Novo espetáculo da Nossa Companhia, Madame e a Faca Cega estreia online dia 29 de abril no Alvenaria Espaço Cultural

Com texto e direção de Tatiana Bueno e a atriz Alexandra DaMatta no elenco, o espetáculo Madame e a Faca Cega é o novo trabalho da Nossa Companhia, que estará em temporada online de 29 de abril a 2 de maio. Esta é a primeira dramaturgia de Tatiana e foi livremente inspirada em um trecho do livro Os Componentes da Banda, de Adélia Prado.

No espetáculo, a personagem Vera – vivida por Alexandra – vai gravar seu programa de culinária, como de costume. Mas, desta vez, Madame atormenta seus pensamentos. “Madame é representação de todas as madames que vivem a realidade do Instagram, que utilizam canudinhos reutilizáveis, que têm discursos feministas sempre na ponta da língua e que ajudam todas as outras mulheres a entenderem que essa vida não é real, que não há vida perfeita”, conta a dramaturga.

O texto aborda, ainda, relacionamentos tóxicos e abusivos e mostra a libertação catártica de Vera quando ela identifica seu verdadeiro algoz. “Falamos sob a ótica de relacionamentos homossexuais, mas não abordamos orientação e gênero. Os relacionamentos são universais. A ideia não é fazer uma peça sobre um universo específico, e sim trazer à cena a busca da própria voz, da libertação das relações opressoras, fazendo uma reflexão sobre a busca da felicidade imposta, que não é real”, diz Tatiana. Para Alexandra DaMatta, abordar relacionamentos homoafetivos num contexto de universalidade é um ganho da dramaturgia contemporânea e essencial para a representatividade. “O intuito é trazer o que é comum, natural e orgânico”.

Também diretora da montagem, Tatiana conta que o maior desafio da encenação foi entender a linguagem híbrida. O texto já foi escrito pensando no novo formato e ela optou por não fazer um “filme” e sim teatro híbrido. “Não há tratamento no pós-filmagem. A luz, o som e os cortes são feitos ao vivo, como no teatro. Optamos por um não cenário para quebrar o realismo que o cinema propõe. O signo do programa de culinária fica por conta dos objetos e do figurino que criamos”, conta.

A trilha sonora original foi criada por Rogério Bastos com a ideia de trazer loops de bateria, em uma trilha seca e descompassada que revela o estado emocional da personagem.

Trilogia Madame

Madame e a Faca Cega é o primeiro espetáculo da trilogia Madame, da Nossa Companhia. O trabalho teve sua primeira apresentação em março na MoMo, a Mostra de Monólogos do Alvenaria, e agora estreia em temporada oficial.

A segunda peça da trilogia é Codinome Madame, com Bia Toledo no elenco, texto de Tatiana Bueno e direção de Tatiana e André Grecco. Com estreia marcada para 13 de maio, a narrativa se passa em um futuro distópico onde a arte foi proibida e uma atriz passa anos enclausurada para se proteger e proteger toda a arte que conseguiu guardar.

A terceira, Madame Tussaud, está em fase de pesquisa dramatúrgica e deve ser anunciada em breve. Em todos os espetáculos da trilogia a Cia apresenta mulheres fortes em busca da sua própria voz, da libertação dos próprios monstros e por seu lugar de fala.

Ficha técnica

Realização: Nossa Companhia
Direção e Dramaturgia: Tatiana Bueno
Assistência de Direção: Bia Toledo
Preparação de Elenco: Inês Aranha
Elenco: Alexandra DaMatta
Voz em off: Bibi Cavalcante
Trilha Original: Rogério Bastos
Desenho de luz e Operação de Iluminação: Samya Peruchi
Direção de Fotografia e Operação de Câmera: Nara Ferriani
Cenário e Figurino: Nossa Companhia
Costureira: Therezinha Bueno
Desenho Sonoro e Captação de Áudio: Cecília Lüzs
Técnico de Streaming: Lucas Martinez
Direção de Produção: Clube do Mecenas
Produção Executiva: Camila Pontremoli e Bia Passet
Fotos: João Valério
Coordenação de Comunicação: Dimalice Nunes
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Serviço

De 29 de abril a 2 de maio, às 20 horas.
Duração: 30 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Onde: https://www.sympla.com.br/produtor/alvenaria
R$20,00 inteira e R$10,00 meia (50% da bilheteria será doada para o movimento SOS Técnica)

Sobre a Nossa Companhia

A NOSSA COMPANHIA é um coletivo de teatro aberto, um organismo fluido, que busca refletir de forma criativa os caminhos da nossa sociedade. Fundada em 2013, reuniu artistas com longas trajetórias individuais e objetivos em comum. Hoje sediada no Alvenaria Espaço Cultural, na capital paulista, tem como integrantes Alexandra DaMatta, André Grecco, Bia Toledo e Tati Bueno.

A NOSSA COMPANHIA tem como propósito fundamental desenvolver uma dramaturgia própria, marca desde o primeiro trabalho, Romeu e Julieta, homenagem aos 450 de William Shakespeare. Apesar de não ser uma obra original, a tradução utilizada foi feita por Ricardo Cardoso, que na época integrava a companhia, e tinha o olhar voltado para a questão de gênero levantada pelo poeta.

No atual trabalho, a trilogia MADAME, a força do universo feminino entra em cena. Madame e a Faca Cega é o primeiro espetáculo da trilogia. A personagem Vera vai gravar seu programa de culinária como de costume, mas desta vez Madame atormenta seus pensamentos. O texto aborda, ainda, relacionamentos tóxicos e abusivos e mostra a libertação catártica de Vera quando ela identifica seu verdadeiro algoz.

O trabalho teve sua primeira apresentação em março de 2021 na MoMo, a Mostra de Monólogos do Alvenaria, e estreia em temporada em abril do mesmo ano. A segunda peça da trilogia, Codinome Madame, com estreia em maio de 2021, se passa em um futuro distópico onde a arte foi proibida e uma atriz passa anos enclausurada para se proteger e proteger toda a arte que conseguiu guardar. A terceira peça está em fase de pesquisa dramatúrgica.

Principais trabalhos da NOSSA COMPANHIA:

“Romeu e Julieta”, apresentado nas comemorações dos 450 anos de William Shakespeare e contemplado com Edital do PROAC do Estado de São Paulo. Concepção de Ricardo Cardoso e direção de Ivan Feijó.

“Josefina Canta”, adaptação do conto de Franz Kafka Josefina a Cantora, com texto e direção de Elzemann Neves, produzida de forma independente, sem nenhum incentivo público.

“Quase uma adaptação”, adaptado por Lucas Lassen do conto Casa Tomada, de Julio Cortázar. Foi contemplada com o Prêmio Zé Renato de Teatro da Prefeitura de São Paulo.

“Zélia e Jorge”, com dramaturgia desenvolvida coletivamente a partir da obra de Zélia Gattai, com colaborações para a pesquisa de Josélia Aguiar, biógrafa de Jorge Amado, Antonella Rita Roscilli, biógrafa de Zélia Gattai, e Camila Veiga, neta de Zélia Gattai. O texto foi construído por meio de improvisações dos atores do espetáculo.

“Casa Vazia”, de Carolina Barres, levantou reflexões em torno das relações humanas contemporâneas, tendo como principal inspiração o conceito de amor liquido, do sociólogo polonês Zygmunt Baumann.

“O Bloco” de Carolina Barres, partiu do trabalho com jovens recém-formados em uma pesquisa sobre teatro de rua, que resultou no desenvolvimento da dramaturgia do espetáculo, construída através de improvisações dos atores sob orientação de Alexandra DaMatta.

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