A cancionista e psicanalista Marília Calderón apresenta seu primeiro álbum solo autoral, A Saudade é um Vagão Vazio no SESC Convida

A artista paulista repertório do álbum e alguns singles. Suas composições têm participações especiais de Toninho Ferragutti, Rafael “Chicão” Montorfano, Lello Bezerra e Ricardo Rabelo,  do Pagode da 27.

“O disco me deu certa nostalgia. É minimalista e elegante!”
Tiê, cantora

“A saudade é um vagão vazio” é um álbum com excelentes letras, grande representatividade da música brasileira e, ao mesmo tempo, muita singularidade. Para sentir, refletir e se emocionar”,
Sander Mecca, cantor

A cancionista e psicanalista paulista Marília Calderón faz show de lançamento de A Saudade É Um Vagão Vazio, seu primeiro álbum solo e autoral, no SESC Convida neste sábado, 14 de novembro de 2020 às 20 horas. O show é transmitido pela plataforma da Rede SESC: https://www.sesc.com.br/portal/site/convida/programacao/showasaudadeeumvagaovazio?tema=m%C3%BAsica&css=musica

A Saudade É Um Vagão Vazio foi lançado em agosto deste ano em meio a pandemia e não havia sido apresentado ao público com show, esta é sua estreia ao vivo. Ouça: https://www.youtube.com/watch?v=iaxh-anqNhg&feature=youtu.be. A apresentação conta com faixas do álbum e singles.

E na quarta feira, 11 de novembro, às 18h30 (horário de Brasília), Marília participa de um bate papo sobre líricas femininas com as artistas Ana Barroso (BA), Manuela Rodrigues (BA), Joésia Ramos (SE) com mediação de Lilian Oliveira (SESC). Saiba mais em https://www.sesc.com.br/portal/site/convida/programacao/conversacomanamanuelamariliajoesia?tema=m%C3%BAsica&css=musica

O disco é um álbum de música brasileira, sobre saudades, lutos e lutas. Com canções compostas de 2013 até 2020, expressa o período de crise política que o Brasil tem enfrentado nestes últimos anos, contado a partir dos afetos mobilizados pelos conflitos, separações, lutos, lutas e experiências vividos pessoalmente pela artista.

Primeiro álbum solo e autoral da artista de rua, cantora, compositora e instrumentista Marília Calderón, também cientista social e atriz de formação, apresenta canções construídas a partir de personagens relacionadas à história social brasileira, da colonização à atual conjuntura. Passeia por ritmos populares e conta com participações de artistas parceiros na trajetória da artista, como Maria Fernanda, Paula Duarte e Gabriel Cabeça, e outros que foram e são mestres, como o sanfoneiro Toninho Ferragutti, o cavaquinista Ricardo Rabelo, parceiro e integrante da banda de Criolo, o guitarrista Lello Bezerra, integrante da banda de Siba, o pianista Chicão, integrante da Quartabê e da banda de Gal Costa, e Walter Garcia, pesquisador de João Gilberto e Racionais. Assista ao clipe de “Saudade que não quer cessar” com participação de Dito Silva e Ricardo Rabelo (compositores do Pagode da 27), dirigido pelo cineasta Raul Machado.

O álbum provoca afetos e reflexões a partir de canções como Deus e os Ateus, que fala sobre um deus no divã, colocando-se no lugar dos ateus; a sensível Canção de Nina, que narra a primeira infância de uma criança; É Loucura, que se utiliza da ironia para falar sobre abusos da indústria farmacêutica no neoliberalismo; Piquerobi, que narra a catequização e genocídio indígena durante a colonização e fundação da cidade de São Paulo; Saudade Que Não Quer Cessar, sobre o luto por tanta gente que partiu, e uma homenagem a Beth Carvalho; Eu Vim Só, uma homenagem à personalidade a um só tempo reclusa e revolucionária de João Gilberto; Acorde, sobre o desejo de liberdade em tempos de confinamento; O Chão na Palma da Mão, sobre a arte de rua e as contradições que nos habitam; Atos Falhos, sobre a importância de sonhar; Melodia de Motim, sobre a manipulação e militarização da política; Prólogo do Marinheiro, sobre despedidas; e a canção que batiza o álbum, A Saudade é um Vagão Vazio, sobre as dificuldades, mas também importância, das separações. O álbum tem arte de Iza Guedes, produção musical e mixagem de Paulinho Tó, masterização de Florencia Saravia, e foi realizado por financiamento coletivo pela plataforma Benfeitoria.

Marília Calderón é cantora e compositora. Em 2020 lança seu primeiro álbum solo autoral, A saudade é um vagão vazio, financiado coletivamente pela plataforma Benfeitoria, e é selecionada para apresentar seu trabalho pelo edital Sesc Cultura ConVIDA, no segmento “Líricas Femininas”. Lançou, com o compositor e pesquisador Walter Garcia, o álbum Na cachola (2017) e, com a banda Teko Porã, a qual integrou por diversos anos, fazendo parte também do coletivo de bandas de rua Caravana, o EP Teko Porã (2016). Pós-graduanda em Canção Popular pela FASM, é Bacharel em Ciências Sociais pela USP, atriz formada pelo INDAC, cursou Formação para Músicos Educadores no ESPAÇO MUSICAL e estuda arte, psicanálise e política em coletivos autônomos.

Criou e apresentou ao vivo a trilha sonora original de diversos espetáculos teatrais e trabalhou, nos últimos 10 anos, como atriz, musicista e/ou compositora, com as companhias Cia Articularte, Cia do Latão, Cia Rubra, Cia Os Mamulengos, Cia Cambaio, Trupe Pé de Histórias, Cia do Núcleo e Cia Pirata, entre outras. Iniciou sua carreira/causa musical em 2011, participando do Projeto Outras Noites, em homenagem à Era dos Festivais, no qual representou Nara Leão e apresentou pela primeira vez canções de sua autoria. De lá para cá, tem estudado teatro e música não só em cursos regulares, como também em diversas oficinas livres com mestres como Cristiane Paoli Quito, Cida Almeida, Lu Lopes, Gabriel Levy, Joana Mariz, Miriam Maria, Chico Saraiva, Beth Amin, Toninho Ferragutti, entre outros.

Com seu trabalho autoral, tem participado de editais, festivais e ocupações, como o projeto Biblioteca Viva, pela prefeitura de São Paulo, o Festival de Música Urbana, o TEDx São Paulo Educação, o Festival Artistas de Rua, a Ocupação Magdalena na Vila Itororó, entre outros, apresentando-se em diversos espaços públicos da cidade. Já se apresentou também em diversos SESCs, CEUs, Centros Culturais e Escolas.

Site: http://mariliacalderon.com.br/
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