Espetáculo Fôlego, de Gary McNair, com direção de Kiko Rieser e atuação de Priscila Paes, estreia de forma online dia 1º de maio

Inédito no Brasil, Fôlego, do jovem autor escocês em ascensão Gary McNair, ganha tradução de Priscila Paes (que também atua no espetáculo) e direção de Kiko Rieser, na primeira montagem de sua obra no país. A peça será transmitida de 1 a 16 de maio, aos sábados  e domingos, às 20h, pela Plataforma Teatro. Aline Santini (desenho de luz), Kleber Montanheiro (figurino) e Mau Machado (trilha sonora original) completam a ficha técnica.

Gary McNair tem recebido diversos prêmios no Reino Unido, com encenações de suas peças em diversos países. A peça Fôlego nos apresenta uma protagonista em uma situação bastante específica e bem distante de nossas vidas “saudáveis”, mas suas dúvidas, dilemas, medos e desejos são os mesmos que os nossos.

“Reconhecer-se em um mundo aparentemente distante é o que torna esta peça tocante para o público em geral. Fôlego é impactante porque todos nós, mesmo não sofrendo de epilepsia, nos reconhecemos em Jane pela possibilidade, sempre presente, do imponderável se estabelecer em nossas vidas. Buscamos todos alcançar e, por vezes, ultrapassar os nossos limites físicos e psíquicos. Será que é sempre possível alcançá-los? Assim como Jane, estamos sempre lidando com escolhas no nosso dia-a-dia. O tempo dela está correndo. Nosso tempo também está correndo. A todo custo e a toda hora é preciso tomar uma decisão. E nós corremos, seja para tomá-la mais rapidamente, seja para fugir dela”, conta a tradutora Priscila Paes.

“A genialidade do texto de McNair, que em pouco tempo de carreira já coleciona prêmios e torna-se rapidamente um dos nomes mais importantes do teatro britânico, está no fato de fazer com que o leitor se sinta dentro da cabeça da protagonista, que apesar de sofrer de uma doença séria, mantém um peculiar estado de bom humor”, conta o diretor Kiko Rieser.

Para entender melhor a condição de Jane e seus aspectos concretos, Priscila Paes contou com a colaboração da equipe de assistentes sociais, psicólogos e médicos da Associação Brasileira de Epilepsia, e participou de encontros semanais com pessoas que sofrem desta doença. “Essas pessoas também buscam um alívio para sua condição e algumas delas inclusive devem decidir se fazem ou não a cirurgia para retirar parte de seus cérebros. O contato com pessoas na mesma situação de Jane, que enfrentam as mesmas dificuldades e os mesmos dilemas que a protagonista da peça, é fundamental para poder me colocar em cena de maneira precisa”, conta a atriz.

“O enfrentamento dos limites é um dos pontos mais marcantes da peça e está presente na vida de todos. “Fôlego”, ao propor uma perspectiva tão visceral sobre as descobertas e redescobertas dos limites de um corpo, é de fundamental importância para que confrontemos nossos próprios medos, desafios e escolhas”, concluem Priscila e Kiko.

SINOPSE

Jane sofre de epilepsia e, contra todas as expectativas, descobre na corrida um modo de evitar as convulsões. Passa a correr todos os dias, diversas vezes, sempre que sente que está para convulsionar – e isso parece ter resolvido o problema. Até que, depois de muito tempo, ela tem um novo ataque. Recebe, então, a notícia de que pode realizar uma cirurgia para a retirada de parte de seu cérebro, o que curaria sua doença, mas poderia deixar sequelas. Jane decide então participar da chamada “Corrida da Morte” no deserto de San Antonio. Ela se impõe as 110 milhas da ultramaratona como prazo para tomar sua decisão.

SINOPSE CURTA

Jane sofre de epilepsia e, contra todas as expectativas, descobre na corrida um modo de evitar as convulsões. Passa a correr todos os dias, diversas vezes, sempre que sente que está para convulsionar – e isso parece ter resolvido o problema. Até que, depois de muito tempo, ela tem um novo ataque.

Sobre Kiko Rieser

Formado em Artes Cênicas pela ECA-USP, dirigiu “Capitu, olhos de mar” (adaptação autoral), “Amarelo distante” (texto autoral, baseado em Caio Fernando Abreu, com Mateus Monteiro), “A dama da noite” (de Caio F. Abreu, com André Grecco), “A vida útil de todas as coisas” (texto autoral, com Eduardo Semerjian, João Bourbonnais, Louise Helène e Luciana Ramanzini, diversas indicações ao Prêmio Aplauso Brasil), “Quando as máquinas param” (com André Kirmayr e Larissa Ferrara) e os infantis “Braguinha – sons, canções e histórias” (em parceria com Cristiano Tomiossi – Sesc Ipiranga e Sesc Pinheiros, 4 indicações ao Prêmio São Paulo) e “O que fica das pessoas que vão” (texto autoral). Produziu alguns desses espetáculos (“Capitu”, “Amarelo Distante”, “Braguinha” e “O que fica…”), além de “Cabarezinho” (dois anos em cartaz no CIT-Ecum), “Gardênia” (em cartaz por 6 anos), “Consertando Frank” (indicado a melhor espetáculo no Prêmio APCA, temporada de um ano e meio em São Paulo e diversas viagens), “Volpone” (Teatro MuBE Nova Cultural), o infantil “Moinhos e carrosséis” (Teatros Cacilda Becker e João Caetano), “A cabala do dinheiro” (direção de Clarice Niskier e André Aciolli, Teatro Eva Herz), “Esperando Godot” (Grupo Garagem 21, indicado ao Prêmio Shell 2017 de Melhor Figurino, diversas viagens), “O quarto estado da água” (com Anderson Di Rizzi e Kiko Pissolato), e a produção local de “Alair” (com Edwin Luisi, Teatro Nair Bello). Produziu também o livro “Amor ao teatro”, compilação de críticas de Sábato Magaldi, finalista do Prêmio Jabuti 2015. Em cinema, escreveu e dirigiu o curta-metragem “Deixe a porta aberta ao sair” (com Lucélia Santos e João Victor D’Alves), em fase final de montagem. Em 2012, foi um dos vencedores do concurso Dramaturgias Urgentes, do CCBB, com a peça “Desassossego”. É autor de “Lapsos” (poemas, Editora Patuá, 2017) e “Átimo” (romance, Editora Instante, 2018).

Sobre Priscila Paes

Bacharel em Artes Cênicas pela UNICAMP, participou do Projeto de Extensão Universitário Mandioca com apresentações em São João Del Rei, Braunschweig e Berlim. Ainda na faculdade, encenou Manuel, de Lygia Fagundes Telles, no Fórum Permanente de Arte e Cultura – CGU/COR. Profissionalmente, atuou em E, de repente, eu estava lá, direção da Profa. Dra. Marina Elias, na Semana de Artes do Corpo da PUC-SP, e RAMP, do grupo britânico-brasileiro Teatro Fósforo, no Festival Shakespeare 400 da Cultura Inglesa. Foi assistente de direção e stand-in em I Hate Hamlet, de Paul Rudnick, direção de Rodrigo Haddad, e assistente de Ariela Goldmann na preparação de elenco do longa-metragem Jonas, direção de Lô Politi. Atualmente, é radialista e redatora do programa “Papo, Prosa e Poesia”, na webradio Radio Baruk FM e professora de teatro da Cultura Inglesa, tendo ganhado 8 prêmios no Drama Festival de 2012 – incluindo melhor direção. Está em processo de montagem com o monólogo Born To Run, do escocês Gary McNair, com direção de Gabriel Hirschhorn e supervisão artística de Dagoberto Feliz, grupo Folias; e de Vestido De Noiva, de Nelson Rodrigues, direção de Marco Antônio Braz, do Círculo dos Comediantes.

FICHA TÉCNICA

Texto: Gary McNair
Tradução: Priscila Paes
Direção: Kiko Rieser
Elenco: Priscila Paes
Desenho de luz: Aline Santini
Figurino: Kleber Montanheiro
Trilha sonora original: Mau Machado
Assistência de direção: André Kirmayr
Assistência de iluminação e montagem: Pajeú Oliveira
Assistência de figurino: Thais Boneville
Costureira: Ray Lopes
Direção de produção: Kiko Rieser
Produção executiva: Jaddy Minarelli
Registro em foto: Heloísa Bortz
Registro em vídeo: Leekyung Kim
Arte gráfica: Giovani Tozi
Mídias sociais: Jaddy Minarelli
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Realização: Rieser Produções Artísticas
Projeto realizado com apoio do edital ProAC LAB nº 36

SERVIÇO

De 1 a 16 de maio
Sábados e domingos, às 20h
www.plataformateatro.com
Gratuito
12 anos
50 minutos

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