Em homenagem ao ANIVERSÁRIO DA INEZITA BARROSO, dia 04/03 (completaria 95 anos) o documentário dirigido por Hélio Goldsztejn estreia na TV Aberta

Desafiando família, preconceitos, a própria época em que começou a carreira e até o universo de um gênero musical, Inezita Barroso venceu várias batalhas ao longo da vida. Sempre carregou a bandeira da preservação da música de raiz e abriu caminho para que outras mulheres também pudessem cantar e tocar viola. Se hoje a presença feminina é cada vez maior na música caipira, muito deste mérito se deve a ela.

Foram mais de 60 anos de carreira, quase 35 deles à frente do Viola, Minha Viola, um programa que se tornou um espaço único de defesa da música caipira. Como apresentadora, Inezita comprou várias brigas por admitir apenas a presença de artistas que procuravam manter a tradição do gênero que abraçou, não admitindo a presença de baterias e teclados no palco do programa, por exemplo.

Mas apesar dessa ser a face mais conhecida de Inezita, ela também foi atriz de cinema (chegando a ganhar o Prêmio Saci de melhor atriz de 1955, dirigida por Alberto Cavalcanti), pesquisadora, folclorista, radialista, professora universitária e, claro, cantora. Mas não só de música caipira. Para Paulo Vanzolini, ela era a melhor cantora de samba do país.

Participações: Ruth de Souza (atriz), Mary e Marilene Galvão (cantoras), Renato Teixeira (cantor e compositor), Ary Toledo (humorista), Daniel (cantor), Nicete Bruno (atriz), Eva Wilma (atriz), José Hamilton Ribeiro (jornalista e pesquisador), Paulo Freire (violeiro), Zuza Homem de Mello (crítico musical), Rodrigo Faour (pesquisador musical), Wandi Doratiotto (músico), Marta Barroso (filha de Inezita), Paula, Cristina e Fernanda (netas de Inezita), Juliana Andrade (cantora e violeira), Bruna Viola (violeira), Pelão (produtor musical), Joãozinho (músico), Roberta Miranda (cantora), Adriana Sanchez (sanfoneira) e Bosco Fonseca (músico).

INEZITA é mais um documentário realizado pela equipe da TV Cultura, dirigido por Helio Goldsztejn, com roteiro de Fabio Brandi Torres, que vem se somar a outras obras já realizadas, como LYGIA – UMA ESCRITORA BRASILEIRA, HENRY SOBEL – LUZ E SOMBRAS DE UM RABINO, TOMIE OHTAKE e CARTA AOS BRASILEIROS – GOFFREDO DA SILVA TELLES JUNIOR.

Sinopse

Ignez Magdalena Aranha de Lima, a Inezita Barroso (1925-2015), revolucionou a música brasileira. Mas o caminho não foi fácil: ao começar a carreira, ela precisou desafiar a família e lutar por espaço no samba, dominado por homens. Além de cantora, Inezita foi instrumentista, atriz, bibliotecária e apresentadora de televisão, tendo comandado o programa Viola, Minha Viola por 35 anos.

Direção: Helio Goldsztejn

Jornalista, formou-se na faculdade Cásper Líbero em 1973. Trabalhou como repórter na televisão e, desde 1993, dirige o programa Metrópolis, da TV Cultura. Estreou na direção de documentários com Theatro Municipal – 100 Anos de Arte (2011). Também comandou filmes documentais, para o cinema e a televisão, como Tomie Ohtake (2015) e Lygia, Uma Escritora Brasileira (2017).

Ficha Técnica

Realização: TV CULTURA
Direção: Helio Goldsztejn
Roteiro: Fabio Brandi Torres
Produção Executiva: Eneida Barbosa
Edição e Finalização: Solano Marreiros
Sonoplastia: José Antonio Lippo
Imagens: José Elias da Silva
Duração: 85 minutos
Classificação indicativa: 10 anos

Sobre o Itaú Cultural

O Itaú Cultural é um instituto voltado para a pesquisa e a produção de conteúdo e para o mapeamento, o incentivo e a difusão de manifestações artístico-intelectuais. Dessa maneira, contribui para a valorização da cultura de uma sociedade tão complexa e heterogênea como a brasileira.

Ao considerar a cultura uma ferramenta essencial à construção da identidade do país e um meio eficaz na promoção da cidadania, desde 1987, quando foi aberto, o instituto busca democratizar e promover a participação social. Programas como o edital Rumos, de fomento à produção cultural, reafirmam a sua missão e o seu propósito e o colocam entre os mais importantes institutos culturais do país.

A instituição tem como missão inspirar e ser inspirado pela sensibilidade e pela criatividade das pessoas para gerar experiências transformadoras no mundo da arte e da cultura brasileiras. Inspirar o poder criativo para a transformação das pessoas, é o seu propósito que se baseia em sete princípios básicos: estimular a participação cultural e artística das pessoas, democratizar o acesso à arte e à cultura, reconhecer e apoiar a constituição de memória da arte e da cultura brasileiras, fomentar manifestações culturais e artísticas, incentivar a experimentação e novas possibilidades artísticas, apoiar artistas e pesquisadores das diversas linguagens e articular políticas de interesse público a partir dos direitos culturais.

Sobre a TV Cultura

Atual, atrativa, crítica e democrática, a TV Cultura é um modelo de emissora pública brasileira. Com programação reconhecida e voltada a diversos públicos e faixas etárias, destaca-se no cenário nacional pelo conteúdo, dedicado ao desenvolvimento do cidadão.

Próxima de completar 50 anos, a emissora soma mais de 400 prêmios nacionais e internacionais, incluindo quatro Emmy Awards e mais de 10 troféus Prix Jeunesse. Além disso, é tida como a segunda melhor emissora do mundo em qualidade de programação, de acordo com pesquisa encomendada pela BBC. Entre outros destaques, é lembrada por público e crítica por suas produções musicais, infantis, culturais e jornalísticas.

Anterior COMO DAR UMA GUINADA NA CARREIRA
Próximo Eu faço meu brinquedo: Sinfonia Inflável no CCBB