A dupla de musicistas (harpa e oboé) se apresenta às 16h, na Igrejinha de São Sebastião, em Planaltina

A Igreja de São Sebastião, a Igrejinha, construção do Século 19 encravada no Centro Histórico de Planaltina, é o cenário da apresentação do Gemini Duo, formado pelas irmãs Leila (harpa) e Lília (oboé) como parte da programação do “Sarau Cultural no Interior”, projeto que movimenta a cena musical de Planaltina, Distrito Federal, até o final deste este mês. No próximo dia 30, encerrando a programação de 15 shows da edição deste ano, Música Barroca. Às 16h, também na Igrejinha.

No repertório do Gemini Duo, formado em 2014 com o intuito de divulgar o erudito e popular para esta formação, oboé e harpa, através de arranjos escritos especialmente para estes instrumentos, estão Ave Maria (Gounod), Ária da 4ª corda (J. S. Bach), Greensleave (autor desconhecido), O Cisne (Saint Saens), Entract (G. Bizet), The Old Castel (Mussorgsky), Serenade (Schubert), Cavatina (John Williams), Hymn to Hope (Secret Garden), Gabriel’s oboe (Ennio Morricone), Gyminopedie 1 (Erick Satie) e Prayer (Mascagni).

As duas musicistas são formadas pela Escola de Música de Brasília, e com especialização em festivais de música pelo país. Já se apresentaram em diversos palcos pela cidade de Brasília levando a importância da música instrumental e a beleza de instrumentos tão exóticos como a harpa e o oboé.

Sobre o Sarau Cultural no Interior

Com curadoria do regente, professor de Música e violinista Thiago Francis, a segunda edição do projeto traz uma diversidade de estilos musicais, do erudito ao popular, como a catira de Planaltina, frevo, cavaquinho e chorinho. Em 2019 acontecem apresentações de orquestras de câmara, quinteto de sopros, quarteto de cordas, duo de soprano e tenor, duo de harpa e oboé, duo de violoncelos, quinteto de metais, grupos musicais de raiz, MPB, clássicos nacionais e internacionais, música latina e caipira (o violeiro Roberto Corrêa é uma das atrações. O músico se apresenta no dia 16 de agosto), proporcionando o encontro, a união e a simbiose dessas expressões musicais e culturais, com a comunidade local, resgatando parte do patrimônio imaterial nas diversas linguagens musicais de Planaltina, Brasília e do entorno do DF.

O projeto teve início em maio dando início às seis apresentações em instituições públicas de ensino às quartas-feiras. “Estamos muito felizes com a receptividade dos alunos. Acima do esperado.”, observa Thiago Francis. Em junho e julho, as apresentações aconteceram no IAC (às 20h). Em agosto, também às sextas-feiras, duas das três apresentações previstas acontecem na Igreja de São Sebastião, a Igrejinha, construção do Século 19.

“O Sarau Cultural no Interior é um projeto que visa à promoção do acesso à cultura nos seus mais diversos níveis e o intercâmbio entre os artistas. Além de colaborar para a democratização da música, ele desperta, incentiva e resgata o gosto pela música pela comunidade. Através do projeto queremos formar plateia e novos músicos, e oportunizar um espaço aos artistas, valorizando e resgatando seus trabalhos.”, observa Thiago Francis, também curador da edição de estreia do projeto que teve a sua viabilização através do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).

“Planaltina é uma cidade carente de iniciativas culturais. O nosso objetivo é democratizar a cultura. As práticas musicais são atividades dinâmicas e colaborativas. Temos que instigar a formação de novos músicos, abrir os olhos e ouvidos para os diversos estilos musicais e precisamos valorizar as nossas raízes. Não podemos deixar que a catira e a música caipira, por exemplo, desapareçam.”, afirma Beatriz Borges Guimarães, autora do projeto e colaboradora do IAC, popularmente conhecida por Casa dos Idosos, entidade criada por Maria Alice e o ex-administrador de Planaltina Salviano Guimarães.

O IAC, espaço que recebe também as apresentações do Sarau Cultural no Interior, foi fundado em 1981 por um grupo de voluntários. A instituição sem fins lucrativos oferece várias atividades, sobretudo nas áreas de cultura, educação, socialização e turismo, aulas de teatro e dança, além de jogos e uma biblioteca aberta à comunidade. O público é composto majoritariamente por maiores de 65 anos, mas as atividades são abertas a todas as idades.

Informações: www.iacdf.com.br

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