A Mostra “Mel Brooks – Banzé no Cinema” está em cartaz no Cinema do Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília até o dia 31 de janeiro. Trata-se de uma rara oportunidade de presenciar a mais abrangente retrospectiva do multitalentoso artista. A mostra chega a Brasília para abrir a programação de Cinema do CCBB em 2021.

A entrada é franca e os ingressos são disponibilizados no dia da sessão, a partir das 9 horas da manhã, no link: www.eventim.com.br/artist/mel-brooks/

Em sua longeva carreira, Mel Brooks já exerceu as funções de diretor, ator, roteirista, compositor e produtor, sendo um dos mais renomados diretores americanos de comédias de todos os tempos, considerado genial por Billy Wilder e Alfred Hitchcock e certamente um dos grandes representantes das comédias nonsense americanas.

A curadoria de Eduardo Reginato e José de Aguiar apresenta uma rica programação que enaltece a peculiar fusão de surrealismo, burlesco, musical, crítica social e análise cinematográfica.

São 28 filmes em formato digital: 11 longas-metragens com autoria de Mel Brooks, 1 episódio da série “Agente 86”, 1 curta, 4 documentários que abrangem 60 anos de seu trabalho como diretor, ator e produtor, além de 11 longas-metragens de diretores que colaboraram com Brooks, como o clássico “O Homem-Elefante”, que Mel Brooks produziu quando ninguém ainda acreditava no talento de David Lynch.

“Quando se fala nos primórdios do cinema de comédia, o cerne é a paródia. Com Mel Brooks ela é uma constante. Ele fez ‘Primavera para Hitler’ (1967), depois ‘Doze Cadeiras’ (1970), seguido por ‘Banzé no Oeste’ (1974), que é assumidamente uma paródia. Assim seguiu até meados dos anos 1980, quando dirigiu ‘SOS – Tem um Louco Solto no Espaço’ (1987). Depois ele retorna com paródias de filmes de vampiros e Robin Hood.” Descreve Eduardo Reginato.

“É importante notar como surgiu historicamente uma certa vertente deste humor clássico americano e judaico, que ficou muito conhecido depois, principalmente na forma de stand up, em meados de 1950 a 1970. Este humor se proliferou no cinema e sitcoms com a revelação de vários talentos posteriormente. Mel Brooks certamente faz parte desta linhagem e a mostra revela sua figura tão importante nesta era de ouro do cinema americano”. Ressalta José de Aguiar.

A mostra vai contar com um Debate sobre a obra de Mel Brooks, no dia 14 de janeiro de 2021 (quinta), às 20 horas, com as palestrantes Flávia Boggio e Letícia Sallorenzo e mediação de Eduardo Reginato. O evento será gratuito e online. O acesso ao Debate será disponibilizado nas redes sociais do CCBB Brasília: www.facebook.com/ccbb.brasilia www.instagram.com/ccbbbrasilia e www.twitter.com/ccbb_df

Já no dia 28 de janeiro (quinta), às 17 horas, o clássico “Banzé no Oeste” ganha uma sessão inclusiva para deficientes visuais e auditivos.

“A obra de Mel Brooks é ímpar por diversos fatores, não apenas na compreensão perfeita do timing do humor e da imensa capacidade perceptiva de replicar os gêneros que homenageia pelo viés da paródia. Um desses fatores primordiais é o grupo seleto de atores que se repetem em seus filmes – sejam como protagonistas, sejam em participações especiais – em um entrosamento, dedicação e entrega pouco vistos no cinema: os geniais Gene Wilder, Dom DeLuise e Madeline Kahn, por exemplo. Essas estrelas de extraordinária verve cômica e teatralidade transformam os filmes em eventos que fazem os olhos não só brilharem, mas também gargalharem”, afirma José de Aguiar.

Mel Brooks não apenas dirigiu e roteirizou seus filmes, mas também atuou e compôs os temas musicais. Em filmes de outros diretores, também contribuiu com roteiro e protagonizou vários deles. Além de toda sua diversidade artística, também é um bem-sucedido produtor cinematográfico. Brooks ficou conhecido por lutar para que projetos não convencionais fossem filmados.

Além disso, serão exibidos alguns clássicos da comédia como “Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu!”, de David Zucker, Jim Abrahams e Jerry Zucker; “Corra que a polícia vem aí!”, de David Zucker e “O Dorminhoco”, de Woody Allen, diretores diretamente influenciados pelo cinema de Mel Brooks.

Programe-se para assistir à retrospectiva dos filmes de um dos poucos seres humanos a ter recebido os prêmios Emmy®, Grammy®, Oscar® e Tony®, além do AFI Life Achievement Award, pelo conjunto de sua obra. Um dos maiores contadores de histórias engraçadas do mundo, ou como ele mesmo definiria “Personagens e histórias dizem muito para mim. Todos os meus filmes prezam isso, eu não faço nada para a audiência. Eu faço para mim e a audiência normalmente me acompanha.”.

“Os filmes de Mel Brooks não são apenas paródias, também são uma profunda análise sobre o cinema. A visão de Brooks esmiúça em cada fotograma seu profundo amor pelos mais diversos gêneros cinematográficos. Onde muitos podem ver piadas grosseiras, há, como dizia Orson Welles, um fluxo constante de sonho. E os sonhos que Mel Brooks proporciona são hilários. Desta forma, a mostra proporcionará ao público brasileiro o privilégio único de experimentar em doses cavalares o alívio da boa risada, a sensação de sentir o mundo externo desaparecer e preencher o espírito de alegria, além de apreciar a imensa aula de cinema que cada filme de Brooks proporciona”, celebra Eduardo Reginato.

Para quem desejar se aprofundar mais sobre a vida e obra de Mel Brooks, há um curso online, ministrado pelos curadores, disponível nos links:

Dia 1: vimeo.com/495568568
Dia 2: vimeo.com/495552455
Dia 3: vimeo.com/495542222

Sobre os curadores:

Eduardo Reginato – Produtor, roteirista e crítico de cinema. É formado, mestre e doutorando em Literatura pela Universidade Federal Fluminense. Na televisão foi diretor e roteirista do programa Cinema Mundo (2006) do extinto canal Cine Brasil TV e produtor dos programas (Re)corte Cultural e Arte com Sérgio Britto da TVE (atual TV Brasil). Foi um dos curadores da Mostra Bertrand Blier e a Comédia da Provocação (2017) e produtor das mostras Aventura Antonioni (2017), Syberberg, um filme da Alemanha (2016) e O Cinema Total de David Lean (2015), entre outras.

José de Aguiar – Diretor de arte, diretor e produtor de cinema e TV há mais de 15 anos. Atua há 7 anos como curador, coordenador-geral e produtor executivo de mostras de cinema em diversos centros culturais, como as retrospectivas Scorsese, Fellini, Abel Ferrara, Oscar Micheaux, Samuel Fuller, Coppola, David Lean, Renoir, Cocteau, Antonioni, Vera Chytilová, Lumière e ainda outras temáticas como O Novo Cinema Pernambucano, Dogma 95, Surrealismo e Vanguardas, e Cinema de Hong Kong, todas elas realizadas de 2012 a 2020.

Sobre as debatedoras:

Flávia Boggio – Roteirista e colunista da Folha de S. Paulo. Escreve para programas e séries, principalmente com foco no humor. Começou a carreira na MTV Brasil, onde foi roteirista do Piores Clipes do Mundo, Furo MTV, Comédia MTV e das animações Infortúnio com a Funérea e Megaliga de VJs Paladinos, ganhadora do prêmio APCA de melhor animação.

Trabalhou como redatora publicitária, quando voltou para televisão para ser roteirista-chefe do programa The Noite com Danilo Gentili. Em seguida, foi para o Lady Night com Tatá Werneck, onde assinou a redação final das três primeiras temporadas. Escreveu para o programa Fora de Hora e, na ficção, para as séries “Mal Me Quer” (Warner), a infanto-juvenil “Bugados” (Gloob), e “Sexy É A Mãe” (Globo). Hoje está no núcleo de dramaturgia da Rede Globo e, todas as quintas, publica uma coluna na página de humor da Ilustrada, na Folha de S. Paulo.

Letícia Sallorenzo – Jornalista formada pela ECO-UFRJ, professora de português e mestra em Linguística formada pela UnB, dissertação que resultou no livro Gramática da Manipulação, editado pela Quintal Edições. Atualmente é doutoranda em Linguística pela UnB e estuda os efeitos cognitivos das Fake News nas pessoas.

Serviço: Mostra “Mel Brooks – Banzé no Cinema”

Local: Cinema do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (Setor de Clubes Sul – Trecho 2 – Lote 22)
Data: Até 31 de janeiro de 2021
Ingressos: Os ingressos gratuitos serão disponibilizados no app ou site da Eventim no dia da sessão, a partir das 9 horas do dia da sessão, no link: www.eventim.com.br/artist/mel-brooks/ Até 2 (dois) ingressos por CPF.
Lotação: 30 lugares.
Classificação indicativa: Ver programação

Debate com Flávia Boggio e Letícia Sallorenzo e mediação de Eduardo Reginato

Data: 14 de janeiro de 2021 (quinta) às 20 horas
O link de acesso gratuito será disponibilizado nas redes sociais do CCBB-DF:
www.facebook.com/ccbb.brasilia
www.instagram.com/ccbbbrasilia
www.twitter.com/ccbb_df

Anterior Lançamento do livro Psicodrama Na Cena da Psicopedagogia
Próximo Iggor Cavalera apresenta série “Beneath the Drums”