Em formato online, Grupo de teatro Impacto Agasias realiza o IV Festival de Circo e Teatro

Festival voltado para artistas de circo, palhaçaria e teatro/circo de rua acontece em outubro, de forma remota. Em sua trajetória, o evento já recebeu artistas de todas as regiões do país e também de artistas da Argentina, Chile e Peru que residem no Brasil.

A edição compõe a contrapartida do projeto “Festival de Teatro – Impacto Agasias”, contemplado no EDITAL PROAC EXPRESSO LAB Nº 60/2020”.

Entre as celebrações de seus 10 anos, o grupo de teatro Impacto Agasias realiza o IV Festival de Circo e Teatro, que contempla artistas de rua, de teatro e de circo, em mais uma edição a ser realizada de forma online. São três dias seguidos de atrações e rodas de conversas com artistas e companhias selecionadas de diversas regiões do Brasil.

No dia 15 de outubro, sexta-feira, às 19 horas acontece o bate papo Arte Educação e Pandemia com os convidados Roberta Conde e Varlei Xavier, sob mediação de Suelen Almeida. Nos dias 16 e 17 de outubro, sábado e domingo, às 15 horas, está marcado um encontro com o público e a apresentação de números inéditos de circo e teatro. As transmissões são gratuitas e acontecem pelo canal de Youtube do grupo.

O evento é um projeto de difusão cultural e fomento de um produto artístico periférico, que traz a essência dos artistas de rua, de teatro e da lona, realizado pelo o grupo, que é um dos coletivos de teatro da região da Cidade Nova Heliópolis, comunidade localizada na região do Sacomã/SP. O Festival terá apresentações dos grupos Minha Companhia – Coletiva Artística, Cia Burlesca, Cia Dupla D2, Circo Fulerage, Guilherme R. Awazu, Painé Santa Maria, Vanda Cortez e Thiago Barbosa.

A trajetória deste festival conta com duas edições presenciais realizadas nos anos de 2018 e 2019 na Casa de Cultura do Ipiranga – Chico Science. Sua terceira edição aconteceria em março no ano de 2020, porém foi adiada devido à pandemia, sendo realizada em maio deste ano de forma on-line. Serão selecionados números de circo e, para a linguagem de teatro, preferencialmente espetáculos de rua. Também são bem-vindos número de contação de histórias e teatro de bonecos. Cada artista, grupo, coletivo ou companhia poderá inscrever outros espetáculos/números, mas somente um será selecionado.

Nestes três anos, para a realização do festival, o grupo tem concretizado uma parceria com a equipe da Casa de Cultura e a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Devido ao crescimento de artistas interessados em fazer parte dessa grande festa do circo e do teatro, vimos a necessidade de expandir o festival.

Sobre o Festival

A ideia do festival nasceu no final do ano de 2017, quando um dos artistas pesquisadores do grupo, Henrique Sanchez, integrava também a equipe da Casa de Cultura como jovem monitor cultural. Havia nele a necessidade de criar um projeto de artes cênicas voltado ao público infanto juvenil da casa, que na época pouco frequentavam as atividades, exceto quando havia eventos realizados em parceria com as escolas da região.

Isso reverberou para o grupo, que teve a ideia de festejar o Dia Internacional do Circo e do Teatro, celebrado em 27 de março, e se debruçou na criação e produção para a realização das edições supracitadas.

“O Festival que reverbera até os dias de hoje dentro do nosso território, com pessoas que cruzam os nossos caminhos e nos perguntam sobre quando teremos uma nova edição do nosso festival nos impulsiona a seguir com a produção e realização do mesmo nos aproximando da arte com encontros presenciais, que hoje nos é carente, rodas de conversas e apresentações artísticas que nos permitem vivenciar o humano por meio do afeto”, dizem os realizadores do evento.

Além disso, o Festival também possibilita o intercâmbio artístico entre os diversos coletivos culturais da região, do estado e do país, pois em grande parte do evento os artistas convidados a compor toda a programação trocam informações e relevâncias de suas potencialidades, assim como a formação continuada promovida por artistas de grande repertório, trazendo uma roda de debates a importância do fazer artístico nos tempos atuais, propondo assim uma nova oportunidade de aprendizado para os artistas e público em geral, que também pode entender um pouco mais sobre os processos artísticos, numa troca efetiva de arte e afeto, nesta grande celebração do circo e do teatro.

Artistas Selecionados

Minha Companhia – Coletiva Artística, Cia Burlesca, Cia Dupla D2, Circo Fulerage, Guilherme R. Awazu, Painé Santa Maria, Vanda Cortez e Thiago Barbosa.

Programação Completa

15 de outubro, sexta-feira, às 19 horas
Bate Papo: Arte Educação e Pandemia com a convidada Roberta Conde e o convidado Varlei Xavier sob a mediação de Suelen Almeida integrante do grupo.

16 e 17 de outubro, sábado e domingo, às 15 horas
Encontro com números inéditos de circo e teatro.

Serviço

Dias 15, 16 e 17 de outubro, sexta-feira às 19 horas. Sábado e domingo às 15 horas.
Ingressos: Gratuito
Transmissão:  Youtube Impacto Agasias 

Sobre o Impacto Agasias Grupo de Teatro

O grupo Impacto Agasias nasceu rodeado de sonhos, da necessidade de se fazer arte e de falar sobre seus anseios e serem ouvidos. Foi neste momento que surgiu o primeiro trabalho do grupo, No Ritmo da Realidade, que retratava um dos momentos mais difíceis para um homossexual: assumir-se perante a si mesmo e à sua família. O espetáculo, criado em 2011, rendeu indicação de melhor Direção e o Prêmio de melhor Dramaturgia para Henrique Sanchez no Festival de Teatro do ETA.

No desejo de explorar novos caminhos, em 2012 o grupo estreou Santo Cristo, livremente inspirado na canção Faroeste Caboclo, da banda Legião Urbana. Em 2013, o grupo foi amparado por uma sede no Polo Cultural da Cidade Heliópolis, atual CEU Heliópolis Professora Arlete Persoli. Lá, foi possível experimentar, exercitar e explorar diversas maneiras de colocar a arte em prática.

Em 2015, o grupo criou sua primeira obra destinada ao público infantil, A Lenda Sumiu!, que resgata os valores do folclore nacional. A peça foi criada com o objetivo de atingir não somente as crianças, mas também aos adultos que puderam estar presentes nessa viagem lúdica da nossa cultura. A memória viva e um carinho inexplicável recebido da comunidade de Heliópolis daquelas crianças que tiveram pela primeira vez o seu contato com o Teatro nos fez querer ser e fazer ainda mais.

Em 2017 os processos de migração dos moradores de Heliópolis junto à livre inspiração da obra A Megera Domada, de William Shakespeare, resultaram no espetáculo Dandara, que tem ainda uma pitada do sertão brasileiro e de discursos sobre o empoderamento feminino. Essa obra foi apresentada no formato de teatro de rua, uma forma de estreitar os laços com a comunidade de Heliópolis e de outras regiões periféricas da cidade, que foram atingidas por meio de uma circulação possibilitada pelo Circuito Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo.

Em 2018, o grupo decidiu experimentar a vertente do Teatro Documentário e foi dessa forma que a própria comunidade de Heliópolis serviu como berço para o documentário cênico Cidade do Sol – uma homenagem à menina luz, contemplado pela terceira edição do programa de Fomento à Cultura da Periferia da Cidade de São Paulo, que chegou.

Em 2021, o grupo apresenta a pesquisa audiovisual com apoio da 5ª edição do Fomento à Cultura da Periferia da Cidade de São Paulo e, pelos editais municipais e estaduais de emergência a Cultura (Lei Aldir Blanc), produz o Festival de Circo e Teatro 3ª edição e o show on-line do Tukum Bando de Criação.

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