Com dez anos de vida, Mercado Cobogó ganha novo sócio e prepara um pacotão de novidades como a Galeria Baixo Cobogó que chamar a atenção e agradar clientes novos e assíduos

Um é pouco, dois é bom, três é demais! Quando olhamos para as novidades que o Cobogó Mercado de Objetos está elaborando, o ditado popular perde a pecha negativa que carrega no final da sentença. Isso porque, desde o início desse ano, o casal de empresário Mariana Dap e PH Caovilla somaram à bem sucedida administração do negócio o jornalista e fotógrafo Nick Elmoor, que chega cheio de ideias à sociedade desse empreendimento 100% brasiliense que, ao longo dos seus 10 (dez) anos de existência mudou a cara de uma das esquinas da comercial da 704/5 norte, conquistando uma legião de fãs, amealhando inúmeras histórias que hoje já fazem parte da memória afetiva da cidade.

Vale ressaltar desde já que, o azul claro, o vermelho e o branco continuam como cores predominantes da casa, assim como o Almoço na Sombra (que oferece de segunda à sábado pratos deliciosos a preço fixo), e a Quinta Feliz (com os Hambúrgueres na Brasa do PH, espetinhos e caldos) e os agitos do Sábado. Ah! Também são intocáveis o melhor do artesanato de design brasileiro feito e garimpado por Mariana Dap; a Feira de Quintal com seu arsenal de plantas e comidinhas, e a MiAudota (a feira de adoção de cães e gatos), que acontecem respectivamente todo primeiro e último sábado de cada mês.

Na verdade, o que muda com a chegada de Nick Elmoor ao Mercado de Objetos mais querido da cidade são duas coisas bem específicas: um aumento na oferta cultural da casa – que terá como estrela maior a Galeria Baixo Cobogó; e o incremento do café que se beneficia de uma nova cozinha, de mais lugares espalhados nas diversas áreas do empreendimento. Aqui, o destaque fica em parte pelas novidades no cardápio, que contará muito em breve com produtos exclusivos feitos pelo PH, que saiu da linha de frente da empresa para dar continuidade a um projeto pessoal na área gastronômica, mas totalmente vinculado ao Cobogó.

Vamos entender um pouco melhor essa história…

Desde o nascimento do Cobogó, no dia 11 de novembro de 2009, ele sempre foi considerado por muitas pessoas como um case de comunicação digital bem-sucedida, devida à intensa e criativa participação de Mariana Dap nas redes sociais. E foi justamente para um grupo virtual que reúne amigos do casal e da empresa, que ela decidiu expressar o desejo de ambos em transformar o negócio. “A gente não queria vender o Cobogó, nossa vontade era mudar formato da nossa vida, da nossa rotina, o que implicaria diretamente em mudar formato do nosso negócio, e que poderia acontecer pela vinda de um novo sócio, de um investidor ou novas parcerias”, explica.

O jornalista e fotógrafo Nick Elmoor, que sempre foi cliente assíduo – principalmente da Quinta Feliz, viu o anúncio, mas ficou na dele, pensando e imaginando que poderia ser uma boa ideia. “Eu sempre fiz tudo ou quase tudo o que eu quis fazer na vida, menos ser dono de alguma coisa e, inclusive, quando morei na Itália, eu fiz curso de pizzaiolo porque cismei que queria ter uma pizzaria, mas essa ideia nunca se concretizou”, lembra Elmoor. “Agora que minha vida deu uma desacelerada, pensei que poderia enfim ter um espaço multifacetado onde comércio de objetos, comida, café e galeria se misturassem”, conclui.

Por outro lado, se passaram seis meses do dia em que sentou para conversar com o casal até o dia em que Nick decidiu realmente bater o martelo na sociedade. “Aqui é parecido com muitos lugares que a gente vê no mundo, mas a grande diferença é que nenhum deles tem essa árvore” declara-se o jornalista ao falar da sua paixão no local, a enorme e frondosa gameleira de mais de sessenta anos que é referência, não somente do Cobogó, mas um verdadeiro patrimônio da Asa Norte. Enfim, desde janeiro deste ano, Elmoor se tornou sócio da empresa trazendo um pacotão de projetos.

O primeiro deles é a galeria no subsolo da loja que vem sendo chamado carinhosamente há algum tempo pelos assíduos como Baixo Cobogó. E ela já nasce do jeitinho que Nick sempre idealizou, um espaço onde as obras estarão muito bem instaladas, iluminadas e onde o próprio artista é quem vai cuidar da venda das suas fotos, quadros e etc. “No entanto, eu quero ter a prerrogativa de ser o curador de tudo o que vai para a parede, justamente para garantir um certo tipo de qualidade” fala Elmoor que está nesse mercado de arte há anos como fotógrafo profissional, e que contará com um grupo de amigos artistas da área que servirão como um “conselho curatorial”.

Ideal para pocket exhibitions com duas semanas de duração, a galeria do Cobogó nasce como um espaço 100% democrático na cidade, ou seja, um lugar onde os novos artistas locais possam dar início às suas carreiras e fazer suas primeiras exposições. Já os visitantes, enquanto conferem as obras poderão degustar um café, além de escolher seus produtos preferidos, uma vez que parte da loja também foi transferida para o piso inferior. Mas, voltando às exposições, a galera das artes-plásticas e da fotografia pode se inscrever desde já, pois a partir do segundo semestre deste ano começa o calendário de individuais, uma vez que daqui até lá a programação já está fechada, com Edgard Cesar inaugurando o espaço com a mostra “Releituras de Edgard Cesar”, que reúne parte do projeto desenvolvido pelo fotógrafo para o centenário de Athos Bulcão, entre os dias 23 de abril e 04 de maio.

Agora, quando o assunto é o garimpo do melhor artesanato design brasileiro, característica pela qual o Cobogó é conhecido na cidade desde sempre, as novidades serão igualmente interessantes, “pois com a chegada da galeria já estou selecionando coisas que sempre quis trazer para cá como peças do Brunno Jahara e de A Menor Loja do Mundo que, de certa forma, não conversavam muito com o acervo de até então, que tinha uma pegada mais comercial do que conceitual”, avalia Mariana Dap.

A simbiose de ideias e desejos do trio de sócios também chegam ao cardápio do Café Cobogó, só que ninguém precisa se preocupar que clássicos como a Biriba, o Café na Moquinha e o Bolo de Cenoura ficam. Outra coisa que permanece é a pegada caseira das receitas, isso também permanece inabalável. Porém, aguardem as novidades, como os sanduíches de defumados do PH, eles ganharão mais espaço no menu. As carnes especiais que recheiam as deliciosas criações também estarão disponíveis muito em breve para os clientes levarem para casa.

No entanto, novidades na parte gastronômica serão divulgadas um pouco mais pra frente, uma vez que a cozinha já está reformada por completo, mas a fase de testes das novas receitas ainda tem que passar pelo crivo de testes do trio Mariana, PH e Nick. O importante a dizer é que loja e café hoje estão muito mais dentro um do outro, uma vez que o número de lugares sentados à mesa pulou de 20 (vinte) para 50 (cinquenta), espalhados em todos os ambientes para que Cobogó continue reunindo pessoas, e servindo de palco para histórias incríveis na esquina da grande árvore.

Serviço

COBOGÓ MERCADO DE OBJETOS
Endereço: SCRN 704/705 Bloco E Lojas 51/56, Asa Norte, Brasília/DF
Atendimento: Segunda a quarta e sexta, das 11h às 20h / Quinta, das 11h às 21h / Sábado, das 9h às 20h
Não abre aos domingos
Telefone: (61) 3039-6333

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