Shows, oficinas, roda de saberes, lançamento de livro e feira de artesanato e gastronomia no Festival Matrizes – festa ancestral

O Festival Matrizes promoverá o encontro entre grupos de cultura tradicional por meio da música e manifestações populares. Durante dois dias, o estacionamento da QN 5/7 do Riacho Fundo I será ocupado por várias atividades culturais.

Serão doze apresentações musicais, duas oficinas, uma roda de saberes, um lançamento de livro e a feira de artesanato e gastronomia afro e indígena. O evento terá duração de dois dias e será realizado na Região Administrativa do Riacho Fundo I, nos dias 26 e 27 de maio (sábado e domingo).

Jongo, Maracatu, Coco, Ciranda, Tambor de Crioula, Samba de Roda, ritmos que surgiram a partir da confluência das matrizes indígenas, africanas e lusitanas, serão contemplados pelo projeto nesta primeira edição.

As manifestações culturais trazidas pelos pioneiros fizeram de Brasília a terra da diversidade, da multiculturalidade, onde tradição e modernidade caminham juntas desde sua criação. Pensando nessa vocação da cidade, o Festival Matrizes promoverá o encontro entre grupos de cultura tradicional e popular e propõe, a partir dessa iniciativa, fortalecer raízes culturais, sem deixar de ressaltar o dinamismo da cultura brasileira.

O evento contará com a participação de vários grupos e artistas do DF, como: Jongo do Cerrado, Tambor de Crioula do Seu Teodoro, Thabata Lorena, Nãnan Matos, Martinha do Coco, Samba do Formigueiro, Grito de Liberdade, Filhos de Oyá e Alberto Salgado e de outros estados: Jongo da Serrinha (RJ), Mariana Macuxi (RR), Bule Bule (BA) e Adiel Luna (PE).

Festival Matrizes – festa ancestral

Dias 26 e 27 de maio (sábado e domingo)
Local: Estacionamento da QN 5/7 do Riacho Fundo I
Entrada franca
Classificação Indicativa: LIVRE

O Festival matrizes é realizado com recursos do FAC – Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, contemplado no edital regionalizado, tendo sido idealizado por André Duarte e tem a produção da Bloco B.

Festival Matrizes – festa ancestral

26 de Maio (sábado)

10:00 – Oficina Jongo da Serrinha
13:00 – Jongo do cerrado
15:00 – Roda de Saberes
17:00 – Capoeira Grito de Liberdade
18:00 – Martinha do Coco
19:30 – Alberto Salgado
20:40 – Nãnan Matos
22:00 – Jongo da Serrinha

27 de Maio (domingo)

10:00 – Oficina de Coco
13:00 – Samba do Formigueiro
15:00 – Lançamento: Livro Orixás em Cordel do Mestre Bule Bule
17:00 – Tambor de Crioula do Seu Teodoro
18:00 – Mariana Macuxi
19:00 – Filhas de Oyá
20:00 – Thabata Lorena
21:00 – Bule Bule e Adiel Luna

OFICINA MANGAIO DE VERSOS

A Poética e a Oralidade Nordestina como ferramenta de composição que, na verdade, é uma extensão do seu trabalho de palco, Adiel Luna convida o público a fazer uma imersão na geografia dessas manifestações e nos aspectos da oralidade que as distingue e une – Coco, Repente, Aboio, Toadas, Cavalo Marinho, Ciranda e Maracatu de Baque Solto. Com o pandeiro e a viola no colo, ora trabalhando o contexto teórico, ora mostrando o contexto prático, Adiel passeia por essas variantes fazendo uma costura entre elas, levando ao público uma vivência bastante dinâmica e brincando com a pisada de terreiro, com a métrica da poesia popular e o verso de improviso.

OFICINA DE JONGO

Além de trabalhar o ritual do Jongo, permitindo que os participantes vivenciem cantos, dança e toques, as oficinas têm o objetivo de falar sobre a origem do Jongo, de seu processo de resistência cultural e de sua importância histórica para os dias de hoje, como patrimônio histórico imaterial. O “Jongo da Serrinha” tem um centro cultural que realiza atividades de ensino e exibição do Jongo. Este ritmo afro-brasileiro, considerado um dos ancestrais do samba, é praticado em rodas de dança de umbigada.

RODA DE SABERES

Com Tia Maria do Jongo da Serrinha, Lazir do Jongo da Serrinha, Bule Bule, Adiel Luna e Mariana Macuxi. Mediação de Marcelo Manzatti (Cientista social pela USP e mestre em antropologia pela PUC/SP, onde defendeu dissertação sobre o Samba de Bumbo ou Samba Rural Paulista).

LANÇAMENTO DO LIVRO “ORIXÁS EM CORDEL”

Dois elementos de extrema importância simbólica para a cultura brasileira – a literatura de cordel e o panteão africano, com tudo o que representam para a Bahia e o Nordeste – se encontram no livro “Bule-Bule – Orixás em Cordel”. De autoria do mestre da cultura popular nordestina, Antônio Ribeiro da Conceição, artisticamente conhecido como Bule-Bule. Reconhecido como o maior repentista da Bahia, Bule-Bule, que também se destaca como cordelista com mais de 100 títulos publicados, revela que a escolha do tema se deu ao perceber que a literatura de cordel sempre tratou as religiões de matriz africana de maneira cômica.

BULE-BULE 

Antônio Ribeiro da Conceição, o Bule-Bule, nasceu em 1947, na Cidade de Antônio Cardoso (BA). Conhecido como um dos maiores repentistas da Bahia, o músico também é um excelente cordelista, com mais de 100 títulos publicados, além de membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Com oito discos e dois DVD no currículo, Bule-Bule está completando 50 anos de carreira e já dividiu o palco com nomes como Gilberto Gil, Beth Carvalho, Gabriel o Pensador e Tom Zé. Também divulgou a cultura popular nordestina com shows nos Estados Unidos, Alemanha, Espanha e Portugal.

ADIEL LUNA 

Adiel Luna é aboiador, violeiro, cordelista, compositor, poeta, cantador. Hoje é considerado um destaque na nova geração de artistas pernambucanos que mantém e renova a cultura popular brasileira. Nos palcos, já se apresentou nos principais eventos de cultura popular pelo país. No ano de 2007 foi capa da reconhecida revista Continente Multicultural, em matéria sobre a parceria com os rappers DJ Big e MC Mago. Fora do Brasil, levou seu trabalho para Berlim, no Karneval der Kulturen, Espanha e França. Recentemente, aprovou dois projetos no FUNCULTURA 2014 – a gravação de seu CD e a gravação de um DVD junto com outros mestres coquistas de Pernambuco. Fora dos palcos, como educador, Adiel coordenou trabalhos no Ponto de Cultura Tecer, que focava o resgate de manifestações culturais na cidade de Camaragibe, e atividades de formação da Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco, além de ter ministrado oficinas, workshops, palestras e seminários.

JONGO DA SERRINHA 

O grupo é uma organização social com cerca de 60 anos, criada no bairro de Madureira, zona norte do Rio, que promove ações integradas entre cultura, arte, saúde, memória, desenvolvimento social, trabalho e renda. Há 17 anos é uma associação sem fins lucrativos e vem atuando em parceria com o poder público, privado e instituições internacionais para o desenvolvimento social de populações afro-brasileiras. Nessas seis décadas de trabalho continuado, o Jongo da Serrinha virou uma referência da cultura afro-carioca no país.

THABATA LORENA 

A artista nasceu em Imperatriz, no Maranhão. Mas foi no DF que ela cresceu, imersa no rap pulsante e vivo que a influenciou desde cedo. Radicada no Distrito Federal lançou seu primeiro DVD o álbum Novidades Ancestrais AO VIVO em junho de 2017, fruto de 13 anos de caminhada. Sem abrir mão de ser contundente em suas composições a rapper fala sobre negritude, contemporaneidade, empoderamento feminino, política e espiritualidade. Em seu repertório autoral, apresenta as músicas do álbum Novidades Ancestrais em novas versões com músicas inéditas e novas parcerias. O show promete levar o público a se entregar, dançar e refletir. Considerada revelação do Distrito Federal recentemente gravou participação no DVD Mumm-Ra Hing Tec do rapper GOG, que será lançado em 2018. Atualmente se prepara pra uma circulação nacional onde visitará pela costa, brasileira 13 estados divulgando seu mais recente trabalho.

NÃNAN MATOS 
A cantora levou um pouco da cultura africana para o palco da mais recente edição do The Voice Brasil. A música esteve presente na vida da brasiliense desde muito cedo, mas o primeiro contato profissional foi quando entrou para a Escola de Música de Brasília. Lá, ela descobriu a potência da voz e aprendeu a tocar djembê. Nanãn também se dedica à dança. Ela pesquisa e canta os cantos tradicionais do Malinké, ritmo típico do oeste africano.

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ALBERTO SALGADO 

Compositor original e elogiado pela crítica, Alberto Salgado compõe com influências percussivas adquiridas em sua vivência por mais de 9 anos na capoeira, somadas à sua experiência posterior com o violão clássico e a música erudita. Essa mistura incomum se tornou o grande diferencial de sua identidade musical. O artista coleciona diversos troféus conquistados em festivais pelo Brasil e atualmente pesquisa a Música Brasileira e experimental, não só com ritmos brasileiros, mas com linguagens presentes em vários continentes. Em seu primeiro disco, intitulado “Além do Quintal”, destacam-se parceiros importantes, como o ex Titã Arnaldo Antunes e o pernambucano Kiko Klaus. O disco conta ainda com participações de músicos expoentes do cenário nacional e internacional, como Arthur Maia, Manassés de Souza, Di Steffano, Carlos Pial, Miquéias dos Santos, Kai Kundrat, Ytto Morais, Ocelo Mendonça, entre outros.

MARTINHA DO COCO 

A cantora de Coco, e líder do Grupo que tem seu nome, Martinha do Coco, passou a infância em Recife, e desde cedo conviveu com importantes nomes da Cultura Pernambucana, como D. Selma do Coco e D. Lia de Itamaracá.

Chegou em Brasília com sua mãe, e da mesma forma que a famosa Cirandeira de Itamaracá, teve empregos braçais e simples, convivendo com o povo, e no meio deste criando a particularidade candanga de sua arte.

FILHAS DE OYÁ

O grupo percussivo Filhas de Oyá nasce da união de mulheres que tocam, estudam, experimentam e criam a partr de ritmos tradicionais da cultura popular brasileira, como o maracatu, o coco, o ijexá e a ciranda. Nossos tambores, ganzás e canções viram sempre mais quando celebram a liberdade e o poder das mulheres do nosso e de outros tempos. Por esta razão somos frequentemente chamadas a participar de momentos onde se festeja a liberdade, a diversidade e também a união de mulheres. Saudamos a força feminina, cantando e louvando as temáticas que tratam da liberdade e do poder.

Revolucionário das mulheres do nosso tempo, apoiadas na história de luta e resistência das mulheres que nos antecederam. Somos dezoito, querendo arrastar vários corações.

JONGO DO CERRADO 

Em 23 de abril de 2014, surgiu o Jongo do Cerrado, idealizado por Apoena Machado Cunha, em Brasília/DF. No início era apenas uma vontade de descobrir jongueiros no DF e reunir outras pessoas interessadas no estudo do Jongo. Com o tempo e a imersão nas pesquisas, cresceu o desejo de vivenciar essa cultura mais de perto. A partir daí, surgiu a idéia de se fazer oficinas de jongo, apresentando a cultura para a população do Centro Oeste.

Hoje o Jongo do Cerrado é um grupo de estudo e prática, que tem como objetivos conhecer a história do jongo, e as sua significância como cultura de resistência durante o período da escravidão; saber das suas implicações terapêuticas e relacionadas às comunicações interpessoais e de grupo; aprender a arte do jongo, os toques, os pontos, as danças e herança cultural relacionada a essa manifestação.

TAMBOR DE CRIOULA DE SEU TEODORO 

O Tambor de Crioula destaca-se como uma das modalidades mais difundidas e ativas no cotidiano. De modo geral, podemos defini-la como uma forma de expressão de matriz afro-brasileira que envolve dança circular, canto e percussão de tambores. Dela participam as “coureiras”, tocadores e cantadores, conduzidos pelo ritmo incessante dos tambores e o influxo das toadas evocadas, culminando na punga (ou umbigada) – movimento coreográfico no qual as dançarinas, num gesto entendido como saudação e convite, tocam o ventre umas das outras.

Seja ao ar livre, nas praças, no interior de terreiros, ou então associado a outros eventos e manifestações, o Tambor de Crioula é realizado sem local específico ou calendário pré-fixado e praticado especialmente em louvor a São Benedito. Embora não se possa precisar com segurança suas origens históricas, é possível encontrar, dispersas em documentos impressos e na memória dos mais velhos, são baseados nessas referências a cultos lúdico-religiosos realizados ao longo do século XIX por escravos e seus descendentes enquanto forma de lazer e resistência ao contexto opressivo do regime de trabalho escravocrata que o Tambor de Crioula de Seu Teodoro se matem vivo.

Guarapiranga Freire, um dos filhos de Seu Teodoro, é um dos responsáveis por assumir a responsabilidade em continuar o trabalho cultural do Bumba-meu-boi e do Tambor de Crioula de Seu Teodoro.

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