Encontros trazem histórias e realizações de artistas e colecionadoras mulheres inseridas em diferentes contextos

O Museu de Arte Moderna de São Paulo promove a partir de novembro o curso online Arte por elas. Com transmissão via plataforma de videoconferência, serão oferecidas quatro aulas sobre a produção e atuação de artistas e colecionadoras mulheres em contextos históricos, sociais, políticos e econômicos distintos.

Cada encontro é ministrado por uma professora que compartilha suas pesquisas dentro da história da arte feminina. No primeiro, a professora Regina Teixeira fala sobre a realização das promotoras culturais Olívia e Yolanda Penteado dentro história da arte moderna no Brasil. A segunda aula, com a artista visual Renata Felinto, pretende localizar e estudar as primeiras artistas visuais afro-diaspóricas que são/estão registradas nas narrativas históricas das artes visuais brasileiras

Os dois últimos encontros adentram o universo múltiplo da arte contemporânea feminina. A professora Taisa Palhares aborda questões atuais a partir dos trabalhos de quatro artistas de destaque do acervo do MAM-SP: Leda Catunda, Lenora de Barros, Márcia Pastore e Laura Vinci. Já a artista visual Arissana Pataxó promove a reflexão e discussão sobre a produção artística realizada por mulheres indígenas em diversos contextos e lugares do Brasil na contemporaneidade.

O curso possui duração de cerca de um mês, com aulas uma vez por semana, às terças-feiras, e também é possível adquirir aulas avulsas.

Confira a programação completa:

Arte por elas com Regina Teixeira, Renata Felinto, Taisa Palhares e Arissana Pataxó

Quando: de 10 de novembro a 01 de dezembro de 2020 | terças-feiras, das 20h às 21h30
Duração: 04 encontros
Investimento curso completo: R$ 380 em até 3 parcelas
Aulas avulsas: R$ 100 por aula
Público: interessados em geral
Onde: Ao vivo via plataforma de videoconferência
Inscrições abertas no site do museu http://mam.org.br/curso/online-arte-por-elas-com-regina-teixeira-renata-felinto-taisa-palhares-e-arissana-pataxo/

Programa

Aula 1 | 10 de novembro
Olívia e Yolanda, as promotoras culturais da família Penteado, com Regina Teixeira de Barros

Olívia Guedes Penteado, também conhecida como a Dama do modernismo brasileiro, esteve à frente de inúmeros eventos para divulgar e promover a arte moderna em São Paulo, dos anos 1920 até sua morte, em 1934. Sua sobrinha, Yolanda, contribuiu de modo efetivo para a implantação das Bienais de São Paulo, tendo sido responsável pelo sucesso das primeiras edições, na década de 1950. A aula será dedicada às realizações dessas duas mulheres, sem as quais a história da arte moderna no Brasil teria tomado outros rumos.

Regina Teixeira de Barros é doutora em Estética e História da Arte pela USP e especialista em arte moderna no Brasil. Coordenou a equipe de pesquisa e a edição do Catálogo Raisonné Tarsila do Amaral e atuou como curadora na Pinacoteca de São Paulo (2003-2015). Recebeu o Prêmio Maria Eugênia Franco da ABCA e o Prêmio de Melhor Exposição Nacional da APCA pela mostra Anita Malfatti: 100 anos de arte moderna, realizada no MAM- SP, em 2017.

Aula 2 | 17 de novembro
E sou eu uma artista? – Mulheres afro-diaspóricas numa perspectiva histórica das artes visuais, com Renata Felinto

A aula pretende localizar as primeiras artistas visuais afro-diaspóricas que são/estão registradas nas narrativas históricas das artes visuais brasileiras, considerando que esses registros e inserções se pautam pelo cânone hegemônico. Localizarmos tal inserção implica em considerar gênero, raça e classe como categorias determinantes da ocupação dos espaços que constituem o sistema das artes visuais.

Renata Felinto é artista visual, pesquisadora e professora. É doutora e mestra em Artes Visuais pelo IA/UNESP e especialista em Curadoria e Educação em Museus de Arte pelo MAC/USP. É professora adjunta da Universidade Regional do Cariri/CE e artista finalista do PIPA PRIZE 2020.

Aula 3 | 24 de novembro
Corpo, humor e poesia: quatro artistas brasileiras, com Taisa Palhares

A aula pretende abordar questões pertinentes ao universo múltiplo da arte contemporânea a partir dos trabalhos de quatro artistas de destaque do acervo do MAM-SP: Leda Catunda, Lenora de Barros, Márcia Pastore e Laura Vinci.

Taisa Palhares é doutora em Filosofia pela Universidade de São Paulo. É professora de Estética no Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas desde agosto de 2015. Realiza estudos nas áreas de estética e artes visuais, com ênfase na pesquisa sobre a fundamentação da obra de arte desde a Modernidade. Organiza, desde 2016, o “Grupo de Estudos em Estética e Teoria da Arte” (GEETA) na Unicamp. É membro do “Centro de Pesquisa em Psicanálise, Estética e Teoria Crítica (CePETC)” do IFCH.

Aula 4 | 1 de dezembro 12
Mulheres Indígenas e a produção artística contemporânea, com Arissana Pataxó

A aula pretende trazer uma reflexão e discussão sobre a produção artística realizada por mulheres indígenas em diversos contextos e lugares do Brasil, oferecendo também uma abordagem sobre a inserção no circuito de arte contemporânea no Brasil.

Arissana Pataxó é artista visual e professora. Em seu trabalho artístico utiliza de diversas técnicas e suportes para a sua produção, tendo como referência as suas vivências junto ao seu povo e a outros povos indígenas. Desde 2005 vem realizando diversas exposições individuais e coletivas, sendo a mais recente a Mostra Vaivém realizada no Centro Cultural Banco do Brasil -SP, RJ, DF, BH (2019-2020). Em 2016 foi indicada ao Prêmio de Investigação Profissional em Arte (Prêmio PIPA) e premiada com o 2º Lugar no Pipa Online.

Sobre o MAM São Paulo

Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de áudio-guias, vídeo-guias e tradução para a língua brasileira de sinais. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

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