Em seu segundo disco, Gilmar Bolla 8, ex-Nação, convoca Bactéria, ex-Mundo Livre S&A, para relembrar o passado e apontar para o futuro da música pernambucana

Em 2012, Gilmar Bolla 8, percussionista e fundador da Nação Zumbi, convocou um time de músicos de Peixinhos, bairro de Olinda, para apresentar um arsenal poderoso de alfaias, timbales, baterias e muitos efeitos. Com seu disco de estreia, “A Ponte” (2013), Gilmar Bolla 8 recebeu quatro indicações ao Grammy Latino, passou por palcos disputados de festivais como o Rec-Beat, e deixou uma sonoridade explosiva de ritmos africanos combinados a elementos tradicionais da cultura popular nordestina.

Seis anos depois, Combo X apresenta “Meu Brinquedo”, segundo disco do projeto, que celebra o encontro de dois ícones da música pernambucana: o próprio Gilmar Bolla 8 e Bactéria, tecladista e ex-Mundo Livre S&A, que atualmente está na banda de Otto e encabeça outros projetos musicais como Rozenbac. Combo X conta, ainda, com os talentos de Rinaldo Carimbó (percussão) e Izídio Lê (sopros).

“Conheço e admiro Bactéria desde a época do Mangue. Lembro de um convite de amigos para ir em Barra de Jangada conhecer uma banda chamada Mundo Livre S/A. Foi assim que o conheci. Logo depois, apareceu aquela Mangue Tour onde tocamos em São Paulo e Belo Horizonte. Passamos 10 dias juntos e Bac chamava a atenção pela humildade, foco e vontade de tocar”, relembra Gilmar Bolla 8. “Quando pensei em gravar um disco com a Combo Percussivo – era assim que chamava a Combo X no começo – queria convidar um produtor. Sempre achei que tecladistas são bons produtores, porque entendem de afinação e são bons em arranjos. Aí, reencontrei Bac no Campus da Universidade Federal de Pernambuco e o convidei para produzir o nosso primeiro disco. Ele aceitou e a parceria, de lá pra cá, aumentou”.

Reunindo baixo, guitarra, sopro, teclado e muita percussão afro-pernambucana, as cerca de 10 faixas que compõe “Meu Brinquedo” exaltam as brincadeiras do imaginário popular do Estado, onde se toca e dança coco de roda e maracatu de baque virado. Além disso, as músicas trazem uma edição de diversas referências sonoras que vão do rock, passando pela eletrônica, até chegar no frevo. O resultado surpreende pela qualidade das composições e pelos arranjos inventivos.

“”Meu Brinquedo” foi um disco gravado e produzido com recursos próprios. As gravações começaram ainda em 2015, nos Estúdios Casona, em Candeias, e de Buguinha, em Olinda. Sempre que pintava uma graninha a gente investia, chegamos a gravar fiado”, lembra Gilmar Bolla 8. “Apesar das dificuldades para produzir este trabalho, “Meu Brinquedo” é um disco alegre, pra cima. É pra ouvir no escritório, na noite, escutar em casa fazendo uma faxina. É um disco pra vida. É uma homenagem a alegria do universo dos brincantes e folguedos populares de Pernambuco”, resume Gilmar.

Além da assinatura do tecladista Jadson Vale, o Bactéria, na direção musical, o disco também conta com a produção de Eduardo Bidlovski, mais conhecido como BiD – o mesmo que assina a produção de “Afrociberdelia” (1996), da Chico Science & Nação Zumbi, e “Por Pouco” (2000), da Mundo Livre S/A e “DJah”, recente lançamento sobre a obra de Djavan em reggae. A masterização é de Felipe Tichaeur, do estúdio Red Traxx Mastering, em Miami.

Em “Meu Brinquedo”, Combo X relembra o passado e aponta para o futuro!

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