Festival Satélite 061


Festival Satélite 061 chega à sua 6ª Edição e o Palco Radar é que abre sua programação

O Teatro e o gramado da Funarte Brasília, entre os dias 14 a 17 de setembro, serão os palcos de uma pílula para a edição 2017 do Festival Satélite 061. Apresentado pelos curadores do Festival como um ato político e de resistência, o Palco Radar traz ao centro da Capital – mesa e bate-papo com artistas e produtores locais, espetáculo de rua, projeto de dança urbana e show com a rapper Thabata Lorena.

Inserido na programação plural e multiáreas do Festival Satélite 061, o Palco Radar descortina versatilidade, criatividade e traz em sua narrativa a provocação: “Minoria ou Oprimido?”. Com peça infantil, mesa e bate-papo em prol de uma agenda positiva para 2018 e projetos de música black, o curador Edson Beserra apresenta nesta pílula do Palco Radar vertentes cujas narrativas versam acerca de temas pertinentes e que estão à pauta em nosso dia a dia.

Candomblecista, negro e homossexual, Edson se diz inserido e representado neste “coletivo chamado de minoria, por ser de oprimidos, mas que é maioria, é atuante e não descansa”. Alinhado a este pensamento, o Palco Radar é um convite a caminhar através de territórios que enaltecem a feminilidade e também questões identitárias do negro no nosso País.

Sempre provocativo, o Palco Radar tem lotado teatros em todas as suas edições dentro do Festival Satélite 061 e com relação a isso, Edson credita à pluralidade brasiliense, que bebe de todas as culturas. “A diversidade do DF é alimento farto para quem produz e aprecia arte”, afirma. O Radar retorna em novembro, com outros espetáculos e atividades de cunho artístico, quando da realização da 6ª Edição do Festival Satélite 061, que este ano precisou ser adiado por contingenciamento de recursos para sua realização na data prevista.

Uma agenda positiva para a realização de Festivais no DF. Mesa de conversa inaugura as atividades do Palco Radar

Espaços amplos e abertos, inseridos em paisagens urbanos que são Patrimônio da Humanidade, uma cena criativa pungente, com a presença plural e quase que infinita de vertentes artísticas, aliada a um extenso rol de agentes culturais engajados na realização produções, são pontos fortes e positivos que a população do DF encontra e desfruta por meio da realização de eventos de médio e grande porte, muitos deles gratuitos e grande parte ao céu aberto.

No entanto, ainda são muitos os desafios que agentes e produtores culturais têm que enfrentar quando da realização de eventos, como o acesso a patrocínios, as burocracias para a liberação de uso dos espaços públicos, lei do silêncio, transporte público eficiente, o apoio institucional de órgãos governamentais e, ainda, a definição de um calendário local eficiente para tantos eventos que vêm despontando.

Com o intuito de conversar e discutir os pontos fortes e pontos francos, além dos desafios e oportunidades, presentes e em potencial, na cena cultural brasiliense, o Festival Satélite 061 inaugura as atividades desta 6ª Edição com uma mesa onde participarão representantes de Festivais locais e agentes públicos. A mesa é uma iniciativa de Marta Carvalho, Edson Beserra e Débora Carvalho, curadores dos Palcos, Satélite 061, Radar e Radiofusão, respectivamente.

Estão convidados a participarem deste evento: artistas, produtores culturais, jornalistas, patrocinadores e assessores de imprensa a fim de, juntos, criar uma agenda positiva para 2018.

Programação

Mesa: Agenda Positiva – Festivais de Continuidade
Dia 14 de setembro, quinta-feira, às 17h: no Teatro Plínio Marcos da Funarte
Entrada gratuita, sem inscrição prévia
Informações: executiva.satelite061@gmail.com.

Show: Thabata Lorena
Dia 14 de setembro, quinta-feira, às 20h: no Teatro Plínio Marcos da Funarte
Comemorando 13 anos de carreira, a cantora e compositora traz em seu trabalho a fusão de elementos da cultura hip hop com a cultura popular brasileira; aboios cocos e ladainhas se somam as letras de rap, num equilíbrio sonoro único, hibrido, aveludado e dançante. Sem abrir mão de ser contundente em suas composições a rapper fala sobre negritude, contemporaneidade, empoderamento feminino, política e espiritualidade. Seu repertório autoral, apresenta as músicas do álbum Novidades Ancestrais em novas versões, músicas inéditas e novas parcerias.
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 16 anos

Festa: BOOM BAP, de Brasília
Dia 15 de setembro, sexta-feira, das 17h às 23h: na área externa da Funarte.
A Boom Bap é um projeto voltado para as crews de dança e aos amantes da dança, para encontros e troca de experiências e para quem deseja se divertir com boa música negra mundial. Pôr do sol e cair da noite, ao som de cinco DJs da cena Black do Distrito Federal. A festa tem produção e idealização de Débora Carvalho, também curadora do Palco Radiofusão do Festival Satélite 061.
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 16 anos

Espetáculo: Zao e Zoraida, em Mapa pra Brincar, do Rio Grande do Sul
Dias 16 e 17 de setembro, sábado, às 16h, e domingo, às 17h, no gramado da Funarte
Gênero: Espetáculo de Circo, para adultos e crianças
Direção: Jonas Piccoli
Duração: 50 minutos. Classificação indicativa: Livre
A história começa com o encontro dos dois palhaços que juntos partem para a busca da felicidade eterna. Seguindo o mapa, eles entram na floresta, passam por diversas situações cômicas, são pegos pelo guarda e vão parar na prisão. Eles aprendem a lição e partem em busca do tesouro, até que uma descoberta muda essa história.
Entrada gratuita
Classificação indicativa: Livre
O espetáculo foi contemplado pelo Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo 2015.

Bate-papo: Roda de conversas com artistas do DF
Dia 16 de setembro, sábado, às 17h: no gramado da Funarte.
Entrada gratuita, sem inscrição prévia
Classificação indicativa: Livre

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