Mercado da Música em 2017


O 1º Panorama Global do Mercado da Música em 2017

A WIN, organização que representa a comunidade da música independente em escala mundial, acaba de publicar um estudo com o primeiro panorama global do mercado da música, incluindo os independentes.Editado por Henriette Heimdal, o relatório utiliza dados da WINTEL e da IFPI, juntamente com informações das associações de música independente de 28 países, como China, Brasil, Africa do Sul e Estados Unidos.

O relatório traz detalhes das principais informações disponíveis em cada país, mostra como é contabilizada a relação entre streaming e downloads em cada país e expõe ainda quais são os números necessários para a obtenção de “discos de ouro”, “disco de platina”, etc em cada mercado.

O Win Global Chart Report 2017 fornece insights sobre como o sucesso é mensurado em diferentes territórios e serve também como uma ferramenta de inteligência de mercado para empresas que buscam inserção em novos territórios.

Alguns pontos relevantes são:

· O Reino Unido parece possuir o modelo de referência para a maior parte dos mercados no que se refere aos critérios de medição.

· Na China parece não haver muito interesse por uma “parada de sucessos” oficial. Entretanto alguns serviços publicam suas próprias informações. No cálculo, têm papel relevante as plataformas de mídia social, como WeChat e Weibo. São monitorados os compartilhamentos, as “curtidas” e os comentários. Estas informações são levadas em consideração no cálculo para medir o sucesso de cada artista.

· A maior parte dos países opera com uma relação de 100 a 150 stream como equivalentes a 1 download. Normalmente este número é multiplicado por 10 para se achar o valor equivalente de um álbum físico.

· A RIM da Malásia está propondo uma relação de 4500 streams para cada álbum físico.

· Ringback tone é um modelo de negócio que continua relevante em países asiáticos, como Malasia, China e Japão.

· Muitos países ainda precisam incorporar o streaming em suas medições oficiais, como na Italia, no Brasil e na Polônia.

Segundo Alison Wenham, CEO da WIN, este relatório da WIN, “é o primeiro panorama global do negócio da música, tornando disponível importantes informações de mercado. Conforme a indústria da música se encaminha para tornar-se um mercado verdadeiramente global, torna-se vital uma compreensão aprofundada de como diferentes territórios processam informações de venda e “paradas de sucesso”. Este novo estudo também funciona como uma valiosa ferramenta em nossa missão de proteger os interesses da comunidade independente global de música, buscando garantir acesso justo aos mercados para os produtores de música independente ao redor do mundo.”

Colaboração: Carlos Mills | Conselho Diretor da ABMI

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