Quando a fragilidade encontra a autoconfiança, a dualidade se transforma em performance. É com esse sentimento de urgência e exposição que Disk Mandy lança “Fatal”, single que substitui a melancolia de trabalhos anteriores por um pop expansivo e groovado. Na faixa, a artista curitibana transforma o seu “jeito confuso” em uma afirmação de pista com verniz vintage.
Disk Mandy
Com uma voz que remete ao magnetismo de Marina Sena, Mandy embala uma letra cortante sobre mágoas que não passaram. Em “Fatal”, a crise existencial vira combustível para dançar: o eu-lírico abraça o ódio e a tara de estar vazia como uma força hipnótica.
Para a artista, a faixa nasceu de um desejo de palco:
“Ela fala sobre querer estar sob os holofotes enquanto lido com o que penei para esconder. É uma celebração das minhas contradições; tudo o que amei e odiei continua em mim, mas agora isso vira performance”, pontua Mandy.
“Fatal” estende a parceria de Disk Mandy com o produtor musical e engenheiro de mixagem Daniel Cataldi, iniciada em 2025 com o EP “insomnia” e o single “Jeito Fácil”. Se antes o foco era a urgência do breakbeat 90’s, agora a aposta é no groove alternativo e na sentimentalidade pop e fugaz.
Mandy ressalta que a dualidade lírica de “Fatal” parte do momento em que a compôs:
“‘Fatal’ e ‘Jeito Fácil’ foram escritas no mesmo período criativo e gravadas no mesmo dia, compartilhando intensidade e espontaneidade no processo de construção. Acredito que por isso elas são tão felizes e contraditórias na mesma medida”, explica.
Conhecida na região de Curitiba (PR) por sua forte atuação como articuladora da cena LGBTQIAPN+, Mandy consolida agora sua maturidade artística. Após circular pelo circuito local dividindo o palco com YMA e abrindo shows de Cidade Dormitório e jonabug, ela faz de “Fatal” a ponte definitiva entre o isolamento do quarto e a exuberância do palco. O single abre caminho para um novo EP, previsto para meados de 2026, que promete aprofundar essa evolução sonora.

















