Esdras Nogueira no Sesc Ceilândia


Esdras Nogueira Quinteto em turnê nacional

Esdras Nogueira. Junto com o saxofone barítono, o instrumentista e compositor brasiliense empacota seus dois discos solo: NaBarriguda (2016) e Capivara (2014) para uma turnê nacional que começou em março em São Paulo e segue até o final de maio.

Os ouvidos atentos ao cenário independente conhecem o músico por causa da Móveis Coloniais de Acaju, banda que recentemente anunciou uma pausa por tempo indeterminado e que fez história nos palcos do Brasil durante 18 anos.

Já os ouvidos ainda mais aguçados acompanham a esmerada carreira solo de Esdras Nogueira, que preza pela música instrumental e muito brasileira. Sua estrada começou com o lançamento de Capivara em 2014. O debut foi uma homenagem a Hermeto Pascoal, onde Esdras ousou ao interpretar as composições do mestre e dele colheu elogios.

“Ouvi, está muito bom. Fiquei contente com a interpretação das músicas. Elas ficaram diferentes sem perder a essência. Eu componho com vontade que as pessoas toquem. Se ele tivesse conversado comigo antes, eu até teria dado algumas ideias. Mas o Esdras começou bem, ele vai longe” afirmou o próprio Hermeto Pascoal ao escutar o lançamento.

Em 2016, nasceu NaBarriguda, um disco que vai do dançante carimbó, passa pelo samba e pela música latina e ainda contém muita improvisação. O lançamento conta com faixas próprias e releituras de Hamilton de Holanda, Egberto Gismonti e Cartola. A capa, desenhada por Oga Mendonça, tem uma ilustração pop art que traz o frescor de Esdras Nogueira para a música instrumental produzida no Brasil.

A turnê de Esdras Nogueira é financiada pelo FAC – DF (Fundo de Apoio a Cultura do Governo de Brasília) e conta com o apoio da A Construtora Música e Cultura, arte do Oga Mendonca e design da Domingo Arquitetura e Design.

Serviço

24 de Maio – Ceilândia – DF
Sesc Ceilândia (gravação de CD ao vivo)
20h
Rua VIA N3
Gratuito
Evento: https://www.facebook.com/events/242803766184611/

Bio

Esdras Nogueira nasceu em Brasília, em 1979. Aos 14 anos começou a estudar saxofone.

Em 2000 entrou para a banda Móveis Coloniais de Acaju, que até o final de 2016 manteve o posto de uma das bandas independentes mais relevantes do Brasil, sendo reconhecida nacionalmente (a banda anunciou uma pausa no final do ano passado).

Em 2001 recebeu um convite de uma empresa de Circo alemã e excursionou pela Alemanha durante seis meses, junto com uma caravana circense de músicos brasileiros. Esdras Nogueira levou a nossa música instrumental para cidades como: Colônia, Oberhausen e Manheinn. Após seis meses na Alemanha, seguiu com a trupe do circo para a Itália, onde tocou durante um ano e oito meses, passando por cidades como Nápole, Milão, Sardenha, Sicília, Parma, Rimini, Cagliari, entre outras.

Retornou a Brasília em 2003 para finalizar o curso de Bacharel em saxofone e voltou para a banda Móveis Coloniais de Acaju. O combo brasiliense passou por quase todas as capitais do Brasil e por festivais como o Planeta Terra, Rock in Rio, Bananada, Abril Pró Rock, Porão do Rock, Festival Natura Musical, além de dividir o palco com nomes como Hamilton de Holanda, Bocato, Lenine, Pato Fu, Letieres Leite e Orquestra Rumpilezz, Los Hermanos e Gaby Amarantos. A banda tem 4 CDs, um DVD e um filme lançados e muitos shows internacionais no currículo.

Atualmente Esdras Nogueira desenvolve um trabalho de pesquisa do sax barítono na música brasileira e já fez apresentações ao lado de nomes como Guinga (violão), Diogo Nogueira, Wilson das Neves, Carlos Malta (sax e flauta), Lula Galvão (guitarra), Bocato (trombone), Eduardo Neves (saxofone tenor e flauta), Nicolas Krassik (violino), Gabriel Grossi (gaita).

Em 2013 realizou uma tour de 6 apresentações pela Austrália, com o Sistema Criolina, de Brasília.

Em 2014, Esdras lança Capivara, seu primeiro trabalho solo com o saxofone barítono, onde interpreta as composições de Hermeto Pascoal.

Em 2015 Esdras foi o único brasileiro convidado para apresentar-se em Dacka, Bangladesh. Ele levou seu som ao Festival de Jazz e Blues de Dacka e tocou ainda na residência oficial do Brasil no país.

Em 2016 lançou seu mais recente trabalho: ultra dançante, com influências da música do norte do Brasil e intitulado NaBarriguda.

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