Peça on-line (In) Cômodos – a Mulher da Ponte representará o Distrito Federal em Festival de Teatro de Mariana (MG). Produção que conta a história de uma mulher solitária e de suas dores concorre no V Festeco – Confinamentos e Resistências

Em tempos de pandemia onde os artistas tentam resistir ao caos e ao mercado afetado, a Cia Em Comma de Brasília resolveu, mesmo assim, levar arte ao público de forma independente. Em 2020, o grupo levantou via Catarse o espetáculo on-line (In) Cômodos – A Mulher da Ponte.

A produção baseada na obra literária Aqueles Livros Não Me Iludem Mais, do premiado autor pernambucano Cícero Belmar relata uma série de casos de intolerâncias por meio de uma mulher solitária vivida pela atriz Clara Camarano que também operou a câmera e luz do espetáculo. A direção, cenografia e produção é de Ernandes Silva.

Após ser selecionada e participar da 12ª Mostra Nacional de Teatro de Rua de Garulhos (SP), da 5ª Mostra nacional de Curta Teatro de Congonhas (prêmio de melhor dramaturgia) e de estar concorrendo na 25ª edição do Fescet – Festival de Cenas Teatrais de Santos (SP), a companhia de Santa Maria vai representar o Distrito Federal também na quinta edição do Festeco – Confinamentos e Resistências. O Festival de Teatro Comunitário de Mariana (MG) já está acontecendo. (In) Cômodos: A Mulher da Ponte estará em cartaz nesta terça-feira, dia 22 de junho, às 19h no canal do Festival no YouTube: Yutube.com/Festeco. Gratuito. Não recomendado para menores de 14 anos.

O texto foca em casos de denúncias de discriminação, preconceitos e em uma série de assassinatos como o de Marielle Franco que afetou todo o Brasil, a peça chega de fato para incomodar e para levar os internautas à reflexão. Ensaiada via celular – diretor e atriz em lados opostos da tela – a produção é um monólogo que se passa dentro de um quarto. Para o Festeco, o monólogo de 45 minutos se transformou em uma cena de 15 minutos onde o público irá se deparar com a solidão dessa mulher que virou prostituta para ganhar um dinheiro mínimo para sua sobrevivência e de sua parceira de vida: a cadelinha Bina.

“Na trama de (In) Cômodos temos duas personagens, duas vidas marcadas pela intolerância humana, ambas excluídas da sociedade e que evidenciam o desprezo e a dor da solidão. Temos uma mãe e uma filha, a cadelinha Bina, que nos mostram um lindo e verdadeiro amor. E é disso que queremos falar, do sentimento de amor. De respeito pela vida”, destaca o diretor Ernandes Silva.

A obra juntou artistas independentes do DF. A trilha sonora original foi feira por Cecy Wenceslau e Magno Myller (música Do Nono Andar) e Caio César Costa (música Tempos Incômodos). Fotografia por Fernanda Resende e tradução em libras por Tatiana Elizabeth.

“Foi uma experiência única fazer um teatro que não é teatro, mas também não é audiovisual porque a gente gravou direto, não podia parar e nem errar. Aliás, se errar improvisa, como nos palcos. Essa nova linguagem híbrida com certeza veio para ficar. Foi um desafio manipular o celular e atuar ao mesmo tempo”, conta a atriz Clara Camarano.

Serviço:

Peça on-line (In) Cômodos – a Mulher da Ponte representará o Distrito Federal no V Festeco – Confinamentos e Resistências
Data: 22 de junho, terça-feira
Horário: A partir das 19h
Gratuito
Local: Canal do Festival no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCjTpJCAZQ96_JheqgCqTNjw
(In) Cômodos – A mulher da Ponte não é recomendado para menores de 14 anos.

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