A Monja Coen demonstra em seu novo livro, “O que aprendi com o silêncio – uma autobiografia” publicado pelo selo Academia, da Editora Planeta, como aprendeu a ter sabedoria e compaixão entre as intensas transformações durante sua vida.

As palavras compaixão e sabedoria estão no vocabulário de muitos. No entanto, será que realmente inspiram seu real significado aos donos daqueles que as versam? Talvez. Há um caminho a ser percorrido para se chegar a essa verdade. Para a líder espiritual, os ensinamentos de Buda e da vida monástica foram fundamentais para sua compreensão.

Após sofrer abusos, passar por momentos psicológicos difíceis e se ver perdida, a sabedoria e a compaixão foram como guias para o encontro com o seu “Eu verdadeiro”, o tranquilo acessar de si mesma. Em sua obra, a Monja exemplifica por meio de memórias pessoais como a compreensão de si mesma, da vida e do mundo lhe proporcionaram liberdade de ser uma eterna aprendiz.

Quando falo, palestro, dou aula, sou simultaneamente a professora e a aluna. Aprendo, invento, reinvento, corrijo, transformo a mim e ao mundo. Leveza. Sorrio até para a dor, o vazio do desamor. Algumas vezes dá certo, outras nem tanto. Continuo tentando. E você? “O que aprendi com o silêncio”. Pág. 84

Ao longo de 224 páginas, a Monja faz de suas experiências retiros quase que espirituais, ora doces, ora nem tanto. Mas que, no final, reformam, mudam e transformam o leitor.

Sobre o livro: Sem o objetivo de compor uma autobiografia propriamente dita, Cláudia Dias Baptista de Souza, conhecida como Monja Coen, compartilha com o leitor memórias de alguns dos momentos mais marcantes de sua história, detalhes de sua conversão ao zen budismo, de sua trajetória monástica, além de toda transformação que viveu aprendendo a silenciar a mente. Entre o que a autora chama de “retalhos da memória”, episódios marcados por intensa transformação são apresentados ao leitor. Desde sua infância em São Paulo, rodeada de livros e música em uma família católica ao seu primeiro divórcio e gravidez aos 17 anos. Coen, que significa “um só círculo” em japonês, faz reflexões resultantes de uma vida e de quase 45 anos no Caminho Zen.

Ficha técnica

Título: O que aprendi com o silêncio – uma autobiografia
Autora: Monja Coen
Páginas: 232
Preço: R$44,90
Selo Academia
Editora Planeta

Sobre a autora

Monja Coen é a primaz fundadora da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil, criada em 2001, com sede no bairro do Pacaembu, em São Paulo. Teve seu primeiro contato com o Zen-Budismo no Zen Center de Los Angeles, onde fez os votos monásticos em 1983. Residiu por oito anos no Mosteiro Feminino de Nagoya, no Japão, onde graduou-se como monja especial, habilitada a ministrar aulas de Budismo para monges e leigos. Sob a orientação de Shundô Aoyama Dôchô Rôshi, sua mestra de treinamento, foi a primeira monja líder do mosteiro.

Retornou ao Brasil em 1995, como missionária da tradição Sôtô Zenshû, servindo o Templo Busshinji, no bairro da Liberdade, em São Paulo, durante seis anos. Em sua comunidade, que sedia o Templo Taikozan Tenzui Zenji, mantém atividades regulares, como cursos, liturgias, retiros e palestras, além da realização de casamentos, cerimônias fúnebres e memoriais, bênçãos de locais e de crianças. É constantemente convidada a dar palestras em empresas e instituições de ensino em várias localidades do país. É autora dos best-sellers Zen para distraídos, A sabedoria da transformação e Aprenda a viver o agora.

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