O prazer da leitura, a descoberta de novos mundos e a aventura do conhecimento vão alimentar mais uma edição da Festa Literária de Pirenópolis – FLIPIRI, que inscreveu o Centro-Oeste como destino literário no país. Com entrada franca, o evento acontece de 21 a 24 de agosto, no Centro Histórico da charmosa cidade turística de Goiás. “Brasil Plural” é o tema eleito para a celebração de uma década do evento, numa programação que vai homenagear o escritor, contista, romancista e jornalista brasileiro Ignácio de Loyola Brandão, além de apostar num amplo programa de formação de leitores.

Serão proporcionadas, ao todo, mais de 100 atividades gratuitas, entre palestras, lançamentos de livros, encontros com escritores, shows musicais, filmes, debates, visitas de autores a escolas, exposições, contação de histórias, sessões de autógrafos, oficinas pedagógicas para professores da rede educacional, mesas de autores independentes, caminhadas poéticas, saraus e oficinas, sem falar nas oficinas de ilustração do Encontro de Ilustradores, que distingue a FLIPIRI de todas as demais festas literárias do país. Além de Ignácio de Loyola Brandão, que participa da Mesa FLIPIRI 10 anos, na sexta-feira, os autores e ilustradores convidados são Adriana Nunes, André Cerino, Cristino Wapichana, Eliane Lage, Fernando Lopes, Hector Ângelo, José de Almeida Júnior, Lucília Garcez, Marieta de Sousa Amaral, Roger Mello, Vera Tietzmann e Valdério Costa.

O trabalho começou há algum tempo, com a FLIPIRI Itinerante, que consiste na visita de autores às escolas da região, para leitura de obras e conversas. Sob a curadoria da escritora, livreira e produtora Íris Borges, esta edição comemorativa reforça a aposta no poder transformador da palavra, bem como na expansão de horizontes políticos, econômicos, sociais e culturais por meio dos livros – sobretudo num momento da vida brasileira marcado por fechamento de livrarias, falência e endividamento de editoras, e escritores abraçando outras atividades para sobreviver.

Além disso, a promoção da literatura independente é fator norteador do conceito curatorial da FLIPIRI. A curadoria aposta na pluralidade e numa atmosfera contemporânea para festejar esta década de realizações no universo do livro, da leitura e da literatura. Para tanto, foram convidados autores e ilustradores de importância nacional, regional e local. A proposta promove a literatura independente e valoriza apresentações e expressões culturais que consolidam a identidade festiva e democrática do evento.

“Já passa da hora de esses escritores saírem da cena marginal e serem incluídos nos eventos literários, ainda que não tenham vínculos com grandes editoras. A FLIPIRI chega à sua 10ª edição como um respiro de esperança e boas expectativas”, afirma o produtor geral da festa, Gedson Oliveira. Desde que foi criada, em 2009, a feira vem mudando o quadro de interesse dos jovens leitores da região de Pirenópolis. Nas primeiras edições, os alunos se atinham a questões pessoais dos autores; hoje, as observações versam sobre obras, com discussões sobre construção de personagens, estilo e conteúdo.

Essa sensibilização do olhar das novas gerações se consolida na diversidade e no respeito à pluralidade, pilares que revelam o “Brasil plural” que dá nome à décima edição da festa. “Somos um país diverso, o resultado do encontro de índios, portugueses, negros, imigrantes italianos, alemães, orientais, árabes… Várias etnias compõem a nossa natureza miscigenada. Por isso nossa cultura é tão rica e a literatura para crianças e jovens apresenta aspecto multifacetado”, destaca a curadora Íris Borges.

A 10ª FLIPIRI é uma realização da Casa de Autores, da Prefeitura de Pirenópolis e do Instituto Pireneus. Conta com apoio da Saneago, Secretaria Municipal de Educação e Secretaria Municipal de Cultura. “Além de comemorar uma década de realizações, vamos homenagear nossa diversidade, nossa pluralidade de manifestações artísticas. Venham ler com a gente!”, convida Íris.

LINHA CONCEITUAL

A FLIPIRI chega à sua 10ª edição, em 2019, fiel ao percurso inicial de explorar os desafios do fomento à leitura. Nesse sentido, mantém duas vertentes de programação: as ações da FLIPIRI Itinerante, que consistem no encontro do leitor com o autor, e a FLIPIRI aberta ao público, com palestras, lançamentos de livros, contação de histórias, sessões de autógrafos, mesas de autores independentes, exposição de livros, encontros de ilustradores, saraus, oficinas, caminhadas poéticas e atividades culturais diversas.

A missão de se firmar como festival de qualidade no circuito alternativo de incentivo à literatura vem sendo conquistada numa linha curatorial que teve, desde os primeiros anos, a sensibilidade de apostar na consciência e no enfoque voltado para a formação de leitores. É o que frisa o produtor geral Gedson Oliveira: “Com essa variedade de ações, como vem ocorrendo nas edições anteriores, a FLIPIRI- 2019 ocupará quatro dias de uma intensa e diversificada programação cultural gratuita, em que mesas literárias receberão escritores e especialistas para debater temas da atualidade, mediados por um convidado ligado ao público juvenil e adulto e somando mais de 100 atividades ao longo do evento”.

O que moveu a curadora Íris Borges foi a necessidade de enfrentar a crise que se espalha nacionalmente no mercado livreiro. A experiência de mais de 40 anos como livreira, escritora, produtora e curadora de eventos mobiliza as ações coletivas: “Diante desse cenário, a principal estratégia é formar novos leitores, e mais conscientes. Na região de Pirenópolis, essa mudança já se percebe nesses nove anos de existência da feira”, observa Íris.

NOVOS AUTORES E COLABORADORES LOCAIS

A FLIPIRI também tem incentivado o surgimento de novos autores locais, além da ampliação da produção literária dos artistas que já atuavam na cidade. Na edição de 2016, por exemplo, o evento proporcionou à Academia Pirenopolina de Artes, Letras e Música (Aplam) a publicação de uma coletânea com textos de escritores locais. Em 2017, a mesma Aplam realizou concorrido sarau poético, atividade que se repetirá na edição de 2019.

As coordenações curatorial e geral contratam, também, equipe de produção composta por profissionais locais, com a finalidade de fomentar não só o livro, a leitura e a literatura, mas a atuação de pessoas capazes de desenvolver projetos culturais na região, capacitando e valorizando mão de obra e talentos da cidade.

TRABALHO COM PROFESSORES

Para a curadoria da FLIPIRI, pouco adianta desenvolver o processo de leitura apenas com os alunos das escolas públicas. É necessário preparar também os coordenadores e professores para consolidar o aprendizado durante todo o ano. Para tanto, o evento utiliza, como ferramenta, oficinas e seminários literários voltados para esse público, além de doar, a cada edição, entre 1.200 e 1.500 livros para as bibliotecas públicas escolares.

A 10ª FLIPIRI vai seguir com esse trabalho de inclusão social, conduzido com os propósitos de despertar o gosto pela leitura, ampliar o horizonte do letramento e aperfeiçoar a recepção literária. Bibliotecas públicas, incluindo a APAE, a Creche Aldeia da Paz e Biblioteca Municipal, receberam um total de 15 mil obras, entregues e disseminadas ao público ao longo de nove anos.

“As festas literárias não devem usar o lugar que as recebe apenas como cenário. É preciso envolver cada vez mais a comunidade local, inclusive os participantes da cena cultural da região. A comunidade deve participar da escolha dos temas, comprometer-se com a produção cultural, sentir-se beneficiada e empoderada pelas ações ali promovidas, principalmente porque quem financia boa parte desses eventos é o poder público, em suas diferentes esferas”, frisa Gedson.

A produção da FLIPIRI ressalta a importância do apoio da Prefeitura de Pirenópolis, nesses 10 anos de evento. “Se não houvesse a parceria do município, principalmente por meio da Secretaria de Educação, os objetivos do projeto não seriam alcançados”, pontua Gedson.

MARATONA DE HISTÓRIAS

Atividade que já virou tradição, a Maratona de histórias reúne contadores, escritores e leitores em torno da contação ininterrupta de histórias. Num palco no centro do espaço da FLIPIRI, acessível a todo o público, contadores contam, cantam, representam e encantam a plateia de todas as idades.

Ouvir histórias contadas por pessoas especializadas é um momento de encantamento para crianças e adultos. A magia das narrativas envolve o imaginário com personagens, tramas, intrigas e enredos – e provoca curiosidade, alegria, medo, emoções, surpresas, suspense, sustos e prazer. A contação de histórias influi em todos os aspectos da educação da criança. Na afetividade, desperta a sensibilidade e o amor à leitura; na compreensão, desenvolve a leitura rápida e a compreensão do texto; na inteligência, desenvolve a apreensão de termos e conceitos e a aprendizagem intelectual.

A literatura infantil é um caminho que resulta em significativos ganhos, visto que leva a criança a desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa. É importante para a formação ouvir muitas e muitas histórias: é por meio dos livros e contos infantis que a pessoa enfoca a importância de ouvir, contar e recontar.

ITINERÂNCIA – ENCONTRO DO LEITOR COM O AUTOR

O coração da formação de leitores na FLIPIRI é a Itinerância. O encontro do leitor com o escritor é uma das experiências mais enriquecedoras para a emoção e o intelecto, e essa aproximação começa meses antes do evento propriamente dito. Primeiro, há a seleção dos escritores e das obras pela Secretaria de Educação da cidade. Em seguida, vem a aquisição e distribuição dos livros para as escolas. Na sequência, os alunos leem e trabalham em sala de aula aquelas histórias, estudando autores e obras.

Assim, quando o homenageado chega à escola na semana da FLIPIRI, estudantes e professores já o esperam com o livro lido, com a apreensão de sentidos e conteúdos e elaboração de trabalhos. Cartazes, poemas, músicas, encenações, danças e coreografias são usados para receber o autor na escola, e ainda há apresentações posteriores para o público da cidade na FLIPIRI Mirim.

A inserção da leitura no cotidiano escolar é uma forma de ampliar as experiências dos alunos com a literatura e de alargar seus horizontes culturais. Dessa forma, a leitura é essencial no processo civilizatório, como reitera o produtor geral Gedson Oliveira, citando a escritora Lucília Garcez: “Lemos para aprender, para nos informar, para saber de onde viemos e para onde vamos, para saber quem somos, para escapar da solidão, para conhecer melhor os outros, para conservar a memória do passado, para esclarecer nosso presente, para aproveitar as experiências anteriores, para não repetir os erros dos nossos ancestrais, para ganhar tempo, para nos evadirmos, para buscar um sentido para a vida, para nos distrairmos, para vivenciar emoções alheias ao nosso cotidiano, para usufruir um prazer estético com a linguagem. Enfim, para participarmos de uma corrente de construção e circulação de sentidos e interpretações do mundo pela palavra que atravessa os milênios e dá sentido à vida humana”.

LANÇAMENTOS DE LIVROS – No lounge da Livraria haverá sessão contínua (sexta, dia 23, e sábado, dia 24) de lançamentos de livros, com o objetivo de oferecer aos visitantes a oportunidade de acesso a obras de produtores independentes, de autores da Casa de Autores, do Coletivo Maria Cobogó, dos títulos de Edições Outubro, das autoras do Mulherio das Letras, da autora Marieta Sousa Amaral, entre outros. Na ocasião, os autores vão autografar seus livros.

APRESENTAÇÕES TEATRAIS – Haverá também apresentações teatrais direcionadas às crianças. O teatro infantil é uma forma de encantar, estimulando o imaginário infantil de uma forma ampla. Estimula a emoção, a curiosidade, a fantasia e o prazer estético. Estão programados os espetáculos “Racumim e Racutia” e “Três olhares”, do Grupo Paepalantus.

AUTORES HOMENAGEADOS

IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO

Romancista, contista, cronista e jornalista, nascido em Araraquara, São Paulo, em 1936, é um dos maiores nomes de literatura brasileira. Mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras, eleito em março de 2019, possui vasta produção literária, tendo sido traduzido para diversas línguas. Recebeu, entre alguns prêmios, o Jabuti em 2008. Filho de um funcionário de estrada de ferro, cursou o primário e o ginásio na cidade natal. Adolescente cinéfilo, começou a escrever críticas de cinema para jornais locais, ainda aos 16 anos. Mudou-se para São Paulo em 1957, contratado como repórter do jornal Última Hora.

Aficionado por cinema, foi à Itália, estudar roteiro na Cinecittà. Na volta ao Brasil, estreia na literatura com a coletânea de contos Depois do sol, de 1965. Três anos depois vem o primeiro romance, Bebel que a cidade comeu, adaptado para o cinema pelo diretor Maurice Capovilla (1936). No mesmo ano, ganhou o Prêmio Especial do 1º Concurso Nacional de Contos do Paraná por Pega ele, Silêncio, outra coletânea de contos.

Trabalhou para as revistas Realidade, Setenta e Planeta. Seu romance Zero, eleito um dos 100 melhores do Brasil no século XX, foi publicado primeiro na Itália; no Brasil, acabou censurado pela ditadura militar em 1975 e só liberado em 1979. Depois que o romance foi publicado, Loyola deixou o jornalismo para se dedicar à literatura. A convite da Fundação Fullbright, vai aos Estados Unidos como conferencista. Publica o romance Não verás país nenhum (1981) e viaja para Berlim, a convite da fundação cultural Deutscher Akademischer Austauschdienst, onde vive por 16 meses.

De volta ao Brasil, publica Cabeças de segunda-feira (1983), contos, e O verde violentou o muro (1984), baseado na experiência alemã, e mais uma série de livros, entre romances, contos, crônicas, infantis e memórias. Em 2008, com o romance O menino que vendia palavras, Loyola Brandão ganhou o Prêmio Jabuti. É autor de obras referenciais como O beijo não vem da boca.

Ignácio de Loyola Brandão gosta de viajar. Diz que a estrada o deixa feliz. Só em 2012, passou por 46 cidades. Entre elas, a pequena Ocara, no interior do Ceará, onde recebeu de uma senhora um pote de mel. O presente o deixou profundamente emocionado e acabou por dar título ao livro que reúne esses relatos de viagem.

Viagem sempre se traduz em descobertas, experiências, reflexões. Cada percurso reserva surpresas. Foi a partir destas vivências que o escritor escreveu O Mel de Ocara, livro que inspirou o tema da 6ª FLIPIRI. Na obra, o autor – que procura sempre estar presente aos eventos literários Brasil afora – revela paisagens, comidas, falas de um país continental e diverso.

ADRIANO CÉSAR CURADO

Filho de Luiz César da Trindade Curado e de Adelaide Marta de Pina Curado, nasceu em Anápolis, Goiás, em 3 de setembro. Casado com a escritora Thais Valle Brito Curado. Tornou-se bacharel em Direito, em 1994, pela Faculdade de Direito de Anápolis/GO. Concluiu sua Pós-Graduação em Direito Civil, em 2000, pela Associação Educativa Evangélica, em Anápolis/GO. Inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de Goiás. Foi aprovado, por meio de concurso público, para o cargo de provimento efetivo de Agente Arrecadador do Município de Pirenópolis/GO, que exerceu entre os anos de 1991 e 1993. Lecionou Língua Portuguesa no Colégio Estadual Com. Cristóvão de Oliveira, em Pirenópolis/GO, no ano de 1995. Tornou-se presidente do Conselho da Comunidade da Comarca de Pirenópolis/GO, entre os anos de 1999 e 2002. Exerceu o cargo de assessor jurídico da Prefeitura Municipal de Pirenópolis entre os anos de 2001 e 2002. Como ator, participou do teatro de revista As Pastorinhas em 1990, interpretando o personagem Lusbel.

AUTORES PARTICIPANTES

CRISTINO WAPICHANA

Cristino Wapichana é natural de Boa Vista (RR). Músico, compositor, escritor premiado e contador de histórias, desenvolve atividades e vivências culturais, educativas e recreativas sobre a cultura indígena orientadas para crianças e jovens. Venceu o 4°Concurso Tamoio de Literatura pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) 2007 com o texto A onça e o fogo. Foi Menção Honrosa em 2014 no Concurso Tamoio. Recebeu a Medalha da Paz 2014 do Movimento União Cultural. Indicado ao Prêmio da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República em 2008 e 2014 pelos trabalhos relevantes em prol da cultura indígena brasileira. Prêmio Literatudo Monteiro Lobato 2015 do Movimento União Cultural. Livros publicados: A onça e o fogo (Ed. Manole, 2009), Sapatos trocados (Ed. Paulinas, 2014, selo altamente recomendável da FNLIJ 2015), A oncinha Lili (Ed. Edebê, 2014) e A boca da noite (Zit, 2016, terceiro colocado no 59º Prêmio Jabuti em 2017, categoria livro infantil, e Estrela de Prata do Prêmio Peter Pan em 2018).

ELIANE LAGE

Filha de pai brasileiro e mãe britânica, a neta de franceses, Eliane veio para o Brasil aos seis meses de idade. Desde jovem trabalhou com crianças carentes, principalmente na favela Dona Marta. Insatisfeita com suas limitações, foi estudar na Inglaterra e, de lá, mudou-se para a Grécia, onde prestou auxílio em um campo de concentração de crianças gregas durante a guerra civil. De volta ao Brasil em 1950, pensava em retomar o trabalho na comunidade de Dona Marta quando foi convidada por Tom Payne para fazer um teste para o filme Caiçara. Aceitou fazer o filme – contrariada, pois não planejava ser atriz, mas estava apaixonada por Tom Payne, com quem se casaria em 1951, teria três filhos e viveria por 15 anos. Depois do sucesso de Caiçara, Tom a convenceu a filmar Ângela em Pelotas. Era o início de sua breve, porém importantíssima, carreira cinematográfica. Logo veio a consagração em Sinhá Moça (1953), que valeu consagração internacional e prêmio da crítica a Tom Payne no Festival de Berlim. Em 1957, ela e Tom fizeram um programa semanal de curta duração (seis semanas), A vida com Eliane, na TV Tupi, experiência que considerou decepcionante, e nunca mais quis fazer televisão. Eliane morou no Rio, em São Paulo, Guarujá e Petrópolis. Desde 2008, vive em Pirenópolis. Escreveu uma autobiografia, Ilhas, veredas e buritis, publicada em 2005, pela Editora Brasiliense.

JOÃO DOEDERLEIN, O @AKAPOETA

Quem segue o perfil @akapoeta e é apaixonado pelas ressignificações feitas por João Doederlein nem imagina que o poeta começou a publicar em seu blog aos 13 anos, antes de migrar para o Facebook e, finalmente, para o Instagram, onde reúne mais de um milhão de seguidores. Nasceu em Brasília (DF) em 1996 e começou a escrever aos 11 anos. É um dos autores brasileiros mais conhecidos da rede. Sua obra de estreia, O livro dos ressignificados, é um best-seller com mais de 60 mil exemplares vendidos.

JOSÉ DE ALMEIDA JR.

Defensor público do Distrito Federal, José Almeida Júnior fez a estreia dos sonhos de qualquer escritor. Natural de Mossoró (RN), ganhou o Prêmio Sesc de Literatura, o que possibilitou a publicação de Última hora, seu primeiro trabalho a chegar ao mercado por um grande selo, a editora Record. Também finalista do Jabuti, Almeida Júnior gosta de mergulhar no universo da ficção munido de fatos históricos. No primeiro romance, imaginou como protagonista um jornalista ameaçado por Getúlio Vargas e que acaba trabalhando num jornal que apoia o então presidente. Agora, é a vez de abordar o maior romancista brasileiro. Em O homem que odiava Machado de Assis, lançado este ano, o protagonista é filho de uma família rica no Brasil do fim do século XVIII e início do XIX. Na adolescência, uma desavença com o futuro escritor marca o narrador, que vai embora do Brasil para estudar e retorna anos depois envolvido em um quiproquó amoroso do qual Machado também faz parte.

LUCÍLIA GARCEZ

Mestre em Teoria da Literatura pela UnB, a professora Lucília Helena do Carmo Garcez é doutora em Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Foi professora de Língua Portuguesa do Instituto Rio Branco de formação de diplomatas. É autora de A escrita e o outro e de Técnica de redação – o que é preciso saber para bem escrever. Sua produção em literatura infanto-juvenil em parceria com o artista plástico Jô Oliveira inclui Luiz Lua, O sorriso do gato, Notícias do Descobrimento e As aventuras de Hans Staden entre os índios do Novo Mundo. Participou da Antologia Cartas o Poeta Dormindo – João Cabral de Melo Neto. Coordenou o Programa de formação continuada de professores em início de escolarização – PRALER. Elaborou o material didático de língua portuguesa do Programa PROJOVEM, da Presidência da República. Recebeu a Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho – grau Comendador. Colabora com jornais de Brasília, especialmente com o Correio Braziliense. Participa de programas de qualificação de professores e de incentivo à leitura, como o PROLER, da Biblioteca Nacional. Lucília também integra a curadoria da Festa Literária de Pirenópolis há 10 anos e coordena um clube de leitura há sete anos. Faz parte do Instituto Casa de Autores.

MARIETA DE SOUSA AMARAL

Marieta de Sousa Amaral é membro da Academia de Letras, Artes e Música de Pirenópolis. Em 2008, publicou seu primeiro livro de poesias, Majestade Sabiá. Participa de diversos eventos, contando histórias e declamando poesia em Pirenópolis e arredores. É mestra Griô no Ponto de Cultura COEPi. Foi contemplada com o prêmio Mestres da Cultura Popular do Ministério da Cultura em 2018 e com o projeto de publicação de Naqueles tempos pelo Fundo Municipal de Arte e Cultura de Pirenópolis.

VERA MARIA TIETZMANN SILVA

Graduada em Letras (Português/Inglês) pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos em 1967, com especialização em Língua Inglesa pela PUC de Minas, especialização em Leitura e Literatura Infantil pela UFG e mestrado em Letras (Literatura Brasileira) pela UFG (1984), Vera Tietzmannn atualmente é professora titular de Literatura Infantil da Universidade Federal de Goiás, atuando principalmente com questões ligadas à leitura e à literatura infantil. Recebeu os seguintes prêmios: em 2007, Selo Altamente Recomendável – Livro teórico, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Em 2005, o Troféu Goyazes Nelly Alves de Almeida, da Academia Goiana de Letras. Em 1998, a Medalha Lúcia Miguel Pereira, da UBE Rio. Em 1998, a Medalha Wendel Santos, do Conselho Estadual de Cultura de Goiás. Em 1995, o Prêmio José Cabassa, da UBE Rio. E em 1986, o Prêmio Guararapes, da UBE Rio.

ENCONTRO DE ILUSTRADORES

Considerando a ilustração como fator de relevo na produção da literatura infantil, a FLIPIRI tem dado espaço aos mais importantes ilustradores brasileiros, e não será diferente em 2019. Nesta edição, haverá uma mesa-redonda com participantes, que abordarão seu processo de criação e a relação com os autores e editoras, além de ministrar oficinas de ilustração para crianças e adultos.

O Encontro FLIPIRI de Ilustradores acontecerá nos dias 23 e 24, no Salão Paroquial. Ao longo das conversas, o público poderá conhecer diferentes técnicas de ilustração, saber como pensam aqueles que criam o universo imagético dos leitores e se aprofundar no trabalho de grandes nomes da ilustração no Brasil.

O evento preencher uma lacuna existente no campo dos festivais literários no Brasil, que pouco se debruçam sobre a arte da ilustração como elemento fundamental da obra. Afinal, tanto quanto a escrita, a ilustração é primordial para a absorção dos conteúdos.

“São temas que abrangem assuntos variadíssimos. Nossos ilustradores, que estão entre os melhores do mundo, criaram linguagens visuais muito peculiares e distintas. Cada um tem seu estilo pessoal e inconfundível, refletindo as mais diferentes interpretações de nossas histórias, poesias, contos e fábulas”, frisa o produtor geral da FLIPIRI, Gedson Oliveira.

ILUSTRADORES PARTICIPANTES

ADRIANA NUNES

Adriana Nunes nasceu em Brasília em 1969 e formou-se como atriz na Fundação Brasileira de Teatro – Faculdade Dulcina de Moraes em 1991. No mesmo ano, criou a Companhia de Teatro “A Culpa é da mãe”, que, a partir de 1996, passou a se chamar “Cia de Comédia Os Melhores do Mundo”, com temporadas regulares no Brasil além de Lisboa, Cidade do Porto, Nova Iorque e Boston. Com a Companhia criou, dirigiu e atuou em mais de 25 espetáculos, entre eles Hermanoteu na Terra de Godah, Dingou Béus, Notícias Populares e Sexo – a comédia, sendo assistida por quase 3 milhões de pessoas. Diretora atuante, tem vários espetáculos em seu currículo, como As Namoradeiras, É ruim mas é bom, Contando ninguém acredita, Nada é de brinquedo quando alienígenas ameaçam nossas jujubas e Mercedez com Z. Foi atriz contratada da Rede Globo no Programa Zorra Total com a personagem Juju, do quadro Jajá e Juju. Hoje atua no seriado Planeta B, programa criado pelos Melhores do Mundo para o canal Multishow.

ANDRÉ CERINO

Artista plástico, artista gráfico, escultor, chargista, cartunista e web designer, André Cerino nasceu em Recife (PE) em 10 de setembro de 1964. Deixou a capital pernambucana em 1983 e mudou-se para Brasília (DF). Nos últimos 25 anos, além de se dedicar à pintura, Cerino tem ilustrado livros, jornais e revistas. Já participou de diversas exposições coletivas e individuais, além de salões de arte e de humor no Brasil e no exterior. Entre os prêmios que ganhou como artista, destacam-se a Menção Honrosa no 3º Salão de Humor de Minas Gerais, o segundo lugar no IV Salão de Humor de Minas Gerais, além de Menção Honrosa, prêmio do júri popular e primeiro lugarem edições do Salão de Humor sobre a Fiscalização dos Gastos Públicos (Unacon). Cerino tem trabalhos publicados no Catalogue from III International Satirical Contest-Karpik 2005 / Niemodlin, na Polônia, e o primeiro lugar no 3º Salão Nacional de Arte Contemporânea do Iate-BSB/DF. Foi premiado diversas vezes em concursos de logomarcas e campanhas publicitárias.

FERNANDO LOPES

Aos 10 anos, Fernando Lopes escreveu o poema Não saber. Desde então, encontra na arte o alimento poético para se comunicar, na busca pela compreensão do que é ser. Muitas das inquietações surgidas na infância persistiram e encontraram expressão nas artes visuais, levando-o a trabalhar muito, a produzir quantidade enorme de desenhos, especialmente ilustrações. Com predominância do caráter figurativo, elas exibem diversas técnicas e linguagens artísticas empregadas para realçar percepções e significados. Durante mais de três décadas publicou quase diariamente no jornal Correio Braziliense, da capital do Brasil. Também ilustra livros, entre os quais Como nascem as estrelas, de Clarice Lispector (Rocco) e o mais recente deles, O pequeno catador de estrelas, de Madalena Rodrigues (Franco Editora). Várias vezes agraciado com o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, ganhou Menção Honrosa no Ranan Lurie Political Cartoon Award, da ONU – entre outras premiações –, e criou dezenas de selos para a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Ilustrou a série em homenagem ao campeão de automobilismo Ayrton Senna e as emissões comemorativas dos centenários de nascimento de Guimarães Rosa e Jorge Amado. Múltiplo nas atividades artísticas, Lopes também milita politicamente. O amor à natureza, tão fundamental quanto o desenho em sua existência, levou-o à luta pela criação do Parque das Sucupiras, liderando movimento que resiste à destruição da última reserva de Cerrado no Setor Sudoeste de Brasília.

HECTOR ÂNGELO

Desde os sete anos de idade, Hector Ângelo atrai leitores de todas as idades. Os livros do escritor possuem linguagem simples, porém com tramas elaboradas, que surpreendem pela riqueza de detalhes. Pensando a arte como agente transformador e de combate ao preconceito e promoção da integração entre as pessoas, ele consegue transcrever com coerência tudo que vem de sua imaginação. Autor de cinco livros, Hector, 19 anos, cursa Produção Cênica no Instituto de Artes Basileu França, em Goiânia, e vem se destacando em eventos literários na Europa. Concorrendo com mais de mil autores luso-brasileiros, foi premiado pela Associação Sociocultural Atrevida, entidade ligada à Universidade de Lisboa, pelo livro A transformação de Joca, de 2015. O prêmio foi o passaporte do escritor para o mercado literário europeu e despertou o interesse de editoras e convites para eventos. Foi convidado a representar Goiás na Feira do Livro de Londres 2016, evento considerado no mercado global da literatura. De Londres, os livros do jovem escritor seguiram, por meio da ZL Editora, para o Salão do Livro de Berlim e para o Encontro de Escritores Brasileiros e Portugueses, em Lisboa. Seu conto Mona e Da Vinci foi um dos 51 selecionados para integrar a antologia Entrelinhas (Portugal e Brasil). Com seu quinto livro, Hector Ângelo conquistou o Troféu Literatura 2017 nas categorias melhor ilustração e melhor projeto gráfico. Além de escrever, o jovem é artista plástico e já fez várias exposições individuais de desenho. Seu trabalho Eu sou a dor dos gays que sofrem homofobia participou do Caroussel do Louvre durante a Semana de Arte Contemporânea de Paris. Foi selecionado entre 50 artistas de vários países a integrar o The Best Modern and Contemporary Artists 2018, organizado e publicado pelo curador italiano Francesco Russo.

ROGER MELO

Um dos mais importantes nomes da ilustração no Brasil, nasceu em Brasília em 20 de novembro de 1965, e atualmente mora no Rio de Janeiro. Roger Mello é formado pela Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. No início da carreira, trabalhou ao lado de Ziraldo e se dedicou ao desenho animado. Destacado ilustrador e autor de livros infantis, tornou-se um dos nomes mais aclamados pela crítica e pelo público. Escreve principalmente recontos de lendas e histórias do folclore, revelando nuanças da alma e dos feitos do povo. Conquistou diversos prêmios por seus trabalhos como ilustrador, autor de livros de imagem e livros para criança, dramaturgo e produtor visual. Recebeu da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil os prêmios Malba Tahan, Luís Jardim, Ofélia Fontes, Melhor Ilustração e 15 selos Altamente Recomendável. Outras conquistas foram o Jabuti de Ilustração e de Melhor Livro Juvenil, Prêmio Especial Adolfo Aizen, prêmio pelo Conjunto da Obra da UBE, Prêmio Monteiro Lobato, Prêmio Adolfo Bloch e, da Fondation Espace Enfants (Suíça), o Grande Prêmio Internacional. Conquistou duas vezes o selo White Ravens da Biblioteca Internacional de Munique. Em razão dos vários trabalhos premiados, tornou-se hors-concours dos prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Em 2014, ganhou o Hans Christian Andersen, mais importante prêmio infantojuvenil do mundo.

VALDÉRIO COSTA

Valdério Costa é ilustrador, artista visual e escritor. Vencedor, na categoria Mestres, do Prêmio Culturas Populares 2017, do Ministério da Cultura. É graduado em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília. Professor de Artes Visuais e História da Arte da Secretaria de Educação do Distrito Federal. É autor de Poemas (2000), O cangaço de A a Z (2010) e Brasilienses (2016).Ilustrou, entre outros, os livros Dez cordéis nota 10, em 2016; O lobo milionário e os três porquinhos, em 2016; O mundo de Mundim, em 2013; A cartomante em cordel, em 2012; A escrava Isaura em cordel, em 2011; Vertentes e evolução da literatura de cordel, em 2011; Adivinhas do curioso e do respondão, em 2011; Vida e obra de Gonzagão, em 2011; Breves anotações de um andarilho, de Marcos Mairton; Desejo de árvore e pássaros, de Roseana Murray; e Meus poemas ilustrados, de Gonzaga Mota.

Mais informações em www.flipiri.com.br

PROGRAMAÇÃO GERAL COMPLETA

22 DE AGOSTO – QUINTA-FEIRA

Palco – Praça FLIPIRI

9h – Apresentação da programação da FLIPIRI na Rádio Jornal Meya Ponte (87.9 FM)
14h – Bate-papo literário com autor na Rádio Jornal Meya Ponte (87.9 FM)
18h00 – Apresentação da Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás
19h – Abertura oficial com manifestação da curadora e autoridades

Mesa FLIPIRI 10 anos, com Ignácio de Loyola Brandão e Eliane Lage

20h30 – Espetáculo musical “Armorial”, com Marcello Linhos

FLIPIRI no rádio

23 DE AGOSTO – SEXTA

SEXTA PEDAGÓGICA – OFICINAS PARA PROFESSORES

Local: Colégio Estadual Comendador Joaquim Alves de Oliveira

09h às 11h

A fantástica matemática – Com Maria das Dores Brigagão
Bolas! Quantas Bolas! A matemática na educação infantil – Com Grupo IORE
Era uma vez… (Oficina de contação de histórias) – Com Regina Mendes
Livro aqui, conta acolá, que história vamos contar? – Com Ana Neila Torquato
O lúdico no desenvolvimento infantil – Com Simão de Miranda
Oficina de Teatro – Com Liduina Bartholo

14h às 16h

A fantástica matemática – Com Maria das Dores Brigagão
Bolas! Quantas Bolas! A matemática na educação infantil – Com Grupo IORE
Era uma vez… (Oficina de contação de histórias) – Com Regina Mendes
Livro aqui, conta acolá, que história vamos contar? – Com Ana Neila Torquato
O lúdico no desenvolvimento infantil – Com Simão de Miranda
Oficina de Teatro – Com Liduina Bartholo

23 DE AGOSTO – SEXTA-FEIRA

Palco – Praça FLIPIRI

08h30 – Teatro de Fantoche
10h às 11h – Apresentação teatral “Baú de Histórias” do grupo Paepalantus
10h às 11h – Apresentação da programação da FLIPIRI na na Rádio Jornal Meya Ponte (87.9 FM)
11h às 12h – Bate-papo literário na Rádio Jornal Meya Ponte (87.9 FM)
14h às 15h – Apresentação teatral “Baú de Histórias” do grupo Paepalantus
15h às 16h – Programação cultural – Teatro de Fantoche
16h às 17h30 – FLIPIRI Jovem – Apresentação de Cristino Wapichana
17h30 às 18h – Maratona de contação de histórias
18h às 19h – Apresentação Cultural: Orquestra Sinfonia do Cerrado, de Niquelândia-GO

Salão Paroquial

10h às 12h – Encontro de Ilustradores – Valdério Costa, Adriana Nunes, Roger Mello
14h às 16h – Oficina de ilustração com Roger Melo/Oficina de Ilustração com Valdério Costa
19h às 20h – Conferência com Vera Maria Tietzmann e mediação de Lucília Garcez

Praça FLIPIRI

11h às 12h – Sessão de autógrafos com ilustradores presentes
14h às 16h – Encontro das academias de letras de Goiás

Mesa O futuro do livro no Brasil, com Ignácio de Loyola Brandão e Álvaro Modernell Mediação: Íris Borges

16h às 17h – Sessão de autógrafos com ilustradores presentes
20h -Autógrafos com as autoras Vera Tietzmann e Lucília Garcez

24 DE AGOSTO – SÁBADO

Palco – Praça FLIPIRI

14h às 16h – Mulherio das letras – Regional do Centro-Oeste
16h às 17h – Autógrafos
17h às 18h – Apresentação Cultural: Orquestra Brasília Sopro Sinfônica
18h às 19h – Apresentação Cultural: Camerata Caipira, seguida de lançamento do CD “Cadê o Bicho que Tava Aqui?”.

Salão Paroquial

10h às 12h – Encontro de Ilustradores – Fernando Lopes, Hector Ângelo e André Cerino.
14h às 16h – Oficina de ilustração com André Cerino/Oficina de ilustração com Fernando Lopes
19h às 20h – Mesa Brasil Plural, com José Almeida Jr. e Cristino Wapichana

Praça FLIPIRI

16h às 17h – Lançamento do livro de Marieta Souza Amaral – mediação de Clara Arreguy, Isabella Rovo e Cristina Campos.
17h às 18h – Lançamentos independentes

Cinema

14h às 15hs – Apresentação Musical, seguida de lançamento de livro da autora Moema Craveiro Campos (composições para iniciantes de piano inspiradas em ritmos brasileiros (baião, chorinho, marcha rancho, frevo, dentre outros)
15h às 17h – Projeção dos filmes Miss Pother e Mister Pip

Serviço

10ª FLIPIRI – FESTA LITERÁRIA DE PIRENÓPOLIS
ENTRADA FRANCA
Data: 21 a 24 de agosto de 2019
Local: Centro Histórico de Pirenópolis
Patrocínio: Ministério da Cidadania, Secretaria Especial da Cultura
Apoio: Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Municipal de Turismo, Paróquia Nossa Senhora do Rosário e Saneago
Realização: Instituto Cultural Casa de Autores e Prefeitura Municipal de Pirenópolis
Curadoria: Íris Borges
Produção geral: Gedson Oliveira

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