Em cartaz até 21 de outubro (domingo), com entrada gratuita, Ex Africa, maior mostra de arte contemporânea africana realizada no Brasil, reúne mais de 90 obras dos principais nomes das artes visuais do continente

A exposição Ex Africa se despede do Centro Cultural Banco do Brasil – DF em 21 de outubro, próximo domingo. Sucesso de público em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, a mostra Ex Africa atraiu cerca de 700 mil pessoas. As mais de 90 obras, entre esculturas, fotografias, instalações, performances, pinturas e vídeos, revelam a história e o atual momento de um continente que, ao mesmo tempo em que tenta se reconstruir da ferida causada por séculos de tráfico negreiro e de colonização, volta a expandir as suas cores e cultura para outras fronteiras.

A exposição conta com obras assinadas por nomes como o do ganês Ibrahim Mahama – que montou uma gigantesca instalação no Pavilhão de Vidro do CCBB Brasília –; do provocativo retratista senegalês Omar Victor Diop, do fotógrafo e ativista zimbabuano Kudzanai Chiurai e de outros 15 artistas de oito países africanos, e dois brasileiros: o carioca Arjan Martins e o brasiliense Dalton Paula. “Existe uma maior valorização da arte africana e afro-brasileira, porque a presença negra nessa cultura vem aumentando em quase todas as áreas. Além disso, os artistas africanos consideram o Brasil um país irmão e o intercâmbio cultural vem se intensificando aos poucos”, comenta o curador Alfons Hug.

Hug explica ainda que o conceito da mostra vem da frase Ex Africa semper aliquid novi (da África sempre há novidades a reportar), cunhada há mais de 2 mil anos pelo escritor romano Caio Plínio. A exposição é dividida em quatro eixos: Ecos da História, Corpos e Retratos, O Drama Urbano e Explosões Musicais.

O patrocínio é do Banco do Brasil, com apoio da BB DTVM e Ourocap.

Exposição Ex Africa
Exposição Ex Africa | Foto: Divulgação
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