Guarani Periférico nas escolas do Distrito Federal


Guarani Periférico
Guarani Periférico | Foto: Débora Herszenhut

A partir de convivência com jovens indígenas, projeto promove debates em escolas públicas de Taguatinga, Ceilândia e Planaltina

Entre março e abril, a companhia teatral hispano-brasiliense La Casa Incierta esteve na cidade de Amambai, Mato Grosso do Sul, produzindo o espetáculo Yvy Ñe´E – A fala da Terra. Estrelada por 16 jovens guaranis kaiowás, a criação cênica foi apresentada no Teatro Municipal de Dourados, em 6 e 7 de abril. Em cena, o elenco expressou, com cantos e danças, suas alegrias e tristezas, tradições e contradições, desejos e preocupações.

A montagem teve direção de Carlos Laredo, preparação de atores e coreográfica de Fernanda Cabral e assistência de direção de Clarice Cardell. Todo o processo de realização do espetáculo, da seleção de elenco, passando pelos ensaios e chegando às apresentações, foi registrado em foto e vídeo.

Yvy Ñe´E – A fala da Terra faz parte do projeto Guarani Periférico, cuja continuação acontece no Distrito Federal, em escolas de ensino médio de Taguatinga, Planaltina e Ceilândia, entre 17 e 24 de abril. Nesses locais, os estudantes terão contato com os materiais registrados em Amambai e Dourados. O intuito é, a partir dessas fotografias e filmagens, propor debates no intuito de aproximar jovens distantes geográfica e culturalmente. Quais experiências de vida e visões de mundo compartilham esses garotos e garotas? O que existiria em comum entre os adolescentes da aldeia e aqueles do entorno da capital brasileiras?

O projeto é realizado com recursos do FAC – Fundo de Apoio à Cultura, da Secretaria de Cultura do GDF. Guarani Periférico surgiu a partir da experiência da companhia La Casa Incierta (grupo de teatro premiado internacionalmente criado em Brasília em 2000) em duas apresentações do espetáculo A geometria dos sonhos, feitas em abril de 2015, para a comunidade da aldeia guarani kaiowá de Amambai.

Desse convívio, a companhia recebeu o convite para a realização de oficinas de teatro com jovens guaranis – que, nas oficinas, foram estimulados a externarem suas emoções. A atividade revelou a grande necessidade de expressão da juventude guarani kaiowá em seus anseios por, entre outros sentimentos, autonomia e liberdade. Um dos desdobramentos desses contatos em 2015 foi a volta da companhia para a cidade sul-mato-grossense em 2018.

Guarani Periférico nas escolas

17 de abril, às 8h30
CEMEIT (QNB 1, Área Especial 1 – Setor Central Taguatinga Norte)

19 de abril, às 14h
CEM 10 (QES 1, Área Especial 1 – Setor de Industria de Ceilândia)

20 de abril, às 8h
CEMEB (QSA 6, Setor A Sul – Taguatinga Sul)

20 de abril, às 14h
CEM 10 (QES 1, Área Especial 1 – Setor de Industria de Ceilândia)

23 e 24 de abril, às 10h
Centro de Ensino Fundamental 1 (Setor Educacional Quadra 2 – Planaltina)

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