Um dos mais importantes arquitetos e designers do país será homenageado com vitrine instalação criada por seu filho, o premiado designer Zanini de Zanine, e conversa aberta ao público. Na ocasião serão inauguradas as mostras “Ver, transver”, de José Roberto Bassul, e “O Silêncio dos meus olhos”., de Márcio Borsoi.

No próximo dia 13 de março, quarta-feira, às 18h, um bate-papo com o Zanini de Zanine na Hill House e a inauguração de uma vitrine instalação produzida pelo premiado designer com mobiliário criada por seu pai Zanine Caldas abrem as comemorações do centenário de nascimento de um dos mais importantes arquitetos e designers do país no CasaPark. Na ocasião, serão inauguradas as mostras fotográficas “Ver, transver”, de José Roberto Bassul, e “O Silêncio dos meus olhos”, de Márcio Borsoi. A participação é gratuita e livre para todos os públicos. As mostras ficam em cartaz até o dia 25 de maio, com visitação de segunda a sábado, das 10h às 22h, exceto feriados. A Hill House fica no CasaPark, Piso Térreo, lojas 125/126, Brasília-DF. Telefone: (61) 3363-5273.

José Zanine Caldas é um dos mais importantes nomes da arquitetura, do design, do paisagismo e das artes visuais contemporâneas. Seu legado para o mundo, para o Brasil e para Brasília permanece até hoje em construções, móveis, esculturas e nos delicados arranjos de flores secas do Cerrado, um dos mais importantes biomas do País, com o qual ele se encantou e defendeu.

A trajetória de um homem extraordinário será celebrada ao longo de 2019 com mostras, palestras e encontros promovidos em parceria entre a Hill House e o CasaPark.

Para abrir as comemorações de 100 anos do nascimento de José Zanine Caldas, ou simplesmente Zanine, uma conversa aberta ao público acontecerá na Hill House com o designer Zanini de Zanine, filho de Zanine, e os fotógrafos José Roberto Bassul e Márcio Borsoi.

Entre os temas abordados, a produção em madeira sustentável, o legado de Zanine para o design brasileiro, a reedição de peças criadas pelo designer. A entrada é gratuita e livre para todos os públicos.

Vitrine instalação

Em consonância com a inovação, atemporalidade e o experimentalismo que marcou a produção de José Zanine Caldas, Zanini de Zanine criou uma instalação no espaço Vitrine da Hill House. O espaço fará menção a uma das muitas heranças deixadas por Zanine para o mundo, as flores secas do Cerrado coloridas.

A técnica criada por ele ainda quando vivia em Brasília e que até hoje pode ser encontrada nas feiras da Torre e da Catedral de Brasília se juntará à cadeira Zeca, um ícone do design nacional e reeditada recentemente.

Mostras fotográficas

Junto com as homenagens a Zanine, serão inauguradas duas mostras de artistas que trabalham a fotografia como técnica e como linguagem. Em “Ver, transver”, José Roberto Bassul apresenta um recorte de sua produção em 37 imagens que trazem quatro séries de sua produção mais recente.

Em “Concreto abstrato”, Bassul faz uma homenagem a Oscar Niemeyer. “Paisagem concretista” explora as afinidades entre o urbanismo de Lúcio Costa e o concretismo nas artes visuais. “Linhas de sombra” traz fotografias de edifícios comuns de cidades distintas. E em “A cidade é um vão”, o fotógrafo aborda a cidade como metáfora.

Em “O silêncio dos meus olhos”, Márcio Borsoi se encontra com a poesia de Manoel de Barros que disse: “Difícil fotografar o silêncio… entretanto tentei”. “Eu também”, afirma o fotógrafo que apresenta na Hill House “uma tentativa de representar o silêncio”, como ressalta Borsoi.

Em 28 trabalhos de diferentes tamanhos produzidos entre 2010 e 2018, o fotógrafo sai em busca da captura do instante de silêncio. Ele pousa seu olhar sobre a infância dos brinquedos esquecidos, a piscina de aguas puras onde viu pessoas solitárias, um pano esquecido e uma cadeira largada.

Na mata que não pertence a ninguém, mas que muito o apraz, viu galhos e caules rodeados de verde escuro. No cinza do concreto ou nas cores que gritam nas cidades, Brasília e Rio, encerra a jornada.

Sobre Zanini de Zanine

Nomeado Designer do Ano pela Maison & Objet Americas 2015, Zanini de Zanine nasceu no Rio de Janeiro e, ainda na infância, observava o trabalho do pai, José Zanine Caldas. Estagiou com Sergio Rodrigues, quando produziu seu primeiro móvel. Em 2002 graduou-se em Desenho Industrial pela PUC-Rio.

A partir de 2003, começou a produzir móveis em madeira maciça, com peças de demolição – colunas, vigas e mourões de casas antigas – batizadas como “Carpintaria Contemporânea”. A partir de 2005, começa a criar uma nova linha de móveis com peças produzidas industrialmente, usando além de madeira com origem controlada, materiais diversos como plástico, metacrilato, metais e partes de outros produtos industrializados. Para representar os móveis dessa nova linha, Zanini cria em 2011 o Studio Zanini.

Recebeu os mais importantes prêmios de Design do Brasil e fora pelos móveis que criou nos dois segmentos e expôs nos principais eventos nacionais e internacionais da área. Hoje assina peças para grandes marcas nacionais e internacionais como a francesa Tolix, as italianas Cappellini, Slamp e Poltrona Frau, e a americana Espasso.

Sobre José Zanine Caldas

A história de José Zanine Caldas, ou simplesmente Zanine, se confunde com a história da arquitetura modernista brasileira e com a de Brasília. José Zanine Caldas, nascido em Belmonte-Ba, é conhecido como o “mestre da madeira” por conta de seus trabalhos primorosos com essa matéria-prima. Em 1948 fundou a Móveis Artísticos Z e suas peças marcaram páginas importantes da história do design brasileiro.

Durante os 14 anos de produção dos móveis, em São José dos Campos, o designer assinou produtos que promoviam a integração da experiência artesanal tradicional brasileira e do movimento moderno de forma singular.

As poltronas Kid, Cuca e Chica, mesa lateral Zé, mesa de centro João e o revisteiro Nini, todas batizadas com o nome ou apelido dos filhos do arquiteto, as banquetas X, a cadeira I e as poltronas Ne H e o Banco Belmonte (reedição do banco maciço produzido na década de 1970 a partir de descarte do desmatamento da Mata Atlântica no Sul da Bahia), fazem parte do selo criado pela família de Zanine Caldas, com o intuito de propagar a qualidade estética do seu desenho.

Produzido em série, o mobiliário criado na década de 1950, hoje, são executados em freijó maciço, estofado e compensado. No total, foram reproduzidas doze peças consideradas na atualidade como ícones de estilo e design criados por Caldas, o pioneiro no uso de madeira sustentável com personalidade e elegância genuínas.

No início da década de 1980, Zanine, fundou no Rio de Janeiro o Centro de Desenvolvimento das Aplicações das Madeiras do Brasil (DAM) e o transferiu para a UnB, em 1985, quando propôs a criação da Escola do Fazer, um centro de ensino sobre o uso da madeira da região para a construção de casas, mobiliário e objetos utilitários para a população de baixa renda.

No final da década, sua obra ganhou uma exposição no Museu do Louvre (Paris) e ele passou a dar aulas na École d´Architecture [Escola de Arquitetura] de Grenoble, França. Zanine faleceu em 2001, deixando um importante legado para o design e a arquitetura mundiais.

Sobre José Roberto Bassul

Arquiteto e fotógrafo, José Roberto Bassul nasceu no Rio de Janeiro e vive em Brasília. Sua fotografia volta-se para a arquitetura, a paisagem urbana e para aspectos contemporâneos da vida nas cidades. Periodicamente ministra cursos e oficinas sobre “fotografia autoral de arquitetura”. Recebeu diversos prêmios, entre os quais o 1° lugar no International Photography Awards – IPA (architecture-buildings), dois Gold Awards no Prix de la Photographie Paris – PX3 (architecture e fineart) e o Silver Award no Tokyo International Foto Awards – TIFA (architecture).

Publicado em revistas especializadas no Brasil, França, EUA, Inglaterra, México e Argentina, seu trabalho tem sido frequentemente exposto por galerias e museus, em mostras individuais e coletivas. Em 2018 publicou o fotolivro Paisagem Concretista, já esgotado. Tem obras na Coleção Joaquim Paiva e outras importantes coleções privadas, e nos acervos do Museu Nacional da República, em Brasília, e do MAR – Museu de Arte do Rio de Janeiro.

Sobre Márcio Borsoi

Márcio Borsoi começou na fotografia na década de 1970, ainda como estudante de arquitetura. Após um longo período de abandono e de graduar-se como administrador, retornou em 2009 para a fotografia, principalmente de arquitetura de interiores.

Atualmente, dedica-se à fotografia autoral. Urbano e um observador do cotidiano, diz que o banal das cidades o atrai, junto com uma pesquisa em fotografia com elementos naturais e orgânicos. “Fotografar é um ato poético e o minimalismo recorrente, “O menos é mais””, ressalta. Sua formação em fotografia resulta da participação em Workshops e cursos de História da Arte, estudos teóricos e das obras de fotógrafos.

Serviço

Celebração do centenário de José Zanine Caldas
Conversa com designer e fotógrafos
Com Zanini de Zanine, José Roberto Bassul e Márcio Borsoi
Quando: 13 de março
Quarta-feira, 18h
Local: Hill House, CasaPark, Piso Térreo, Lojas 125/126
Brasília-DF.
Telefone: (61) 3363-5273

Abertura das mostras fotográficas
“Ver, transver”,
Fotografias de José Roberto Bassul
“O Silêncio dos meus olhos”
Fotografias de Márcio Borsoi
Quando: 13 de março
Quarta-feira, 18h
Visitação: Até 25 de maio
De segunda a sábado, das 10h às 22h
Local: Hill House, CasaPark, Piso Térreo, Lojas 125/126
Brasília-DF.
Telefone: (61) 3363-5273

Inauguração da Vitrine
Instalação em homenagem a José Zanine Caldas
Criação: Zanini de Zanine
Quando: 13 de março
Quarta-feira, 18h
Visitação: De segunda a sábado, das 10h às 22h
Local: Hill House, CasaPark, Piso Térreo, Lojas 125/126
Brasília-DF.
Telefone: (61) 3363-5273

José Roberto Bassul – paisagem concretista – Hill House | Foto: Divulgação
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