Sit down tragedy de Luluh Pavarin, Eu nasci pra ser miss faz temporada online em março no Alvenaria Espaço Cultural

O Alvenaria Espaço Cultural abre a programação de março com a temporada online do espetáculo Eu nasci pra ser miss, sit down tragedy de Luluh Pavarin que estreia no dia 8 de março e fica em cartaz até dia 29, às segundas-feiras, às 20h.

A peça acontece ao vivo no espaço e será transmitida pela internet. Os ingressos custam R$ 20 (ou R$ 10 a meia-entrada) e a bilheteria será revertida totalmente para os artistas.

O monólogo de humor, escrito e interpretado pela própria Luluh, narra acontecimentos tragicômicos que perpassam os anos de formação de uma miss mirim. Baseado na memória da performer, suas vivências, assim como a de amigos e conhecidos, a peça transforma fatos em ficção, com boas doses de um humor bem ácido.

Eu Nasci Pra Ser Miss nasceu em 2009 em uma apresentação para o Satyrianas, em uma das tendas que teve a curadoria de Mário Bortolotto. Entre várias atrações como shows, teatro e poesia, ele convidou alguns amigos para contarem histórias trágicas e cômicas, que ele intitulou de stand up tragedy. Onze anos depois, Mário retomou a ideia como uma das atividades do Cemitério de Automóveis. A partir de então, Luluh passou a apresentar o espetáculo de maneira online, de sua casa. Essa vai ser a primeira vez que a peça será encenada em uma sala de espetáculos.

Com o texto em constante mudança – ele nasceu como uma esquete de 15 minutos e hoje tem 50 – Luluh conta: “Eu trago histórias que escutei na minha infância e adolescência, e assim parti para a ficção. Falo sobre o mal-estar imposto às mulheres pelos padrões estéticos convencionais. O culto a aparência é um regime de escravidão como forma de aceitação social, e acontece desde a infância. Meninas são estimuladas – antes de tudo – a serem bonitas”.

A artista avança: “um exemplo de como essa lógica perversa opera pode ser observado nos concursos de beleza infantil, onde meninas são maquiadas e vestidas como bonecas, incentivadas pelos pais. Elas passam a encarar as outras como rivais, centradas apenas na trivialidade da aparência, e não têm como compreender que o que está sendo valorado é apenas um conjunto de aspectos físicos impostos pela ditadura do biotipo, que, evidentemente, objetifica o feminino, tornando-o enfeite fetichizado para o olhar masculino.

Ficha técnica:

Texto, direção e atuação: Luluh Pavarin
DURAÇÃO: 45 min
CLASSIFICAÇÃO: 14 anos
Quando: segundas-feiras, de 8 a 29 de março, às 20h
Onde: www.sympla.com.br/alvenaria
Ingressos: R$ 20 – revertidos totalmente para os artistas

Sobre o Alvenaria Espaço Cultural

Idealizado por Bia Toledo e Tati Bueno, o espaço é gerido por mulheres e aberto para todes. O Alvenaria é um espaço cultural colaborativo independente e multiplataforma que existe desde 2018 e oferece uma programação variada de cursos online e presenciais, shows independentes, peças de teatro e exposições de arte. Também é sede da “Nossa Companhia de Teatro” e tem espaços para ensaios de teatro, música, dança, cursos, produções de foto e cinema, loja colaborativa e um café/bar.

A curadoria visa abrir espaço para artistas de diversas áreas mostrarem seu trabalho, repensando os modelos de sustentabilidade da cultura. Entre as suas atividades se destacam alguns projetos: Curtaria, mostra permanente de curtas-metragens, privilegiando a cena independente; Sexta Autoral, shows de músicos independentes; Dramaturgia na mesa, projeto de leituras dramáticas de autores da cena contemporânea. Com pouco mais de 2 anos, já realizou cerca de 200 eventos entre shows, cursos, peças de teatro, aniversário e casamentos. Circulam pela casa cerca de 400 pessoas por semana.

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