Com uma extensa trajetória na área, o cantor e compositor Humberto Effe acaba de lançar o single “Olho de Tigre”. A faixa, criada em parceria com Lucky Luciano, já está disponível nas plataformas digitais.

Ao mesmo tempo em que a pandemia provocou o distanciamento físico entre as pessoas, ela também possibilitou o surgimento de novos encontros dentro do ambiente virtual, que se estenderam para o campo físico. Foi assim com os músicos Humberto Effe e Lucky Luciano, autores da canção “Olho de Tigre”, que chega agora às plataformas digitais. Ambos já conheciam e acompanhavam o trabalho um do outro, mas nunca tinham tido a oportunidade de criarem algo juntos. O encontro se deu por meio das redes sociais e o resultado dele poderá ser conferido pelo público nas plataformas digitais.

Essa música faz parte de uma trilogia, que inclui “A vontade e o medo” e “Frágil”, lançadas em 2020 e 2021, respectivamente. As duas canções anteriores foram produzidas por Junior Tostói e geridas pelo selo Backing Stars/Ditto Music. Já a produção de “Olho de Tigre” ficou a cargo de Effe em parceria com o músico Marcelo Vig, que também participa dos arranjos, bateria, programações e masterização da faixa, classificada pelo autor como uma ciranda, que foi sendo construída em camadas. “Posso dizer que são duas músicas numa só”, completa Effe.

O lançamento deste terceiro single também coincide com a retomada do artista aos palcos. Os shows estão de volta com uma banda super afiada que tem Marcelo Vig na bateria, Gustavo Corsi(tb ex- Picassos), no violão e guitarra e, no baixo, Hugo Nogushi.

Ao invés de lançar um álbum com várias composições, Humberto effe optou por ir apresentando os singles ao público à medida em que vão sendo finalizados. “Está sendo muito gratificante poder trabalhar cada canção separadamente.

O universo da música digital possibilita essa oportunidade de fazer um trabalho mais profundo com cada canção, o que é muito mais rico, principalmente para nós, artistas independentes”, destaca. Outro ponto de destaque que ele acrescenta é sobre o alcance das plataformas digitais, que possibilitam uma distribuição para públicos e espaços muito diversos, ampliando o alcance das obras e dos artistas.

“Essa é uma música que trata sobre a perseverança, sobre a nossa conexão com uma série de símbolos na natureza, a religião, simbologias, mitos populares, refletindo sobre os impactos coletivos e sociais e das nossas escolhas e do nosso envolvimento com o meio em que estamos inseridos. É sobre reconstruir o futuro”, aponta Humberto Effe.

Ficha Técnica “Olho de Tigre”

Arranjo e produção: Humberto Effe e Marcelo Vig
Violão e Guitarras: Gustavo Corsi
Baixo: Hugo Noguchi
Bateria e programações: Marcelo Vig
Voz e Violão: Humberto Effe
Masterização: Marcelo Vig

Sobre Humberto Effe

HUMBERTO EFFE começou a carreira artística como um dos fundadores da banda Picassos Falsos. Surgida em 1985, foi uma das pioneiras, na geração dos anos 80, em misturar rock, soul e funk com baião, afoxé, maracatu e samba, algo que só viria a ser comum a partir dos anos 90, com  Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A.

O grupo fez sucesso com canções como “Carne e Osso”, “Quadrinhos” e “Supercarioca”. Após o lançamento dos discos “Picassos Falsos”, em 1987, e “Supercarioca”, em 1988, a banda se separou e, durante esse período, Humberto dedicou-se à carreira como compositor e seu trabalho solo, lançando seu primeiro disco, “Humberto Effe”, pela Virgin, em 1995.

O disco foi produzido por Chico Neves, produtor conhecido pela introdução dos samples nas gravações, uma novidade na época, responsável por álbuns de sucesso como “Lado B Lado A” do Rappa, “O Dia em que Faremos Contato” do Lenine, “Maquinarama” e “Carrossel” do Skank, “Hey Na Na” dos Paralamas, “Bloco do Eu Sozinho” dos Los Hermanos e muitos outros. Fazem parte do repertório deste álbum as músicas “Onde há desejo não há cruz”, o clássico “De Frente pro Crime” de João Bosco e Aldir Blanc e “O preto e o branco” do Bezerra da Silva, que teve registro no clipe dirigido pela premiada cineasta Sandra Kogut.

Como compositor, o período marca um amadurecimento de Humberto Effe, que foi gravado por nomes como Frejat, Skank, Marina Lima, Dado Villa Lobos, Toni Platão e Cris Braun, sendo algumas dessas composições feitas em parceria com estes artistas. Em 2004 o Picassos Falsos voltou à ativa lançando seu terceiro álbum “Novo Mundo” e na sequência “Supercarioca 25 Anos” (2014) e “Nem Tudo Se Pode Ver” (2017).

Serviço

Humberto Effe lança o single “Olho de Tigre”
Disponível em todas as plataformas digitais de música