaturgo: com direção de Inez Viana, Maravilhoso, dramaturgia indicada ao 8º Prêmio APTR de Teatro, e Laboratorial, dramaturgia criada em comemoração aos 25 anos da Cia dos Atores, com direção de Cesar Augusto e Simon Will. Em 2015, além de Janis, escreveu Santa (dramaturgia original para a Angela Vieira com direção de Guilherme Leme) e Inquérito, uma das peças que integram o novo espetáculo do grupo Espanca! de Belo Horizonte/MG, e Real – Uma Revista Política, com estreia agendada para novembro em São Paulo.

Dillo

Nascido em Brasília, é compositor e multi-instrumentista. . Seu talento foi lapidado pelos nomes de peso com quem tocou como Frejat, Tom Zé e o maestro Sílvio Barbato. Em 2004 lançou o álbum CrocoDilloGang, e, em 2008, gravou o disco Mestiço, onde mesclou sua personalidade com ritmos que revelam a inventividade experimentalista que se cristaliza em seu mais recente álbum, o Jacaretaguá. O trabalho entrou na maioria das listas dos melhores discos brasileiros de 2012. Dillo carrega na bagagem mais de 200 shows pelo Brasil e países como Inglaterra, Escócia, Austrália, Nova Zelândia, Argentina e Uruguai.

Ficha Técnica

Dramaturgo – Diogo Liberano
Direção – Sergio Modena
Elenco – Carol Fazu
Direção musical – Dillo
Músicos – Dillo (contrabaixo), Rogério Pereira (guitarra), Thiago Cunha (bateria), Isadora Pina (saxofone)
Luz -Emmanuel Queiroz
Preparação vocal – Patrícia Maia
Direção de produção: Aline Cardoso
Produção: Burburinho Arte e Educação

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